Perto do Céu | EGW |
Tu és povo santo ao Senhor, teu Deus; o Senhor, teu Deus, te escolheu, para que Lhe fosses o Seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a Terra. Deuteronômio 7:6
Essas palavras foram proferidas por Cristo, quando envolto pela coluna de nuvem, e confiadas a Moisés para o povo escolhido de Deus. O Senhor não deixou o mundo sem testemunho. Ele tem um povo escolhido e leal. Esse povo não faz deste mundo o seu lar, mas está aqui para testemunhar de Deus. Enquanto a porta da graça estiver aberta, esses mensageiros fiéis apresentarão um testemunho vivo. [...]
Por meio do poderoso cutelo da verdade, Deus separou um povo da pedreira do mundo e trouxe-o para Sua oficina. Ali o Artesão Mestre pode esculpi-lo com a talhadeira e o cinzel, e poli-lo a fim de ocupar um lugar em Seu reino. Ele não se assemelha mais à massa de onde foi tirado. Apresenta-se como um nobre pilar, para ser usado para a glória de Deus.
A glória futura dos filhos e filhas adotados por Deus não é agora discernida. O povo de Deus é escarnecido e desprezado pelo mundo. Porém, recebem simpatia de um mundo melhor do que este, de fato celestial. [...]
A Palavra de Deus, exatamente como se lê, é o fundamento de nossa fé. Essa é a Palavra infalível da profecia, que exige fé sem reservas de todos os que afirmam nela crer. É fidedigna, contendo em si a prova de sua origem divina. [...]
Quem somos nós que afirmamos ser um com Cristo? "Nós somos cooperadores de Deus" (1Co 3:9). Entre o verdadeiro crente e o descrente, sempre haverá o mesmo conflito que houve entre Cristo e aqueles que O rejeitaram. Os que partilham dos sofrimentos de Cristo serão participantes de Sua glória. Mas os que se esquivam da cruz negam Aquele que os comprou por preço infinito. No dia do juízo, serão rejeitados. Muitos estão representando a Cristo de forma inapropriada e negando-O por seu baixo padrão de cristianismo. Os que verdadeiramente creem em Cristo demonstrarão sua fé por meio de uma vida bem ordenada e consagrada conversação. Ao trabalhar nas fileiras de Cristo, revelarão que foram adotados na família do Céu. A respeito desses, Deus declara: "Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos" (Is 57:15) (Signs of the Times, 2 de junho de 1898).
A Si mesmo Se deu por nós, a fim de [...] purificar, para Si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras. Tito 2:14
O Senhor escolheu para Si aquele que é piedoso. A consagração a Deus e a separação do mundo são claramente ordenadas tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Há um muro de separação que o Senhor mesmo estabeleceu entre as coisas mundanas e as coisas que Ele escolheu do mundo e santificou para Si. A vocação e o caráter do povo de Deus são peculiares, suas perspectivas também são, e essas peculiaridades os distinguem de todos os outros povos. Todo o povo de Deus na Terra é um corpo, desde o princípio até o fim do tempo. Ele tem uma Cabeça que dirige e governa o corpo. A mesma imposição feita ao antigo Israel pesa agora sobre o povo de Deus serem separados do mundo. O grande Líder da igreja não mudou. A experiência dos cristãos nestes dias é muito semelhante às viagens do antigo Israel. [...]
Quando lemos a Palavra de Deus, fica claro que Seu povo deve ser peculiar e distinto do mundo incrédulo que o cerca. Nossa posição é interessante e temível. Vivendo nos últimos dias, como é importante que imitemos o exemplo de Cristo e andemos como Ele andou. [...]
Os servos de Cristo não devem ter seu lar nem tesouros aqui. Desejo que todos pudessem compreender que é apenas porque o Senhor reina que nos é permitido habitar em paz e segurança entre nossos inimigos. Não é privilégio nosso reivindicar favores especiais do mundo. Devemos consentir em ser pobres e desprezados entre as pessoas, até que o conflito termine e obtenhamos a vitória. Os membros do corpo de Cristo são chamados para sair do mundo, separando-se das amizades e do espírito mundano. Sua força e poder consistem em ser escolhidos e aceitos por Deus. [...]
O que Cristo foi neste mundo, Seus seguidores também devem ser. Eles são filhos de Deus e coerdeiros com Cristo. O reino e o domínio lhes pertencem. O mundo não compreende seu caráter e santa vocação. Sua adoção na família de Deus não é percebida. Sua união e amizade com o Pai e o Filho não é manifesta e, enquanto o mundo contempla sua humilhação e vergonha, não se revela o que eles são ou serão. São estrangeiros.
O mundo não os conhece, nem reconhece seus motivos (Review and Herald, 5 de julho de 1875).
Sereis para Mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso. 2 Coríntios 6:18
Fui ordenada a chamar a atenção de nosso povo à instrução dada pelo Senhor a Israel a respeito da importância da separação do mundo. [...]
Sob o reinado de Davi, o povo de Israel obteve força e retidão por meio da obediência à lei de Deus. Porém, os reis que se seguiram esforçaram-se por exaltar a si mesmos. [...]
Deus os tolerou por muito tempo, chamando-os repetidas vezes ao arrependimento. Porém, eles se recusaram a ouvir e, por fim, Deus Se pronunciou em juízo, mostrando-lhes como eles eram fracos sem Ele. Viu que estavam determinados a seguir o próprio caminho e os entregou nas mãos de seus inimigos. [...]
As alianças feitas pelos israelitas com os vizinhos pagãos resultaram na perda de sua identidade como povo peculiar de Deus. Foram influenciados pelas más práticas daqueles com quem formaram alianças proibidas. A associação com os mundanos fez com que perdessem o primeiro amor e o zelo pela obra de Deus. As vantagens pelas quais se venderam apenas lhes trouxeram desapontamento, resultando na perda de muitas vidas.
A experiência de Israel será a experiência de todos os que buscam o mundo para obter força, desviando-se do Deus vivo. Os que abandonam Aquele que é poderoso e unem-se aos mundanos, colocando neles sua dependência, tornam-se fracos em poder moral, assim como aqueles em quem confiam.
Com súplicas e promessas, Deus sai em busca daqueles que cometem erros. Procura mostrar-lhes seu engano e levá-los ao arrependimento. Se, porém, recusarem-se a humilhar o coração diante dEle, se insistirem em exaltar-se acima dEle, Ele Se pronunciará em juízo. Aparência alguma de proximidade com Deus, afirmação alguma de conexão com Ele será aceita daqueles que persistem em desonrá-Lo ao apoiarem-se no braço do poder mundano.
Hoje, a Palavra de Deus para Seu povo é: "Retirai-vos do meio deles, separai-vos, [...] não toqueis em coisas impuras; e Eu vos receberei, serei vosso Pai, e vós sereis para Mim filhos e filhas" (2Co 6:17, 18). [...]
O povo de Deus deve se distinguir como um povo que se dedica inteiramente, de todo o coração, ao Seu serviço. Não buscam honra para si mesmos. Lembram-se de que por um solene concerto se comprometeram a servir ao Senhor, e a Ele somente (Review and Herald, 4 de agosto de 1904).
Santificai os Meus sábados, pois servirão de sinal entre Mim e vós, para que saibais que Eu sou o senhor, vosso Deus. Ezequiel 20:20
"Disse mais o Senhor a Moisés: Tu, pois, falarás aos filhos de Israel e lhes dirás: Certamente, guardareis os Meus sábados; pois é sinal entre Mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que Eu sou o Senhor, que vos santifica" (Êx 31:12, 13).
Não nos assinalam essas palavras como o povo denominado por Deus? E não nos declaram elas que, enquanto durar o tempo, devemos saber avaliar a sagrada distinção denominacional que nos é conferida? [...] O sábado não perdeu nada de sua significação. É ainda o sinal entre Deus e Seu povo, e o será para sempre. [...]
Deus está provando Seu povo para ver quem será leal aos princípios de Sua verdade. Nossa obra deve proclamar ao mundo a primeira, a segunda e terceira mensagens angélicas. No desempenho de nosso dever, não devemos desprezar nem temer nossos inimigos. Obrigar-nos por contratos ou mesmo em sociedades ou associações comerciais com os que não pertencem a nossa fé não está de acordo com o plano de Deus. Devemos tratar com bondade e cortesia os que se recusam a ser fiéis a Deus, mas nunca devemos nos unir a eles em associações que visem aos interesses vitais de Sua obra. [...]
Pondo nossa confiança em Deus, devemos progredir constantemente, fazendo Seu trabalho com abnegação, [...] confiando às Suas sábias providências, tanto a nós mesmos como tudo quanto se relaciona ao nosso presente e futuro, retendo firmemente o princípio da nossa confiança até o fim, lembrando que não recebemos as bênçãos do Céu pelos nossos merecimentos, mas pelos méritos de Cristo e nossa aceitação da abundante graça divina pela fé nEle.
