terça-feira, 10 de dezembro de 2013

[meditacao_matinal] Meditacoes Dezembro 2014

 

Perto do Céu
EGW



Pôr do Sol no Colorado
Domingo, 1º de dezembro


Aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não Se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade. Hebreus 11:16

Durante a viagem de trem para a cidade de Denver, ficamos encantados ao contemplar um lindo pôr do sol do Colorado. O sol estava se pondo atrás das montanhas cobertas de neve, deixando os suaves raios de luz dourada colorir o céu. À medida que a mescla de cores era realçada e se estendia pelo firmamento, com indescritível beleza, parecia que os portões do Céu estavam entreabertos, permitindo a passagem do resplendor de sua glória. Os tons dourados eram cada vez mais fascinantes, como que nos convidando a imaginar a glória maior contida dos portões para dentro. [...] Se essa cena encantou de tal maneira nossos sentidos, muito mais encantadora será a plenitude da glória do próprio Céu. [...]

O Céu parecia estar muito próximo. [...] Ao se voltarem os olhos da deslumbrante glória do findar do dia, pudemos refletir que se contemplássemos mais o Céu através dos olhos da fé, haveria mais luz, mais paz e alegria ao longo de toda a jornada da vida. [...] Se os olhos da fé fossem elevados para avistar além do véu do futuro e discernir os sinais do amor e da glória de Deus na vida futura que nos é prometida, seríamos mais espirituais, e as belezas e as alegrias do Céu estariam presentes em nossa vida diária. Devemos estar preparados para desempenhar fielmente nossa obra nesta vida e na vida futura mais elevada. [...]

Nosso Pai celestial fixou glórias no firmamento dos céus para que o ser humano pudesse contemplar a expressão de Seu amor na revelação de Suas obras maravilhosas. Deus não deseja que sejamos indiferentes aos símbolos das glórias de Seu poder infinito no céu. Davi se deleitava em contemplar tais glórias. Compôs salmos que os cantores hebreus entoavam em louvor a Deus. "Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das Suas mãos. [...] Aí, pôs uma tenda para o sol, o qual, como noivo que sai dos seus aposentos, se regozija como herói, a percorrer o seu caminho" (Sl 19:1, 4, 5). [...]

Todas as forças de nosso ser, todos os meios de nossa existência e felicidade, todas as bênçãos dos cálidos raios de Sol e das refrescantes chuvas, que fazem com que a vegetação floresça, todo conforto e toda bênção desta vida provêm de Deus. Ele faz vir chuvas sobre justos e injustos. Os tesouros do Céu são concedidos a todos (Signs of the Times, 12 de dezembro de 1878).

O Exemplo de João Batista
Segunda, 2 de dezembro


Houve um homem enviado por Deus cujo nome era João. João 1:6

O nascimento de João Batista foi profetizado pelos profetas, e um anjo foi enviado para notificar Zacarias do acontecimento. O mensageiro celestial ordenou expressamente ao pai educar a criança em rigorosos hábitos de temperança. [...]

João não se sentia forte o bastante para enfrentar a grande pressão da tentação a que seria exposto ao misturar-se com a sociedade. Temia que seu caráter fosse moldado de acordo com os costumes prevalecentes entre os judeus. Escolheu se separar do mundo e fazer do deserto seu lar. [...] Longe de se sentir solitário, deprimido ou melancólico, desfrutou sua vida de simplicidade e isolamento. Seus hábitos de temperança evitaram que seus sentidos fossem pervertidos. [...]

João tinha uma obra especial a fazer para Deus. Seu dever era lidar com o pecado e a insensatez do povo. A fim de se preparar para essa importante obra pública, era preciso que se qualificasse em isolamento, buscando o conhecimento celestial. Deveria meditar e orar e, através do estudo, familiarizar-se com as profecias e com a vontade de Deus. Longe da agitação do mundo, cujos cuidados e prazeres sedutores distrairiam sua mente e perverteriam seus pensamentos e imaginações, fechou-se com Deus e a natureza. [...] Por meio de seus rigorosos hábitos de temperança, ele assegurou para si saúde física, mental e moral. [...]