Oro para que os meus irmãos reconheçam que a terceira mensagem angélica tem muito significado para nós, e que a observância do verdadeiro sábado se destina a ser o sinal que distingue os que servem a Deus dos que não O servem. [...] Somos convidados para ser santos, e devemos cuidadosamente evitar dar a impressão de que pouco importará o conservamos ou não os traços distintivos de nossa fé. Sobre nós, recai a solene obrigação de assumir uma conduta mais firme em favor da verdade e da justiça, do que fizemos no passado. A fronteira de demarcação entre os que guardam os mandamentos de Deus e os que não guardam deve ser revelada com clareza inequívoca (Review and Herald, 4 de agosto de 1904).
Nós somos testemunhas destes fatos, e bem assim o Espírito Santo, que Deus outorgou aos que Lhe obedecem. Atos 5:32
Os verdadeiros cristãos serão semelhantes a Cristo. O Redentor revestiu Sua divindade com a humanidade e veio ao nosso mundo um mundo marcado e degradado pela maldição do pecado, um vale de trevas e aflição para realizar uma grande obra, como Ele anunciou na sinagoga de Nazaré: "O Espírito do Senhor está sobre Mim, pelo que Me ungiu para evangelizar os pobres" (Lc 4:18). [...]
Todo membro da igreja deve ser um representante do caráter e do espírito de Cristo. Por preceito e exemplo, os elementos essenciais de um cristianismo verdadeiro, saudável e influente devem ser revelados. Cristo deve ser constantemente apresentado como a fonte de vida, misericórdia e amor. [...]
Pela contemplação, somos transformados. Por meio do estudo minucioso e da sincera contemplação do caráter de Cristo, Sua imagem será refletida em nossa vida, e um tom mais elevado será comunicado à espiritualidade da igreja. Se a verdade de Deus não transformar nosso caráter à semelhança de Cristo, todo o professo conhecimento dEle e da verdade é como o metal que soa e o címbalo que retine. [...]
Que todos os que afirmam guardar os mandamentos de Deus olhem bem para essa questão e vejam se não há razões por que eles não têm mais do derramamento do Espírito Santo. Quantos têm enchido o coração com vaidade! Eles se consideram exaltados no favor de Deus, mas negligenciam os necessitados. Fazem ouvidos moucos aos clamores dos oprimidos e proferem palavras ferinas e contundentes aos que necessitam de um tratamento completamente diferente. Assim, eles ofendem diariamente a Deus por sua dureza de coração.
Essas pessoas aflitas têm direito à compaixão e ao interesse de seus semelhantes. Têm o direito de esperar auxílio, conforto e amor semelhante ao de Cristo. Mas não é o que recebem. Todo desprezo dos sofredores de Deus é registrado nos livros do Céu como se fosse demonstrado à própria pessoa de Cristo. Todos os membros da igreja devem examinar minuciosamente o coração e investigar seu procedimento para ver se estão em harmonia com o Espírito e a obra de Jesus. Do contrário, o que poderão declarar quando comparecerem perante o Juiz de toda a Terra? Será que o Senhor poderá dizer-lhes: "Vinde, benditos de Meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo" (Mt 25:34)? (Review and Herald, 24 de abril de 1913).
Deus não é injusto para ficar esquecido do vosso trabalho e do amor que evidenciastes para com o Seu nome, pois servistes e ainda servis aos santos. Hebreus 6:10
Cristo identificou Seu interesse com o da humanidade sofredora e, enquanto Ele for negligenciado na pessoa de Seus aflitos, todos os nossos ajuntamentos, todas as nossas reuniões, todo o mecanismo que é posto em funcionamento para o avanço da causa de Deus será de pouco proveito. [...]
Todos os que hão de ser santos no Céu primeiramente serão santos na Terra. Não se conformarão às faíscas que eles mesmos acenderam, não trabalharão para receber aplausos, não falarão palavras injuriosas, nem estenderão o dedo para condenar e oprimir, mas seguirão a Luz da Vida, difundindo luz, conforto, esperança e ânimo aos que necessitam de ajuda e não de censuras e acusações. [...]
A luz abundante e nítida que incidiu sobre nosso caminho nos colocou em terreno vantajoso, e devemos aproveitar cada oportunidade para fazer o bem. Cristo veio das cortes reais do Céu para buscar e salvar o perdido, e essa deve ser nossa obra. O zelo que manifestarmos nessa direção revelará a medida do nosso amor por Jesus e pelo próximo, [a medida] de nossa eficiência e espírito missionário.
A todo membro da igreja é designada uma obra, e sua santificação será vista na eficiência, abnegação, zelo, pureza e inteligência com que a realiza. A causa da humanidade e da religião não deve retroceder. Espera-se o progresso daqueles que receberam grande luz e possuem muitas vantagens.
A igreja deve ser ativa, se quiser ser uma igreja viva. Não se deve contentar meramente em manter seu terreno contra as forças adversárias do pecado e do erro, nem se contentar com avançar a passos lentos, mas levar o jugo de Cristo e conservar-se passo a passo com o Guia, fazendo novos membros pelo caminho.
Quando formos verdadeiramente de Cristo, nosso coração estará cheio de mansidão, benignidade e bondade, porque Jesus nos perdoou os pecados. Como filhos obedientes, receberemos e cultivaremos os preceitos dados por Ele e atenderemos às ordenanças por Ele instituídas. Estaremos constantemente buscando obter conhecimento dEle (Review and Herald, 1º de maio de 1913).
Faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério. 2 Timóteo 4:5
Os que forem discípulos de Cristo assumirão a obra onde Ele a deixou e a levarão adiante em Seu nome. Não imitarão as palavras, a disposição e as ações de qualquer outro senão dEle. Seus olhos se acham sobre o Comandante de sua salvação. Sua vontade é para eles a lei. E, ao avançarem, obterão mais e mais claras visões de Seu semblante, caráter e glória. Não se apegarão ao próprio eu, mas à Sua palavra, que é espírito e vida. "Se vós permanecerdes na Minha palavra, sois verdadeiramente Meus discípulos" (Jo 8:31, 32). Eles convertem o conhecimento de Sua vontade em prática. Ouvem e fazem aquilo que Jesus ensina.
Na igreja, há trabalho para todos os que amam a Deus e guardam os Seus mandamentos. O que as pessoas professam não é uma evidência segura de que são cristãs. As palavras que proferem não garantem que estão convertidas. Ouçam as palavras de Cristo: "Por que Me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?" (Lc 6:46). A menos que a vida diária esteja em conformidade com a vontade e as obras de Cristo, ninguém pode afirmar ser filho de Deus, herdeiro do Céu. Há uma religião legal, mantida pelos fariseus, mas tal religião não revela ao mundo o exemplo de Cristo. Não representa o caráter de Cristo. Aqueles em cujo coração Cristo habita realizarão as obras dEle. Tais pessoas têm direito a todas as promessas de Sua Palavra. Unem-se a Cristo, cumprem a vontade de Deus e manifestam as riquezas de Sua graça. "Então, clamarás, e o Senhor te responderá; gritarás por socorro, e Ele dirá: Eis-me aqui" (Is 58:9). Que preciosa promessa! "Se abrires a tua alma ao faminto e fartares a alma aflita, então, a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia. O Senhor te guiará continuamente, fartará a tua alma até em lugares áridos e fortificará os teus ossos; serás como um jardim regado e como um manancial cujas águas jamais faltam" (v. 10, 11).
Em contraste marcante com a murmuração e a lamentação dos ímpios, os servos de Deus entoarão: "Render-Te-ei graças, Senhor, de todo o meu coração. [...] O Senhor é excelso, contudo, atenta para os humildes; os soberbos, Ele os conhece de longe" (Sl 138:1, 6).
Portanto, não permita que forma alguma de orgulho ou presunção seja cultivada, pois isso expulsará Jesus do coração, e a lacuna será preenchida com os atributos de Satanás (Review and Herald, 1º de maio de 1913).
Desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. 2 Timóteo 3:15
O Senhor não pode usar homens e mulheres em Seu serviço, em ramo algum de Sua obra, a menos que possuam espírito manso e receptivo ao ensino. Aqueles que Deus emprega em Sua obra devem ser leais ao princípio. Além de não se desviarem do caminho reto do dever por qualquer interesse egoísta, não devem ser preconceituosos e cheios de si. A menos que o coração esteja em conexão com a Fonte de toda a sabedoria, não haverá uma contínua percepção da santidade da obra. Os trabalhadores de Cristo devem obter de Deus toda a sua vida e inspiração. Devem buscar conformar-se com a vontade dEle e com Seus caminhos. Não devem buscar sua vontade e seu caminho. Os que desejam se tornar condutos vivos de luz devem ser governados por algo mais do que o hábito e a opinião. Devem viver constantemente em comunhão com Deus. Sua vida deve ser conduzida em contato com os princípios da verdade e da justiça. Devem se tornar participantes da natureza divina.
O servo de Deus deve estar em constante busca pelo poder intelectual, e toda a aquisição da mente deve ser dedicada para a glória de Deus. Devemos ter concepções mais amplas das exigências de Deus para com Seu povo. [...]
Não devemos nos contentar com coisa alguma a não ser a iluminação divina proveniente da Luz central do Universo. Ao obtermos essa iluminação, notaremos a necessidade de seguir para frente e para o alto, de elevar o padrão, de cultivar a mais sublime aspiração e de atingir os mais elevados resultados. Estaremos em constante contato com a Fonte de toda a sabedoria e viveremos como na presença do Senhor. [...]
Seu talento lhe foi confiado pelo Senhor, e você é responsável por seu emprego e aperfeiçoamento. [...] Devemos manifestar a glória de Deus. Esse é o maior objetivo de nossa existência. Devemos nos encontrar em tal condição que sejamos capazes de reconhecer a luz que Deus introduziu na experiência de outros. Nossa vida e caráter são influenciados pelas aquisições físicas, intelectuais e morais das gerações passadas. Se permanecermos na ignorância, não teremos ninguém a quem culpar a não ser a nós mesmos. Se colocarmos em ação todo o poder e empregarmos ao máximo cada habilidade, unicamente para a glória de Deus, não fracassaremos em realizar uma obra valiosa para Ele (Signs of the Times, 30 de novembro de 1888).
Eis que estou à porta e bato. Apocalipse 3:20
O tempo em que vivemos está repleto da mais solene importância. Nada pode ser mais aceitável a Deus do que a juventude que dedica a vida ao Seu serviço no auge e vigor de seus anos. Seus talentos podem se tornar um poder para Deus, quando adequadamente cultivados. Seu caráter pode se tornar um caráter aceitável ao Céu, mas deve ser moldado linha por linha, preceito por preceito. Deve ser modelado segundo o padrão divino. [...]
Na obra de salvar outros, devemos saber do que falamos. As palavras de João são repletas de importância ao dizer: "O que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros" (1Jo 1:3). [...]
Quando seu coração se tornar um templo para a habitação do Espírito do Salvador, os elementos brutos de sua natureza serão consumidos, e o ser inteiro se tornará um propósito vivo. Todo aquele que é verdadeiramente de Cristo terá uma experiência como a de Daniel, e os frutos do Espírito se manifestarão em sua vida. Há poderes em nós que estão paralisados pelo pecado, que precisam da influência vivificante da graça de Cristo para que sejam restaurados. O imenso poder do Doador da vida os ressuscitará e os despertará para a ação. Quando essa for a sua experiência, você poderá trabalhar segundo o exemplo dado por Jesus. A luz e o amor divinos serão refletidos naqueles que sentem que estão enfermos de espírito e corpo. Jesus oferece a própria presença dEle em seu coração. Ele diz: "Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo" (Ap 3:20). Não abriremos a porta de nosso coração ao divino Convidado?
Os que se dedicam à obra de Deus devem ser puros de coração e prudentes no modo de proceder. O coração do povo de Deus não deve ser como um deserto infrutífero, como é o caso de tantos corações hoje. Deus concedeu a todos alguma habilidade para ser empregada em Seu serviço, e é Seu desígnio que ela seja empregada para Sua glória e para o bem do próximo. Muitos estão perdendo muito, simplesmente porque não aprendem na escola de Cristo. Podem juntar tesouros eternos, mas, ao se afastarem do divino Mestre, sua consciência é violada e cauterizada, e as admoestações da Palavra de Deus perdem todo poder de impressionar o coração. No entanto, tal fracasso não precisa ocorrer. Cristo entrará no coração e habitará ali se você purificar o templo do ser de toda contaminação (Signs of the Times, 30 de novembro de 1888).
Pai santo, guarda-os em Teu nome, que Me deste, para que eles sejam um, assim como Nós. João 17:11
O Espírito Santo trabalhará com o consagrado instrumento humano, pois esse é o propósito de Deus. O Senhor abriu uma porta entre o Céu e a Terra, que poder algum poderá fechar. [...] Quando o povo de Deus se colocar na devida relação para com Ele e uns para com os outros, haverá plena concessão do Espírito Santo para a combinação harmoniosa de todo o corpo.
Nada enfraquece tão evidentemente uma igreja como a desunião e a contenda. Coisa alguma combate mais contra Cristo e a verdade do que esse espírito. [...]
Poderemos nos unir uns aos outros unicamente ao nos unirmos com Cristo. [...] Muitos que se demoram em temas doutrinários, mas que não aprenderam de Cristo, são incapazes de se controlar. Eles necessitam do poder do Espírito Santo. Devemos nos esforçar por entender o que significa estar em completa união com Cristo, o qual é a propiciação pelos nossos pecados e pelos pecados do mundo inteiro. [...]
Quando o povo escolhido de Deus tiver um único pensamento, as barreiras do egoísmo desaparecerão como por mágica, e muitos se converterão, por causa da unidade existente entre os crentes. Há somente um corpo e um Espírito. Os que demarcam limites territoriais de distinção, barreiras étnicas e de posição social devem derrubá-las muito mais rápido do que as constroem.
Aquele em cujo coração Cristo habita também reconhece Cristo habitando no coração de seu irmão. Cristo nunca luta contra Cristo. Cristo nunca exerce qualquer influência contra Cristo. Os cristãos devem fazer sua obra, seja qual for, na unidade do Espírito para o aperfeiçoamento do corpo todo. A igreja deve ser purificada, refinada e enobrecida. Os membros devem lançar fora de seu coração os ídolos que têm impedido seu progresso espiritual. Pela influência do Espírito, os mais discordantes podem ser harmonizados. A abnegação deve unir o povo de Deus com laços firmes e ternos. Quando as energias dos membros da igreja se submetem ao controle do Espírito, há uma força imensa na igreja, ajuntando de todas as fontes o bem, promovendo a instrução, o ensino e a disciplina própria. Assim é apresentada a Deus uma organização potente, através da qual Ele pode atuar para a conversão de pecadores. Assim o Céu e a Terra são ligados, e todos os agentes divinos cooperam com os instrumentos humanos (Signs of the Times, 7 de fevereiro de 1900).
Vi ainda outra besta emergir da Terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão. Apocalipse 13:11
Ao apóstolo João, na ilha de Patmos, foram reveladas as cenas de profundo e emocionante interesse na experiência da igreja. Temas de grande interesse e vasta importância lhe foram apresentados em figuras e símbolos, para que o povo de Deus fosse advertido dos perigos e conflitos perante eles. [...]
Representados pelos símbolos de um grande dragão vermelho, da besta semelhante ao leopardo e da besta com chifres semelhantes aos de um cordeiro, os governos terrestres que em especial se empenharão em pisar a lei de Deus e perseguir Seu povo foram revelados a João. A guerra é travada até o fechamento da porta da graça. O povo de Deus, simbolizado por uma mulher santa e seus filhos, foi representado como sendo a minoria. Nos últimos dias, apenas um remanescente ainda existirá. [...]
Através do paganismo, e mais tarde através do papado, Satanás exerceu seu poder por muitos séculos no esforço de banir da Terra as fiéis testemunhas de Deus. Os pagãos e os apoiadores do papado foram movidos pelo mesmo espírito do dragão. A única diferença é que o papado, sob o pretexto de servir a Deus, foi o inimigo mais perigoso e cruel. Através da ação do catolicismo, Satanás levou o mundo cativo. A professa igreja de Deus foi arrastada para as fileiras desse engano e, por mais de mil anos, o povo de Deus sofreu a ira do dragão.
Quando o papado, destituído de seu poder, foi forçado a parar de perseguir, João contemplou o surgimento de um novo poder com o objetivo de ecoar a voz do dragão e levar avante a mesma obra cruel e blasfema. Esse poder, o último a travar guerra contra a igreja e a lei de Deus, foi simbolizado por uma besta com chifres semelhantes aos de um cordeiro. As bestas que lhe precederam saíram do mar, mas essa sai da terra, representando o surgimento pacífico da nação simbolizada. Os "dois chifres semelhantes aos de um cordeiro", emblemas de inocência e brandura, representam corretamente o caráter de nosso governo [dos Estados Unidos], segundo é expresso em seus dois princípios fundamentais: Republicanismo e Protestantismo. Tais princípios são o segredo de nosso poder e prosperidade como nação. Os primeiros a encontrar refúgio no litoral da América regozijaram-se de terem chegado a um país livre das pretensões arrogantes do papado e da tirania da monarquia. Eles decidiram estabelecer um governo sobre o amplo fundamento da liberdade civil e religiosa (Signs of the Times, 1º de novembro de 1899).