João se habituou às privações e durezas, para que fosse capaz de se levantar entre o povo de forma tão imutável pelas circunstâncias como as rochas e as montanhas do deserto que o circundaram por trinta anos. Uma grande obra estava perante ele, e era necessário que formasse um caráter que não se desviasse do direito e do dever por qualquer influência circundante. [...]

João é um exemplo para [...] o povo destes últimos dias, a quem foram confiadas verdades importantes e solenes. Deus deseja que Seu povo seja temperante em todas as coisas. Deseja que note a necessidade da negação do apetite a fim de manter as paixões sob o controle da razão. Isso é necessário para que tenha força e clareza mental para discernir entre o certo e o errado, entre a verdade e o erro. Há uma obra para cada um [...] realizar na vinha do Senhor, e Ele quer que estejamos prontos para desempenhar nossa parte habilmente (Youth's Instructor, 7 de janeiro de 1897).

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Uma Voz no Deserto
Terça, 3 de dezembro


Este é o referido por intermédio do profeta Isaías: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. Mateus 3:3

A pregação de João Batista gerou intensa agitação. No início de seu ministério, o interesse religioso era muito baixo. A superstição, a tradição e as fábulas haviam confundido a mente do povo, e o caminho da justiça não era compreendido. Zelosas para obter tesouros e honras mundanas, as pessoas haviam se esquecido de Deus. [...]

O ensino de João fez brotar no coração de muitos um grande desejo de participar das bênçãos que Cristo traria, e esses receberam a verdade. Reconheceram a necessidade de reforma. Não deveriam apenas tentar passar pelo portão estreito, mas se esforçar e lutar a fim de receber as bênçãos do evangelho. Nada a não ser o desejo veemente, a vontade determinada e o propósito firme poderia resistir às trevas morais que cobriam a Terra com o manto da morte. A fim de obter as bênçãos que era seu privilégio receber, deveriam trabalhar arduamente, negar o eu.

A obra de João Batista representa a obra para este tempo. Seu trabalho e o trabalho dos que nos últimos dias saem no espírito e poder de Elias para despertar as pessoas de sua apatia são idênticos em muitos aspectos. Cristo virá a segunda vez para julgar o mundo com justiça. Os mensageiros de Deus que levam a mensagem de advertência ao mundo devem preparar o caminho para o segundo advento, assim como João preparou o caminho para o primeiro advento. Se o reino do céu foi atacado violentamente nos dias de João, será atacado agora também. Hoje, as bênçãos do evangelho devem ser obtidas da mesma forma. Se as formas e cerimônias não tinham valor para eles, uma forma de piedade sem o poder também não terá qualquer valia hoje.

Há duas forças atuando. De um lado, Satanás está trabalhando com todas as forças para contra-atacar a influência do poder de Deus. Por outro lado, Deus opera por meio de Seus servos para levar as pessoas ao arrependimento. Quem irá prevalecer? Satanás, sabendo que tem pouco tempo, desceu com grande poder e trabalha com todo o engano da injustiça para os que perecem. Todo artifício que puder empregar está usando para impedir que cheguem à luz. As vitórias obtidas sobre o eu e o pecado são ganhas com o prejuízo do inimigo, e ele não permitirá que desfrutemos as bênçãos de Deus sem fazer determinados esforços para nos impedir (Youth's Instructor, 17 de maio de 1900).

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Precursor de Cristo
Quarta, 4 de dezembro


Irá adiante do Senhor no espírito e poder de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado. Lucas 1:17

Em João Batista, levantou Deus um mensageiro para preparar o caminho do Senhor. Ele deveria apresentar ao mundo um testemunho inabalável, ao reprovar e denunciar o pecado. [...] João não tinha sido educado nas escolas dos rabis. Ele não obtivera qualquer cultura humana. [...]

Porém, para preparar o caminho adiante de Cristo, era necessário alguém que fosse bastante ousado para fazer sua voz ouvida como os profetas de outrora, chamando a nação degenerada ao arrependimento. E a voz de João erguia-se como uma trombeta. Sua comissão era: "Anuncia ao Meu povo a sua transgressão e à casa de Jacó, os seus pecados" (Is 58:1). [...]