Se alguém adora a besta e a sua imagem [...], também esse beberá do vinho da cólera de Deus. Apocalipse 14:9, 10
O firme traçado da pena profética revela uma mudança nessa cena pacífica [liberdade religiosa e civil]. A besta com chifres semelhantes aos de um cordeiro fala com voz de dragão e "exerce toda a autoridade da primeira besta na sua presença" (Ap 13:12). A profecia declara que ela ordenará que todos os habitantes da Terra façam uma imagem à besta, e que "a todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome" (v. 16, 17). Assim o protestantismo segue os passos do papado.
Nesse momento, o terceiro anjo é visto voando pelo meio do céu, proclamando: "Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da Sua ira" (Ap 14:9, 10). "Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus" (v. 12). Em contraste marcante com o mundo, está o pequeno grupo que não se desviará de sua aliança com Deus. [...]
A mais solene advertência e a mais terrível ameaça que já foram dirigidas aos mortais acham-se contidas na mensagem do terceiro anjo. Deverá ser um terrível pecado que acarretará a ira de Deus, sem mistura de misericórdia. Deve o mundo ser deixado em trevas quanto à natureza desse pecado? Certamente que não. Deus não lida assim com Suas criaturas. Sua ira nunca recai sobre pecados de ignorância. Antes de Seus juízos caírem sobre a Terra, a luz a respeito desse pecado deve ser apresentada ao mundo, para que os seres humanos possam saber a razão de esses juízos serem infligidos e tenham a oportunidade de escapar.
A mensagem contendo essa advertência é a última a ser proclamada antes da revelação do Filho do homem. Os sinais que Ele mesmo deu declaram a proximidade de Sua volta. [...] Chegou o tempo em que todos os que se interessam por sua salvação devem de forma sincera e solene questionar: O que é o selo de Deus? E o que é a marca da besta? Como podemos evitar recebê-la? (Signs of the Times, 1º de novembro de 1899).
Não danifiqueis nem a Terra, nem o mar, nem as árvores, até selarmos na fronte os servos do nosso Deus. Apocalipse 7:3
O selo de Deus, o símbolo ou sinal de Sua autoridade, encontra-se no quarto mandamento. Esse é o único preceito do Decálogo que aponta para Deus como o Criador dos céus e da Terra, distinguindo, assim, o verdadeiro Deus, de todos os falsos deuses. Seu poder criador é citado nas Escrituras como prova de que o Deus de Israel é superior às divindades pagãs.
O sábado ordenado no quarto mandamento foi instituído para comemorar a obra da criação e assim dirigir a mente das pessoas para o Deus vivo e verdadeiro. Se o sábado tivesse sido sempre guardado, jamais teria existido um idólatra, um ateu ou um infiel. A sagrada observância do santo dia de Deus teria conduzido a mente dos seres humanos ao seu Criador. As coisas da natureza O teriam trazido à sua lembrança, e eles teriam testemunhado Seu poder e amor. O sábado do quarto mandamento é o selo do Deus vivo. Essa instituição que aponta para Deus como Criador é um sinal de Sua justa autoridade sobre os seres que criou.
O que, então, é a marca besta, senão o sábado falso que o mundo aceitou em lugar do verdadeiro?
A declaração profética de que o papado se exaltaria acima de tudo o que se intitula Deus, ou que é adorado, foi fielmente cumprida na mudança do sábado do sétimo dia para o primeiro dia da semana. Sempre que o sábado papal é honrado em preferência ao sábado de Deus, o homem pecador é exaltado acima do Criador do Céu e da Terra.
Os que afirmam que Cristo mudou o sábado contradizem diretamente Suas palavras. No Sermão do Monte, Ele declarou: "Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir" (Mt 5:17). [...]
Os católicos romanos reconhecem que a mudança do sábado foi feita pela igreja e citam essa mudança como uma evidência da autoridade suprema da igreja. Declaram que, ao observar o primeiro dia da semana como o sábado, os protestantes reconhecem seu poder de legislar sobre as coisas divinas. [...] À medida que ganha terreno o movimento em favor do repouso dominical obrigatório, eles [os apoiadores do papado] se regozijam, na certeza de que, por fim, todo o mundo protestante será reunido sob a bandeira de Roma (Signs of the Times, 1º de novembro de 1899).
Dizendo aos que habitam sobre a Terra que façam uma imagem à besta, àquela que, ferida à espada, sobreviveu. Apocalipse 13:14
A mudança do sábado é o sinal, a marca da autoridade da igreja católica. Aqueles que, compreendendo os requisitos do quarto mandamento, escolhem observar o falso em lugar do verdadeiro sábado estão com isso rendendo homenagem ao único poder que autorizou isso. [...]
Há cristãos verdadeiros em todas as igrejas, inclusive na comunidade católico-romana. Ninguém é condenado sem que haja recebido iluminação ou sem que tenha compreendido a obrigatoriedade do quarto mandamento. Mas, quando for expedido o decreto que impõe o falso sábado, e o alto clamor do terceiro anjo advertir as pessoas contra a adoração da besta e de sua imagem, será traçada com clareza a linha divisória entre o falso e o verdadeiro. Então os que ainda persistirem na transgressão receberão o sinal da besta.
A passos rápidos, aproximamo-nos desse período. Quando as igrejas protestantes se unirem com o poder secular para amparar uma religião falsa, à qual se opuseram seus antepassados, sofrendo com isso a mais terrível perseguição, então o dia de repouso papal será tornado obrigatório pela autoridade combinada da Igreja e do Estado. Haverá uma apostasia nacional que terminará em ruína nacional. [...]
Os protestantes têm-se intrometido com o papado, patrocinando-o. Têm usado de transigência e feito concessões que os próprios católicos se surpreendem de ver e não compreendem. O mundo protestante necessita ser despertado a fim de resistir aos avanços desse perigosíssimo inimigo da liberdade civil e religiosa.
Quando o Estado usar seu poder para impor os decretos e amparar as instituições da Igreja, então a América protestante terá formado uma imagem do papado. Então será a verdadeira igreja assaltada pela perseguição, como o foi o antigo povo de Deus. Quase todos os séculos apresentam exemplos do que o coração humano, controlado pela raiva e maldade, é capaz de fazer sob o pretexto de servir a Deus ao proteger os direitos da igreja e do Estado. As igrejas protestantes que seguiram os passos de Roma, formando aliança com os poderes do mundo, têm manifestado desejo semelhante de restringir a liberdade de consciência. Quantos ministros insatisfeitos sofreram sob o poder da Igreja da Inglaterra! A perseguição sempre é o resultado da restrição da liberdade religiosa por parte dos governos seculares (Signs of the Times, 8 de novembro de 1899).
Haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos. 2 Timóteo 4:3
Muitos insistem em que as trevas intelectuais e morais que prevaleceram durante a Idade Média favoreceram a propagação dos dogmas do papado, de suas superstições e opressão, e que a difusão geral do saber e a crescente liberalidade em matéria de religião vedam o avivamento da intolerância e tirania. É verdade que grande luz intelectual, moral e religiosa resplandece sobre esta geração. Desde 1844, a luz do Céu dos céus irradia através da porta aberta do templo de Deus. Mas é necessário lembrar que quanto maior a luz concedida, maiores as trevas dos que rejeitam a Palavra de Deus e aceitam fábulas, ensinando como doutrina mandamentos humanos.
Satanás suscitará a indignação da cristandade apóstata contra o humilde remanescente que de forma sensata se recusa a aceitar falsos costumes e tradições. Cegados pelo príncipe das trevas, os religiosos populares enxergarão apenas como ele enxerga e sentirão como ele sente. [...] A liberdade de consciência, obtida a tão elevado preço de sacrifício, não mais será respeitada. A igreja e o mundo se unirão, e o mundo emprestará à igreja poder para esmagar o direito do povo de adorar a Deus segundo Sua Palavra.
O decreto que será promulgado contra o povo de Deus irá ser em alguns aspectos semelhante ao de Assuero contra os judeus nos dias de Ester.
O edito persa se originara na maldade de Hamã contra Mardoqueu, não porque este lhe houvesse feito mal, mas porque se recusara a tributar-lhe a reverência que só a Deus é devida. [...]
A História se repete. A mesma mente hábil que tramou contra os fiéis em eras passadas está agora em ação para obter o controle das igrejas protestantes caídas, a fim de que por intermédio delas possa condenar e levar à morte todos os que não adorarem o sábado idolátrico. Não temos de batalhar com mortais, como pode parecer. Não guerreamos contra a carne e o sangue, mas contra principados, contra potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes. Mas se o povo de Deus colocar nEle sua confiança e pela fé descansar em Seu poder, os planos de Satanás serão desfeitos em nossos dias de forma tão notável quanto nos dias de Mardoqueu (Signs of the Times, 8 de novembro de 1899).
Olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o monte Sião, e com Ele cento e quarenta e quatro mil, tendo na fronte escrito o Seu nome e o nome de Seu Pai. Apocalipse 14:1
O decreto deve sair para que aqueles que não recebem a marca da besta não possam comprar nem vender e, finalmente, para que sejam levados à morte. Mas os santos de Deus não recebem essa marca. O profeta de Patmos contemplou aqueles que haviam obtido a vitória sobre a besta, sua imagem, sua marca e sobre o número de seu nome, em pé no mar de vidro, tendo as harpas de Deus e cantando o cântico de Moisés e do Cordeiro.
A toda pessoa virá a questionadora prova: obedecerei a Deus e não aos homens? A hora decisiva está às portas. Satanás está empregando todos os seus esforços na fúria do último ataque desesperador contra Cristo e Seus seguidores. Falsos mestres estão empregando todo artifício possível para estimular o pecador com o coração endurecido em sua rebelde ousadia, a fim de confirmar a desconfiança, a dúvida, a descrença e, por meio do engano e da falsidade, enganar, se possível, até mesmo os escolhidos. [...]
Cristo nunca conquistou a paz e amizade pela transigência com o mal. Embora Seu coração transbordasse em amor pela humanidade, não foi complacente com seus pecados. Por amar homens e mulheres, foi um firme reprovador de suas transgressões. Sua vida de sofrimento, a humilhação a que Se sujeitou por uma nação perversa revelou a Seus seguidores que não deve haver sacrifício de princípios. O povo provado de Deus deve se manter vigilante, em fervorosa oração, para que, em seu zelo por evitar a discórdia, não renuncie à verdade, desonrando, assim, o Deus da verdade. A paz é por alto preço obtida se comprada por meio de pequenas concessões aos agentes de Satanás. A menor renúncia de princípio nos enreda na armadilha do inimigo.
Paulo escreveu aos romanos: "Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens" (Rm 12:18). Mas há um ponto além do qual é impossível manter união e harmonia sem o sacrifício do princípio. A separação torna-se, então, um absoluto dever. As leis das nações devem ser respeitadas quando não entram em conflito com as leis de Deus. No entanto, quando há colisão entre elas, cada verdadeiro discípulo de Cristo dirá, como o fez o apóstolo Pedro ao receber a ordem de não falar mais em nome de Jesus: "Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens" (At 5:29) (Signs of the Times, 8 de novembro de 1899).
Somos embaixadores em nome de Cristo. 2 Coríntios 5:20
A professa igreja de Deus pode ser dotada de riqueza, educação e conhecimento de doutrina, e declarar com sua atitude: "Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma" (Ap 3:17). Mas, se os membros são destituídos de santidade interior, não podem ser a luz do mundo. A igreja deve refletir luz nas trevas morais do mundo, assim como as estrelas refletem luz nas trevas da noite. Aqueles que possuem forma de santidade, mas negam seu poder, não refletem luz no mundo e não receberão poder para alcançar o coração dos perdidos. Sem a conexão vital com Cristo, o valor da verdade não resulta em bom fruto no mundo. Mas, se Cristo habita no interior, [tornando-se] a esperança da glória, Sua graça salvadora se manifestará em compaixão e amor por aqueles que estão a perecer.
Todo coração verdadeiramente convertido a Deus será uma luz no mundo. Os raios resplandecentes e luminosos do Sol da Justiça brilharão através dos agentes humanos que empregam a habilidade que lhes foi confiada para fazer o bem, pois cooperarão com os agentes celestiais e trabalharão com Cristo para a conversão de outros. Difundirão a luz que Cristo irradia sobre eles. O Sol da Justiça que brilha em seu coração resplandecerá, iluminando e abençoando outros.
Os raios celestiais que brilham através dos agentes humanos exercerão uma influência conquistadora sobre aqueles a quem Cristo está atraindo para Si. A igreja é fraca em face dos anjos celestiais, a menos que se revele poder através de seus membros para a conversão daqueles que estão a perecer. Se a igreja não for a luz do mundo, ela será trevas. Mas em relação aos verdadeiros seguidores de Cristo está escrito: "De Deus somos cooperadores; lavoura de Deus, edifício de Deus" (1Co 3:9).
A igreja pode ser formada por pobres e incultos, mas se eles aprenderem de Cristo a ciência da oração, a igreja terá poder para mover o braço da Onipotência. O verdadeiro povo de Deus exercerá uma influência que atingirá os corações. Não é a riqueza nem a habilidade acadêmica dos membros da igreja que constitui sua eficiência. [...] Cristo é glorificado; e Seu reino, promovido, quando o Sol da Justiça é irradiado sobre o povo de Deus. Nesse momento, eles se tornam instrumentos escolhidos de salvação e estão prontos para serem usados pelo Mestre (Signs of the Times, 11 de setembro de 1893).
Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. João 14:6
Se as igrejas estabelecidas em nosso mundo seguissem a Cristo, orariam como Cristo orou, e o resultado de suas orações seria visto na conversão de pessoas, pois ao ser aberta a comunicação entre o ser humano e Deus, uma influência divina é projetada sobre o mundo. Quando os membros da igreja habitam em Cristo, sua vida apresenta um testemunho eficaz. Eles cumprem as palavras de Cristo: "Vós sois as Minhas testemunhas" (Is 43:10). Por meio de sua influência [...], por preceito e exemplo, dizem: "Venham", "eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!" (Jo 1:29). [...]
Jesus é a fonte do conhecimento, a casa do tesouro da verdade. Ele desejava abrir perante Seus discípulos os tesouros de infinito valor, para que, por sua vez, eles pudessem abri-los a outros. Mas por causa da cegueira deles, Ele não lhes pode revelar os mistérios do reino do Céu. Disse-lhes: "Ainda tenho muito que vos dizer; mas vós não o podeis suportar agora" (Jo 16:12). A mente dos discípulos foi grandemente influenciada pelas tradições e normas dos fariseus, que colocaram os mandamentos de Deus no mesmo nível de suas invenções e doutrinas. Os escribas e fariseus não receberam nem ensinaram as Escrituras em sua pureza original, mas interpretaram a linguagem da Bíblia de tal maneira que expressasse pontos de vista e proibições que Deus jamais revelara. Criaram uma compreensão abstrata sobre os escritos do Antigo Testamento e obscureceram aquilo que o Deus infinito havia revelado de forma simples e clara. Tais homens cultos colocaram diante do povo suas ideias e responsabilizaram os patriarcas e profetas por coisas que jamais proferiram. Esses falsos mestres enterraram as preciosas joias da verdade sob o entulho das próprias interpretações e normas, e ocultaram as especificações mais claras da profecia relativa a Cristo. [...]
Ao vir o Autor da verdade para o nosso mundo e se tornar um intérprete vivo de Suas leis, as Escrituras foram abertas aos homens como uma nova revelação, pois Ele as ensinou como alguém que tem autoridade, como alguém que sabe do que está falando. A mente das pessoas foi confundida a tal ponto pelos falsos ensinos, que elas não foram capazes de compreender plenamente o significado da verdade divina. Ainda assim, foram atraídas ao grande Mestre, declarando: "Jamais alguém falou como este Homem"
(Jo 7:46) (Signs of the Times, 11 de setembro de 1893).
Vi outro anjo voando pelo meio do Céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a Terra. Apocalipse 14:6
O décimo quarto capítulo de Apocalipse descreve a obra a ser realizada pelo povo de Deus, logo antes do segundo advento de nosso Salvador. Ali são apresentadas três mensagens que devem ser proclamadas a todos os habitantes do mundo.
João escreveu a respeito de um anjo que viu voar "pelo meio do Céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a Terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo. [...] Seguiu-se outro anjo, [...] dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia. [...] Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em grande voz: Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus" (Ap 14:6, 8-10).
Esses três anjos representam o povo que aceita a luz das mensagens de Deus e vão como agentes dEle fazer soar a advertência por toda a extensão e largura da Terra. Cristo declara a Seus seguidores: "Vós sois a luz do mundo" (Mt 5:14). A toda pessoa que aceita a Jesus, diz a cruz do Calvário: "Vede o valor da alma. 'Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura' (Mc 16:15)." Não se deve permitir que coisa alguma impeça essa obra. É a obra mais importante para este mundo. Ela deve ser de tão vasto alcance como a eternidade. [...]
Deus está chamando Sua igreja hoje, como havia chamado o antigo Israel, a fim de erguer-se como luz na Terra. Pela poderosa espada da verdade, as mensagens do primeiro, segundo e terceiro anjo, Deus tem separado um povo das igrejas e do mundo para trazê-lo a uma santa proximidade dEle. Ele os fez depositários de Sua lei e confiou-lhes as grandes verdades da profecia para este tempo. Como as Santas Escrituras confiadas ao antigo Israel, estas são um sagrado depósito a ser comunicado ao mundo. [...]