Neste século, justamente antes da segunda vinda de Cristo nas nuvens do céu, o Senhor chama homens e mulheres para que sejam fervorosos e preparem um povo que subsista no grande dia do Senhor. O Senhor tem estado a dar mensagens a Seu povo, mediante os instrumentos de Sua escolha. Ele quer que todos deem atenção às admoestações e advertências que envia. A mensagem que precedeu o ministério público do Filho de Deus foi: Arrependei-vos, publicanos; arrependei-vos, fariseus e saduceus, "porque é chegado o reino dos Céus" (Mt 3:2). Nossa mensagem não deve ser de "paz e segurança" (1Ts 5:3). Como um povo que acredita na próxima vinda de Cristo, temos uma obra a fazer, uma mensagem a apresentar: "Prepara-te [...] para te encontrares com o teu Deus" (Am 4:12). Devemos erguer o estandarte e dar a terceira mensagem angélica. Nossa mensagem precisa ser tão direta como o foi a de João. Ele repreendia reis por sua iniquidade. Apesar de sua vida estar em risco, a verdade não lhe esmoreceu nos lábios. É necessário que nossa obra para este século seja feita com igual fidelidade. [...]

Olhem para o quadro que o mundo apresenta hoje. [...] A luz concedida, convidando ao arrependimento, tem sido excluída pela densa nuvem de incredulidade e oposição criada por planos e invenções humanos. [...]

Criam convicções os fervorosos apelos apoiados em orações que partem do coração de um mensageiro que nisso põe toda a alma. [...] Todo aquele que conhece o único Deus vivo e verdadeiro conhecerá a Jesus Cristo, o unigênito Filho de Deus, e pregará a Jesus Cristo, e Ele crucificado (Review and Herald, 1º de novembro de 1906).

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Como nos Dias de Noé
Quinta, 5 de dezembro


Viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a Terra. Gênesis 6:5

Os habitantes do mundo de hoje são representados pelos que viviam na Terra durante a época do dilúvio. A impiedade dos habitantes do velho mundo é abertamente declarada: "E viu o Senhor que a maldade

do homem se multiplicara sobre a Terra e que toda imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente" (Gn 6:5, ARC). Deus Se cansou dessa gente cujos pensamentos eram só de prazer e satisfação própria. Não buscavam o conselho de Deus, que os criara, nem se importavam em fazer a vontade dEle. A repreensão de Deus estava sobre eles por seguirem continuamente os desejos de seu coração. Havia violência na Terra. "Então arrependeu-­Se o Senhor de haver feito o homem sobre a Terra" (v. 6, ARC).
Em seus ensinos, Cristo fez menção àquele tempo: "Pois assim como foi nos dias de Noé", Ele disse, "também será a vinda do Filho do Homem" (Mt 24:37). [...]

Os antediluvianos tinham a advertência que lhes fora dada antes de sua ruína, mas a advertência não foi atendida. Eles se recusaram a ouvir as palavras de Noé, zombaram de sua mensagem. Pessoas justas viveram naquela geração. Antes da destruição do mundo antediluviano, Enoque deu seu testemunho resolutamente. Em visão profética, viu a condição do mundo no tempo presente. Ele disse: "Eis que é vindo o Senhor com milhares de Seus santos, para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade que impiamente cometeram e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra Ele. Estes são murmuradores, queixosos da sua sorte, andando segundo as suas concupiscências, e cuja boca diz coisas mui arrogantes, admirando as pessoas por causa do interesse" (Jd 14-16, ARC). [...]

Uma vida fervorosa é o que Deus requer. Podem os pastores ter pouco conhecimento dos livros, porém, se fazem o melhor que lhes é possível com seus talentos, se trabalham segundo suas oportunidades, se revestem suas declarações da linguagem mais simples e clara, se são homens humildes, que andam cuidadosa e humildemente, buscando sabedoria do Alto, trabalhando de coração para Deus, atuando por um motivo predominante – amor por Cristo e pelas pessoas por quem Ele morreu –, serão escutados mesmo por pessoas de capacidade e talentos superiores. Haverá atração na simplicidade das verdades que eles apresentam (Review and Herald, 1º de novembro de 1906).