No desfecho dessa controvérsia, toda a cristandade estará dividida em duas grandes classes os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus, e os que adoram a besta e sua imagem e recebem o seu sinal. [...] O profeta de Patmos contemplou "os que saíram vitoriosos da besta, [...] e tinham as harpas de Deus. E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro" (Ap 15:2, 3) (Signs of the Times, 25 de janeiro de 1910).
Eis que venho sem demora, e comigo está o galardão. Apocalipse 22:12
Considere o mundo atual. É a voz da oração ouvida em meio ao ruído da confusão? Altares são estabelecidos, mas não é a Deus que os sacrifícios são oferecidos. Os impostores, ladrões e assassinos são muitos. O orgulho em virtude de uma ascendência nobre ou da riqueza contribui para a obra da destruição do ser. A avareza, a sensualidade, a malícia são as características dominantes. Milhares estão à beira da perdição. Você percebe muitos deles perdidos, completamente perdidos, enquanto os supostos cristãos dormem o sono da indiferença?
Necessita-se de homens e mulheres fervorosos, abnegados, que se dirijam a Deus e, com forte clamor e lágrimas, intercedam pelas pessoas que se acham à beira da ruína. [...] Cristo deu a vida para salvar os pecadores. Diz Ele a Seus seguidores: "Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura" (Mc 16:15). "E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século" (Mt 28:20). Ele nos apresentou a obra a ser realizada e declarou que concederá poder para o seu cumprimento. [...]
A obra está sendo finalizada rapidamente e, por toda parte, aumenta a impiedade. Temos apenas pouco tempo para trabalhar. Deus não quer que ninguém pereça. Providenciou tudo para a salvação de todos. Se Seu povo avançasse como deveria, proclamando o convite de misericórdia, muitas pessoas seriam conquistadas para Cristo. Despertemos da sonolência espiritual e consagremos ao Senhor tudo o que temos e somos. Seu Espírito permanecerá com os verdadeiros missionários, proporcionando-lhes poder para o serviço. Deus é uma fonte transbordante de eficiência e força. O Evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. Quando esse poder for utilizado, veremos que ele é mais do que suficiente para superar o poder do inimigo.
É impossível à pessoa que crê em Cristo ver a obra que precisa ser feita e nada fazer. Diariamente, devemos receber do Céu o bálsamo curador da graça de Deus para reparti-lo com os necessitados e sofredores. Sobre a igreja de Deus estão as mais sagradas responsabilidades e os mais gloriosos privilégios. Todos os que creem na mensagem da breve volta de Cristo sairão para fazer algo pelo Mestre. [...] Através da obediência prática à ordem divina, sua confiança aumentará, e seus talentos se multiplicarão (Signs of the Times, 28 de novembro de 1906).
Se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará. Mateus 6:14
Cristo nos ensinou a orar: "Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores" (Mt 6:12). Mas é dificílimo, mesmo para os que afirmam ser seguidores de Jesus, perdoar como Cristo nos perdoa. É tão pouco praticado o espírito do verdadeiro perdão, e são tantas as interpretações acerca do que Cristo requer, que se perdem de vista sua força e beleza. Temos opiniões muito incertas relativas à grande misericórdia e benignidade de Deus. Ele é cheio de compaixão e perdão, e nos perdoa abundantemente quando em verdade nos arrependemos e confessamos nossos pecados. [...] Devemos introduzir em nosso caráter o amor e a compaixão revelados na vida de Cristo. [...] Se recebemos o dom de Deus e o conhecimento de Jesus Cristo, temos uma obra a fazer em favor de outro Devemos imitar a longanimidade de Deus por nós. O Senhor requer de nós, para com os Seus seguidores, o mesmo trato que dEle recebemos. Devemos exercer paciência, ser bondosos, mesmo quando não satisfaçam em todo particular as nossas expectativas. O Senhor espera que sejamos compassivos e amorosos, que tenhamos um coração solidário. Deseja que revelemos os frutos da graça de Deus na conduta de uns para com os outros. Cristo não nos disse para tolerar o próximo. Ele afirmou: "Amarás a teu próximo como a ti mesmo" (Tg 2:8). Isso significa muito mais do que professos cristãos têm praticado em sua vida diária. [...]
Cristo continua a ensinar que os princípios da lei de Deus atingem até mesmo os intentos e propósitos da mente. Claramente afirma que, se fielmente guardarmos os dez preceitos, amaremos nosso próximo como a nós mesmos. [...]
A vida religiosa coerente, a conversação santa, o exemplo piedoso e a benevolência sincera caracterizam os representantes de Cristo. Eles trabalharão para arrancar os pecadores [do poder do mal] como brasas retiradas do fogo. Executarão cada dever fielmente, tornando-se, assim, um farol.
Aproximamo-nos do juízo. Talentos nos foram confiados. Que nenhum de nós, no fim, seja condenado como servo infiel. Proclamemos as palavras de vida aos que estão em trevas. Que a igreja seja fiel ao seu legado. Suas fervorosas e humildes orações tornarão eficaz a apresentação da verdade, e Cristo será glorificado (Review and Herald, 19 de maio de 1910).
No sábado seguinte, afluiu quase toda a cidade para ouvir a palavra de Deus. Atos 13:44
A mensagem do terceiro anjo de Apocalipse 14 deve agora ser proclamada não só em países distantes, mas também em lugares negligenciados por perto, em que há multidões não advertidas e perdidas. Deus está chamando Seu povo atual para uma obra longamente adiada. Firmes esforços devem ser feitos para iluminar aqueles que nunca foram advertidos. O trabalho nas cidades deve ser agora considerado de especial importância. Que os trabalhadores sejam cuidadosamente selecionados para trabalhar de dois em dois nas cidades, em harmonia com o conselho de líderes experientes e sob a direção e comissão de Jesus Cristo.
Deus deseja que Seu povo trabalhe em perfeita harmonia no esforço de levar a verdade para as cidades. Fui instruída a chamar a atenção dos crentes para essa questão, até que eles sejam despertados para sua importância. Que lábios imprudentes não expressem palavras de desânimo, mas que todos os responsáveis se unam a fim de planejar o cumprimento dessa obra, cientes de que Aquele que conduziu Seus servos até aqui não os decepcionará neste momento de especial necessidade. Anjos de Deus irão adiante dos trabalhadores e serão seu auxílio. Anjos estarão presentes nas assembleias para impressionar o coração dos ouvintes. [...]
A obra dos apóstolos na igreja cristã primitiva foi caracterizada por manifestações maravilhosas do poder de Deus na vida dos crentes. Por meio da inspiração do Santo Espírito, multidões foram levadas ao conhecimento
da verdade como ela é em Cristo Jesus. As necessidades do mundo atual não são menores do que foram nos dias dos apóstolos. Os que trabalham em favor da salvação de outros, neste tempo de impenitência e descrença, devem se submeter plenamente a Deus e trabalhar em união com a sabedoria celestial. O poder do Espírito Santo acompanhará o trabalho daqueles que dedicam sem restrição suas energias e tudo o que possuem para o cumprimento da obra que deve ser feita nos últimos dias. Anjos do Céu cooperarão com eles, e muitos serão levados ao conhecimento da verdade. Alegremente assumirão sua posição ao lado do povo de Deus, que guarda Seus mandamentos. Recursos afluirão aos tesouros. Vigorosos trabalhadores se levantarão. Os campos inadvertidos das grandes regiões além serão trabalhados. A obra em breve será concluída com triunfo (Review and Herald, 7 de abril de 1910).
Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não. 2 Timóteo 4:2
A experiência do passado há de se repetir. No futuro, as superstições de Satanás assumirão novas formas. Erros serão apresentados de maneira agradável e lisonjeira. Falsas teorias, revestidas de trajes de luz, serão apresentadas ao povo de Deus. Assim procurará Satanás enganar, se possível, até os escolhidos. As mais sedutoras influências serão exercidas. Mentes serão hipnotizadas.
Corrupções de toda sorte, semelhantes às que prevaleciam entre os antediluvianos, serão introduzidas para levar cativo o entendimento dos homens.
A exaltação da natureza em lugar de Deus, a imoralidade desenfreada da vontade humana, o conselho dos ímpios, disso tudo se serve Satanás para conseguir certos fins. Ele empregará o poder de uma mente sobre outra para realizar seus desígnios. O pensamento mais triste de todos é o de que, sob sua enganosa influência, as pessoas terão uma forma de piedade, sem ter verdadeira ligação com Deus. Como Adão e Eva, que comeram o fruto da árvore da ciência do bem e do mal, muitos estão agora mesmo se alimentando com os enganosos bocados do erro.
Agentes satânicos estão vestindo teorias de roupagens atraentes, do mesmo modo que Satanás, no jardim do Éden, por intermédio da serpente, ocultou de nossos primeiros pais sua identidade. Esses agentes estão incutindo no espírito do ser humano o que na realidade é erro mortífero.
A influência hipnótica de Satanás repousará sobre os que se volvem da clara Palavra de Deus para fábulas agradáveis.
Satanás busca mais insistentemente assolar os que receberam mais luz. Ele sabe que, se conseguir enganá-los sob seu domínio, eles revestirão o pecado com trajes de justiça, levando muitos a se desviar.
Digo a todos: Estejam vigilantes, pois, como anjo de luz, Satanás está percorrendo todas as reuniões de obreiros cristãos. Em cada igreja, procura ganhar para seu lado os membros. Tenho que dar ao povo de Deus a advertência: "Não erreis. Deus não Se deixa escarnecer" (Gl 6:7). [...]
Andem de maneira firme e determinada, calçando os pés com a preparação do evangelho da paz. Estejam certos de que a religião pura e imaculada não é uma religião sensacionalista. Deus não pôs sobre ninguém o encargo de estimular o apetite pelas doutrinas e teorias especulativas. Meus irmãos, não ensinem isso. Não permitam que tais coisas façam parte de sua experiência. Não seja por elas manchada a obra de sua vida (Review and Herald, 3 de março de 1904).
Vi descer do Céu outro anjo, que tinha grande autoridade, e a Terra se iluminou com a sua glória. Apocalipse 18:1
Vemos diante de nós uma obra especial a ser feita. Devemos orar como nunca antes pela orientação do Espírito Santo. Busquemos ao Senhor de todo o coração, para que possamos encontrá-Lo. Recebemos a luz das três mensagens angélicas e precisamos agora tomar decididamente a dianteira, assumindo nossa posição ao lado da verdade. [...]
O conhecimento salvador de Deus realizará sua obra purificadora na mente e no coração de todo crente. A Palavra de Deus declara: "Então, aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados" (Ez 36:25). Esse é o derramamento do Espírito Santo, enviado por Deus para realizar Sua obra. A casa de Israel será cheia do Espírito Santo e batizada com a graça da salvação. [...]
Será apresentada [...] uma mensagem especial de verdade apropriada para este tempo, a qual deve ser recebida, aceita e posta em prática. [...] A verdade eterna da Palavra sobressairá livre de toda forma de erros sedutores e interpretações espiritualistas, livre de todos os quadros atrativos, fascinantes. Ao povo de Deus, serão insistentemente apresentadas falsidades, mas a verdade deve permanecer revestida de seus belos e puros vestidos. A Palavra, preciosa em sua influência santa e própria para elevar, não deve ser degradada ao nível dos assuntos comuns, efêmeros. Deve permanecer sempre afastada das ideias errôneas com que Satanás procura enganar, se possível, os próprios eleitos.
A proclamação do evangelho é o único meio pelo qual Deus pode empregar os seres humanos como Seus instrumentos para a salvação de outros. À medida que homens, mulheres e crianças proclamarem o evangelho, o Senhor abrirá os olhos dos cegos para ver Seus estatutos e escreverá Sua lei no coração do verdadeiro penitente. O vivificante Espírito de Deus, a operar por meio de agentes humanos, conduz os crentes a um só pensamento, um só coração, unidos em amor a Deus e em obediência aos Seus mandamentos preparando-se aqui para a transladação. [...]
Que a obra de proclamar o evangelho de Cristo seja realizada com eficácia por meio da influência do Espírito Santo. Que nenhum crente, no dia do juízo que já começou, dê ouvidos às invenções do inimigo. A Palavra viva é a espada do Espírito. Misericórdias e juízos serão enviados do Céu. A obra da providência se revelará tanto em misericórdias como em juízos (Review and Herald, 13 de outubro de 1904).
O justo se alegra no Senhor e nEle confia; os de reto coração, todos se gloriam. Salmo 64:10
Essa escritura será literalmente cumprida. Será sacudido tudo quanto possa ser sacudido, para que aquilo que não pode ser sacudido permaneça. Fico maravilhada ao considerar o passado, o presente e o futuro do povo de Deus. O Senhor terá um povo puro e santo que passará a prova. Todos os crentes precisam agora examinar o coração como que com uma vela acesa. [...]
Perante nós se apresenta a maravilhosa possibilidade de sermos semelhantes a Cristo: obedientes a todos os princípios da lei de Deus. Mas, de nós mesmos, somos completamente impotentes para alcançar esse estado. Tudo que existe de bom no ser humano vem a ele por meio de Cristo. A santidade que a Palavra de Deus declara que nós devemos ter antes de podermos ser salvos é resultado da atuação da graça divina, ao nos prostrarmos em submissão à disciplina e à refreadora influência do Espírito da verdade. [...]
A obra da transformação, da profanidade para a santidade, é obra contínua. Dia a dia, Deus atua para a santificação do ser humano, e deve o ser humano cooperar com Ele, empenhando esforços perseverantes no cultivo de bons hábitos. A maneira com que devemos operar nossa própria salvação é claramente especificada no primeiro capítulo da Segunda Epístola de Pedro. Constantemente, devemos acrescentar graça à graça. Assim procedendo em um plano de adição, Deus agirá em um plano de multiplicação. [...]
Deus fará mais do que cumprir as mais elevadas expectativas daqueles que nEle põem sua confiança. Deseja que nos lembremos de que, sendo nós humildes e contritos, estaremos no lugar em que Ele pode Se manifestar a nós, e Se manifestará. Ele Se agrada quando apresentamos misericórdias e bênçãos passadas como motivo para que Ele nos conceda bênçãos mais elevadas e maiores. Ele é honrado quando O amamos e damos testemunho da genuinidade de nosso amor, guardando Seus mandamentos. Sente-Se honrado quando pomos à parte o sétimo dia como sagrado e santo. Aos que isso fazem, o sábado é um sinal, "para que soubessem", diz Deus, "que Eu sou o Senhor que os santifica" (Ez 20:12). Santificação quer dizer habitual comunhão com Deus. Não existe algo tão grande e poderoso como o amor de Deus pelos Seus filhos (Review and Herald, 15 de março de 1906).
Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia. Colossenses 1:18
"Cristo amou a igreja e a Si mesmo Se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a Si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito" (Ef. 5:25-27).
Quando Deus concedeu Seu Filho ao mundo, tornou possível a homens e mulheres serem perfeitos mediante o uso de toda capacidade de seu ser para a glória de Deus. Em Cristo, deu-lhes as riquezas de Sua graça e o conhecimento de Sua vontade. [...]
A igreja ainda é militante em um mundo que está aparentemente envolto pelas trevas da meia-noite, piorando cada vez mais. Enquanto os requisitos de um claro "assim diz o Senhor" são ignorados pelo elemento mundano na igreja, a voz dos fiéis servos de Deus será fortalecida a fim de proclamar a solene mensagem de advertência. As obras da igreja que recebeu a luz para este tempo não correspondem às obras que devem caracterizar a igreja militante. O Senhor roga que os membros da igreja se vistam com as belas vestes da justiça de Cristo. [...]
Deus precisa de homens e mulheres que trabalhem na simplicidade de Cristo, a fim de levar o conhecimento da verdade àqueles que necessitam de seu poder transformador. A mensagem da justiça de Cristo deve ser proclamada desde uma até a outra extremidade da Terra. Nosso povo deve ser despertado a fim de preparar o caminho ao Senhor. A mensagem do terceiro anjo a última mensagem de misericórdia a um mundo que perece é altamente sagrada, extremamente gloriosa. Que a verdade vá como uma lâmpada a arder. Mistérios para os quais os anjos desejam bem atentar, que os profetas e reis e justos do passado desejaram conhecer, deve a igreja tornar conhecidos.
O maravilhoso sacrifício de Cristo em favor do mundo testifica o fato de que as pessoas podem ser resgatadas da iniquidade. Se romperem a amizade com Satanás e confessarem seus pecados, há esperança para elas. Pessoas pecadoras, [...] arruinadas podem se arrepender e ser convertidas. Dia a dia, podem formar um caráter semelhante ao de Cristo. Seres humanos podem ser recuperados, regenerados e aprender a viver [...] uma vida preciosa à semelhança de Cristo (Review and Herald, 22 de abril de 1909).
E vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade. Efésios 4:24
Deus está desejoso de ver revelada em Seu povo a fé que opera pelo amor e purifica o ser, pois unicamente isso o adequará para a vida futura e imortal. Há uma grande obra a ser cumprida, e pouco tempo para realizá-la. A causa necessita de pessoas convertidas e consagradas que fazem do Senhor sua segurança. Por meio de tais obreiros, o Senhor revelará o poder de Sua graça. [...]