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Construa uma Arca
Sexta, 6 de dezembro


Faze uma arca de tábuas de cipreste. Gênesis 6:14

É da natureza do pecado espalhar-se e aumentar. Desde o pecado original de Adão, de geração a geração, ele se tem espalhado como uma doença contagiosa. O ódio à lei de Deus, que resulta em ódio a todo o bem, tornou-­se universal. O mundo ainda estava em sua infância. Havia pouco tempo, o pecado tinha sido introduzido, mas logo se tornou temível em suas proporções, até tomar conta de todo o mundo. Deus, que havia criado o ser humano e lhe concedido as liberais dádivas da Sua providência, foi menosprezado e desdenhado pelos recebedores de Seus dons. [...] Mas, embora o pecador tivesse se esquecido de seu bondoso Benfeitor, Deus não virou as costas para deixar que perecesse em sua violência e crime sem apresentar diante dele a maldade e os resultados da transgressão de Sua lei. Ele enviou também mensagens de advertência e súplica. [...]

Deus, a quem o homem havia menosprezado e desonrado, abusando de seu benevolente e gracioso amor, ainda Se compadeceu da humanidade. Em Seu amor, providenciou um refúgio a todos os que O aceitassem. Foi ordenado que Noé construísse uma arca e, ao mesmo tempo, pregasse que Deus traria um dilúvio sobre a Terra para destruir os ímpios. Aqueles que cressem na mensagem e se preparassem para esse evento, mediante arrependimento e reforma, encontrariam perdão e seriam salvos. Deus não removeu Seu Espírito da humanidade sem antes advertir a respeito dos resultados inevitáveis de seu curso na transgressão da lei. [...]

O Espírito de Deus continuou a agir no ser humano rebelde até que o tempo indicado houvesse quase expirado, e então Noé e sua família entraram na arca, e a mão de Deus fechou a porta. A misericórdia havia descido de seu trono dourado para não mais interceder pelo pecador culpado.

Apesar de Deus ter buscado trazer os pecadores para Si pela convicção de Seu Espírito Santo, em sua rebelião eles se afastavam de Deus e continuamente resistiam aos apelos do infinito amor. Noé se levantou com nobreza no meio de um mundo que desrespeitava a Deus e condescendia com todas as formas de desregramento excessivo, as quais levaram à violência e a crimes de toda espécie. [...] Que espetáculo ao mundo foi o fato de Noé permanecer ligado a Deus, por sua obediência, em contraste com o mundo (Signs of the Times, 20 de dezembro de 1877).

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Obediência Inabalável
Sábado, 7 de dezembro


Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus. Gênesis 6:9

Como era simples [...] a fé manifestada por Noé. [...] Sua fé se aperfeiçoou pelas obras. Ele deu ao mundo o exemplo de crer precisamente naquilo que Deus diz. Ao começar, sob a orientação de Deus, a construir aquele imenso barco em terra seca, vinham de todos os lados multidões para ver a estranha cena e ouvir as palavras sinceras e fervorosas desse homem singular. Ele parecia crer em cada palavra que pronunciava. [...] Um poder acompanhava as palavras de Noé, pois era a voz de Deus aos homens, através de Seu servo. Alguns ficaram profundamente convencidos. Teriam atendido às palavras de aviso, mas tantos havia para zombar e ridicularizar, que eles partilharam do mesmo espírito, resistiram aos convites da misericórdia e logo se acharam entre os mais ousados e arrogantes escarnecedores. Ninguém é tão descuidado e tão longe vai no pecado como aqueles que uma vez tiveram a luz, mas resistiram ao convincente Espírito de Deus. Mas, em meio ao desdém e à zombaria popular, em meio à impiedade e desobediência universais, ele se distinguiu por sua santa integridade e inabalável fidelidade. [...] Ele estava no mundo, mas não era do mundo. Noé se tornou objeto de descaso e ridículo por sua firme lealdade às palavras de Deus. [...]

Enquanto a voz de Deus, por meio de Noé, fazia-se ouvir em súplicas e advertências em condenação ao pecado e à iniquidade, Satanás não cochilava, mas passava em revista suas hostes. [...] Noé foi testado e provado.

A oposição se apresentava por meio dos grandes homens do mundo, dos filósofos, homens da ciência, como assim diziam, que tentavam mostrar que sua mensagem não poderia ser verdadeira. Porém, sua voz não poderia ser silenciada e, em cento e vinte anos, palavras de advertência continuaram a ser ouvidas em sinceridade e determinação, sustidas por seu intenso trabalho na arca. [...] O Espírito de Deus apelava ao povo para levá-lo a aceitar a verdade e crer nela, porém, as sugestões de Satanás também eram consideradas, e os corações maus estavam mais inclinados a se harmonizar com os sofismas do pai da mentira do que com os apelos do infinito amor. Manifestavam sua indiferença e descaso aos solenes avisos de Deus, continuando a agir da mesma forma como agiam antes de ser-lhes dado o aviso. [...]

Os dias de Noé, Cristo nos diz, foram como os dias que antecederão Seu aparecimento nas nuvens do céu (Signs of the Times, 20 de dezembro de 1877).

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O Fim da Paciência
Domingo, 8 de dezembro


Disse o Senhor: O Meu Espírito não agirá para sempre no homem. Gênesis 6:3

Nos dias de Noé, nem todas as pessoas eram completamente ímpias e idólatras. [...] Aqueles que professavam ter conhecimento de Deus eram os que exerciam maior influência e assumiam a liderança em tornar de nenhum efeito as palavras proferidas a eles por Noé. Eles não apenas rejeitaram a mensagem do fiel pregador da justiça, como também usaram sua influência para impedir que outros fossem obedientes a Deus. [...]

O mundo antediluviano pensava que durante séculos as leis da natureza tinham permanecido estagnadas. As estações, periódicas, tinham vindo em sua ordem. Os rios jamais haviam passado seus limites, mas com segurança tinham levado suas águas para o mar. Preestabelecidos decretos tinham impedido as águas de transbordarem. Mas esses argumentadores não reconheciam a mão dAquele que conteve as águas, dizendo: "Até aqui virás, e não mais adiante" (Jó 38:11). [...] Racionalizavam naquele tempo do mesmo modo que as pessoas racionalizam hoje, como se a natureza estivesse acima do Deus da natureza, e se seus caminhos fossem tão estáveis que o próprio Deus não pudesse mudá-los. Assim, faziam parecer à mente das pessoas que as mensagens de Deus eram uma ilusão, um grande engano, argumentando que, se a mensagem de Noé estivesse correta, a natureza sairia de seu curso. [...]

A natureza humana nos dias de Noé, sem a influência do Espírito de Deus, é a mesma de nossos dias. Em suas declarações e representações, Jesus reconhece o Gênesis como palavras da Inspiração. Muitos admitem que o Novo Testamento seja divino, enquanto não demonstram especial consideração pelas Escrituras do Antigo Testamento. Mas esses dois grandes livros não podem ser separados. Apóstolos inspirados que escreveram o Novo Testamento continuamente remetem ao Antigo Testamento a mente daqueles que examinam as Escrituras. Cristo dirige ao Antigo Testamento a mente de todas as gerações, presentes e futuras. Refere-Se a Noé como uma pessoa literal, que existiu. Refere-Se ao dilúvio como um fato histórico. Apresenta os traços daquela geração como características do tempo em que vivemos. Aquele que é a Verdade e a Vida antecipou as dúvidas e questionamentos das pessoas com relação ao Antigo Testamento, afirmando ser este de origem divina (Signs of the Times, 20 de dezembro de 1877).