Meus irmãos e irmãs, que a verdade de Deus habite em seu coração por meio de uma fé santa e viva. A verdade bíblica deve ser compreendida antes que possa condenar a consciência e converter a vida. O povo remanescente de Deus deve estar convertido. A apresentação dessa mensagem visa à conversão e à santificação das pessoas. Devemos sentir nesse movimento a virtude do Espírito de Deus. Essa é uma mensagem maravilhosa e definitiva. Significa tudo para quem a recebe e deve ser proclamada em alta voz. Devemos ter fé verdadeira e constante no fato de que essa mensagem há de continuar aumentando de importância até o fim.
Cristo deseja ver Sua imagem refletida em cada coração renovado. Os que permanecem mansos e humildes de coração, Ele os tornará coobreiros de Deus. Nossos conflitos espirituais podem, muitas vezes, ser chamados de rebeliões espirituais. É o coração carente da submissão à vontade de Deus que tantas vezes nos coloca em dificuldade. Queremos seguir nossa vontade, e isso geralmente significa rebelião contra a vontade de Deus. Precisamos agir como Cristo agiu lutar com o Pai, em oração, por força e poder para torná-Lo conhecido em nossas palavras e ações. [...]
Obedecer à ordem do Mestre e promover Sua obra na Terra deve ser o único objetivo e propósito de nossa vida. Haverá, então, crescimento, e o Espírito Santo trabalhará em nosso coração para transformar o caráter. Um espírito generoso se revelará em bondade e terna consideração pelos outros. O eu estará escondido com Cristo em Deus. Contemplando o caráter de Cristo, seremos transformados à Sua imagem.
Renunciemos ao eu e aceitemos Jesus Cristo como o caminho, a verdade e a vida. A fé nEle é a única ciência de valor. Ele é o representante vivo da obediência perfeita à Palavra eterna (Review and Herald, 26 de agosto de 1909).
Guardai-vos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna. Judas 21
Aqueles que ouvem dos lábios de Cristo as palavras: "Muito bem, servo bom e fiel" (Mt 25:21) serão ministros heroicos da justiça. Pode ser que nunca preguem do púlpito, mas, leais à compreensão das reivindicações de Deus sobre eles, zelosos por Sua honra, ministrarão àqueles que foram adquiridos pelo sangue de Cristo. Verão a necessidade de introduzir em sua obra uma mente voluntária, um espírito diligente, e sincero e abnegado zelo. Não atentarão para o melhor modo de preservar a própria dignidade, mas, mediante atenção e cuidado, procurarão alcançar o coração daqueles a quem servem. [...]
O apóstolo Paulo nos estimula com insistência [a buscar] as vantagens que estão ao nosso alcance: "Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus" (2Co 7:1). Devemos nos separar do mundo em essência e prática, se desejamos nos tornar filhos e filhas de Deus. Em Sua oração por Seus seguidores, Cristo pediu: "Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal. Eles não são do mundo, como também Eu não sou. Santifica-os na verdade; a Tua palavra é a verdade" (Jo 17:15-17).
Há um trabalho importante diante de cada um de nós. Pensamentos corretos e propósitos puros e santos não nos vêm espontaneamente. Temos que lutar por eles. [...] Os que estão sob controle do Espírito de Deus não buscarão seu prazer ou divertimento. Se Cristo reinar no coração dos membros de Sua igreja, eles atenderão ao apelo: "Saí do meio deles, e apartai-vos"
(2Co 6:17). "Não sejas participante dos seus pecados" (Ap 18:4).
Deus tem uma obra para Suas fiéis sentinelas ao se colocarem em defesa da verdade. Devem advertir e suplicar, demonstrando sua fé por meio de suas obras. Devem permanecer como Noé, em nobre e dedicada fidelidade, mantendo o caráter livre do mal que os cerca. Devem ser salvadores de pessoas, como foi Cristo. Os trabalhadores que assim são fiéis ao seu legado serão expostos ao ódio e à reprovação. Falsas acusações serão lançadas contra eles a fim de removê-los de sua elevada posição. Eles, porém, estão fundamentados na Rocha. Permanecem inamovíveis, advertindo, suplicando e repreendendo o pecado e o amor ao prazer por meio de sua retidão moral e vida sensata (Review and Herald, 28 de novembro de 1899).
O templo de Deus, que sois vós, é santo. 1 Coríntios 3:17
A igreja na Terra é o templo de Deus e deve assumir perante o mundo proporções divinas. Esse edifício deve ser a luz do mundo. Deve ser composto de pedras vivas, estreitamente justapostas, uma pedra encaixando-se na outra, perfazendo um edifício sólido. Nem todas essas pedras são de feitio ou dimensões iguais. Algumas são grandes, outras pequenas, mas cada qual tem seu lugar a preencher. Em todo o edifício, não deve haver uma só pedra malformada. Cada qual é perfeita. E cada pedra é uma pedra viva, que emite luz. O valor das pedras é determinado pela luz que refletem ao mundo.
Agora é o tempo de serem as pedras tiradas da pedreira do mundo e levadas para a oficina de Deus, para serem talhadas, ajustadas e polidas, a fim de que possam brilhar. Esse é o plano de Deus, e Ele deseja que todos os que professam crer na verdade preencham seu respectivo lugar na grande obra para este tempo. [...]
É desígnio de Deus que Sua igreja avance sempre em pureza e conhecimento, de luz em luz, de glória em glória. [...] Sua igreja é a corte de vida santa, cheia de variados dons, e dotada do Espírito Santo. São designados pelo Céu deveres adequados a cada membro da igreja na Terra, e todos devem buscar sua felicidade na felicidade daqueles a quem ajudam e beneficiam.
Através dos séculos de trevas morais, de contenda e perseguição, a igreja de Deus tem sido como uma cidade edificada sobre um monte. De século em século, por sucessivas gerações até ao tempo presente, as puras doutrinas da Bíblia têm se revelado por meio dela. A igreja de Deus, enfraquecida e defeituosa como aparenta ser, é na Terra o único objeto a que Ele consagra em sentido especial Seu amor e atenção. A igreja é o cenário de Sua graça, no qual Ele Se deleita em realizar experiências de misericórdia em corações humanos.
A igreja é a fortaleza de Deus, Sua cidade de refúgio, a qual Ele mantém em um mundo revoltado. Qualquer traição a seu sagrado depósito é traição Àquele que a comprou com o precioso sangue de Seu Filho unigênito. Pessoas fiéis constituíram desde o princípio a igreja de Deus sobre a Terra. Ele pôs essas testemunhas, através do concerto, em contato com Ele mesmo, unindo a igreja da Terra à do Céu. Enviou Seus anjos para cuidar de Sua igreja, e as portas do inferno não puderam prevalecer contra Seu povo (Review and Herald, 4 de dezembro de 1900).
Olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé. Hebreus 12:2
Hoje, como no passado, todo o Céu está observando, para ver a igreja se desenvolver na real ciência da salvação. Cristo comprou a igreja com Seu sangue e anseia revesti-la de salvação. Ele a fez guardiã da sagrada verdade e deseja que participe de Sua glória. Mas para que a igreja na Terra seja um poder educador no mundo, ela deve cooperar com a igreja no Céu, representando a Cristo. O coração dos que são membros da igreja deve estar aberto para recebê-la cada raio de luz que Deus escolher conceder. Deus tem luz a nos conceder de acordo com nossa habilidade de recebê-la e, à medida que recebermos a luz, seremos capazes de receber mais e mais os raios do Sol da Justiça.
Necessita-se de um grau mais elevado de espiritualidade na igreja. Necessita-se de uma purificação do coração. Deus conclama Seu povo a assumir o posto do dever. Suplica que se descontamine daquilo que foi revelado como o veneno das igrejas: a exaltação daqueles que são colocados em posição de confiança. Há uma importante obra a ser feita. Ajoelhados, homens e mulheres devem buscar a Deus com fé, e então sair para pregar a palavra com poder enviado do alto. Tais crentes vêm diretamente da câmara de audiência do Altíssimo, e suas palavras e obras promovem a espiritualidade. Ao entrarem em contato com princípios errôneos, fundamentam-se firmemente nas palavras: "Está escrito". [...]
A igreja, atualmente, necessita de pessoas que, como Enoque, andem com Deus, revelando Cristo ao mundo. Os membros de igreja precisam atingir uma norma mais elevada. [...] Cristo é de novo crucificado por muitos que pela condescendência consigo mesmos permitem que Satanás obtenha domínio sobre eles. A igreja necessita de homens e mulheres consagrados para proclamar ao mundo a mensagem de salvação, apontando o Cordeiro de Deus aos pecadores [...].
Com piedade e compaixão, com terno anseio e amor, o Senhor contempla Seu povo tentado e provado. [...] É desígnio de Deus que todos sejam experimentados e provados, para que Ele possa ver se eles são leais ou desleais às leis que governam o reino do Céu. Aos últimos, Deus permite que Satanás se revele como mentiroso, acusador e assassino. Assim, o triunfo final de Seu povo se torna mais acentuado, mais glorioso, mais completo e abrangente (Review and Herald, 4 de dezembro de 1900).
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