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O Dia de Deus
Segunda, 9 de dezembro


O sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus. Êxodo 20:10

Quando Deus criou o mundo e nele colocou o ser humano, dividiu o tempo em períodos de sete dias. Seis dias Ele nos deu para nosso próprio uso [...]. Mas Ele reservou um dia para Si. Descansando no sétimo dia, o abençoou e santificou. Portanto, o sétimo dia deveria ser considerado como dia de descanso do Senhor, para ser observado de forma sagrada como memorial de Sua obra de criação. Não foi o primeiro, segundo, terceiro, quarto, quinto nem sexto dia, aquele que foi santificado ou separado para um santo propósito. Foi no sétimo dia que o Senhor descansou. [...]

Quando a lei foi dada no Sinai, o sábado foi colocado no meio dos preceitos morais, no centro do decálogo. Mas a instituição do sábado não foi feita ali pela primeira vez. O quarto mandamento tem sua origem na Criação.

O dia de descanso do Criador foi guardado por Adão, no santo Éden, e pelos homens de Deus na era patriarcal. Durante o longo cativeiro de Israel no Egito, sob o senhorio de homens que não conheciam a Deus, eles não puderam guardar o sábado. Assim, Deus os tirou de lá e os levou a um lugar em que pudessem se lembrar de Seu santo dia. [...]

Um milagre triplo ocorria em honra ao sábado, mesmo antes de a lei ser dada no Sinai. O maná caía em dobro no sexto dia, não caía nada no sábado e a porção necessária para o sábado era preservada doce e pura, enquanto que se fosse guardada em qualquer outro dia, tornava-se imprópria para alimento. Ali estava uma evidência conclusiva de que o sábado havia sido instituído na Criação, quando foram lançados os fundamentos da terra, quando as estrelas da manhã juntas cantavam e todos os filhos de Deus davam brados de alegria. Sua santidade permanece inalterada e continuará assim até o fim dos tempos. Desde a Criação, cada preceito da lei divina tem sido obrigatório ao ser humano e observado pelos que temem ao Senhor. A doutrina de que a lei de Deus foi abolida é um dos artifícios de Satanás para levar a humanidade à ruína. [...]

Os santos oráculos foram especificamente confiados aos judeus. Não ser israelita era não pertencer ao povo favorecido de Deus. [...] Agora o profeta declara que o estrangeiro que amar e obedecer a Deus desfrutará dos privilégios que pertenciam exclusivamente ao povo escolhido (Signs of the Times, 28 de fevereiro de 1884).

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O Espírito do Sábado
Terça, 10 de dezembro


Bem-aventurado o homem [...] que se guarda de profanar o sábado e guarda a sua mão de cometer algum mal. Isaías 56:2

O profeta Isaías, antecipando a dispensação evangélica, expõe da maneira mais impressionante o mandamento do sábado e as bênçãos que acompanham sua observância. [...]

Anteriormente, a circuncisão e a estrita observância da lei cerimonial tinham sido a condição sob a qual gentios podiam ser admitidos na congregação de Israel, mas essas distinções deveriam ser abolidas pelo evangelho. "Todos os que guardarem o sábado, não o profanando, e os que abraçarem o Meu concerto, também os levarei ao Meu santo monte e os festejarei na Minha Casa de Oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no Meu altar, porque a Minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos" (Is 56:6, 7). [...]

Uma vez mais, depois de reprovar o egoísmo, a violência e a opressão dos israelitas, e exortá-los a praticar obras de justiça e misericórdia, Ele declara: "Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no Meu santo dia; se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então, te deleitarás no Senhor. Eu te farei cavalgar sobre os altos da Terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do Senhor o disse" (Is 58:13, 14). [...]

Essa profecia permaneceu por séculos até a época em que o homem do pecado tentou anular um dos preceitos da lei de Deus, lançando por terra o sábado original de Jeová. Em seu lugar, exaltou um de sua autoria. [...]

Há duas instituições fundadas no Éden que não se perderam com a queda – o sábado e o relacionamento matrimonial. Eles foram levados pelo ser humano ao sair pelas portas do Paraíso. Quem ama e observa o sábado e mantém a pureza da instituição do casamento prova ser amigo da humanidade e amigo de Deus. Todos aqueles que, por preceito ou exemplo, depreciem as obrigações para com essas sagradas instituições são inimigos de Deus e do ser humano. Estão usando sua influência e talentos dados por Deus para trazer um estado de confusão e corrupção moral (Signs of the Times, 28 de fevereiro de 1884).

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O Sábado Bíblico
Quarta, 11 de dezembro


Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus. Mateus 4:4

Cristo resistiu às tentações do inimigo com a única arma com que o soldado da cruz pode ser bem-sucedido: "Está escrito." Onde? No Antigo e no Novo Testamento. Com tais palavras, devemos nos defender e advertir outros, expondo-lhes a Palavra da vida.

Muitos não compreendem que o domingo não é o sábado do quarto mandamento. Em sua astúcia, Satanás encobre esse fato e apresenta um dia comum como sendo sagrado, para que o mundo inteiro se torne culpado diante de Deus pela transgressão. Muitos ignoram totalmente que não estão guardando o quarto mandamento. É fundamental que todos busquem a verdade no divino Manual, para que possam chegar a uma conclusão sobre o que o Senhor diz a respeito dessa questão. As pessoas falam muito, mas não podemos fundamentar nossa fé nas palavras de ninguém. Há dois lados nessa questão. O Deus do Céu apresenta Sua lei, e Satanás expõe seu sábado falso. [...]

O domingo é filho do papado. Ele foi adotado e sustentado pelo mundo protestante como uma exigência genuína de Jeová, mas não há fundamento para isso na Palavra de Deus. O mundo cristão é testado por sua relação com essa questão. Deus impressiona o ser humano a estudar as Escrituras em busca de evidências que apoiem a guarda do domingo. Aqueles que buscam a verdade com desejo de encontrá-la verão que têm se apoiado em uma antiga tradição e aceitado uma instituição do papado. [...]

Somos responsáveis somente pela luz que incide sobre nós. Os mandamentos de Deus e os testemunhos de Jesus estão nos servindo de prova. Se formos fiéis e obedientes, Deus Se deleitará em nós e nos abençoará como Seu povo escolhido e peculiar. Quando existirem em abundância fé, amor e obediência perfeitos, atuando no coração dos que são seguidores de Cristo, eles possuirão poderosa influência. Deles brotará luz, dissipando as trevas que os rodeiam, purificando e elevando todos quantos se achegarem à sua esfera de sua influência, e levando ao conhecimento da verdade todos os que estiverem dispostos a ser esclarecidos e a seguir na trilha humilde da obediência.

Grandes bênçãos são prometidas aos que guardam o santo sábado de Deus (Review and Herald, 13 de julho de 1897).

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Dia de Fazer o Bem
Quinta, 12 de dezembro


Sucedeu que, em outro sábado, entrou Ele na sinagoga e ensinava. Ora, achava-se ali um homem cuja mão direita estava ressequida. Lucas 6:6

"Os escribas e fariseus observavam-No, procurando ver se Ele faria uma cura no sábado, a fim de acharem de que O acusar. Mas Ele, conhecendo-­lhes os pensamentos, disse ao homem da mão ressequida: Levanta-te e vem para o meio; e ele, levantando-se, permaneceu de pé. Então, disse Jesus a eles: Que vos parece? É lícito, no sábado, fazer o bem ou o mal? Salvar a vida ou deixá-la perecer?" (Lc 6:7-9). [...] Cristo resolveu a questão que Ele mesmo levantou. Declarou ser lícito realizar uma obra de misericórdia e necessidade. "É lícito", Ele disse, "nos sábados, fazer o bem" (Mt 12:12). [...]

Diversas vezes, os mestres haviam declarado ao povo, e de fato era uma de suas máximas, que deixar de fazer o bem, quando se tinha oportunidade, era o mesmo que fazer o mal. Abster-se de salvar a vida, quando estava em seu alcance assim fazê-lo, era tornar-se culpado de assassinato. [...] Estavam-Lhe caçando a vida com amargo ódio, ao passo que Ele salvava a vida e trazia felicidade às multidões. Seria melhor matar no sábado, como estavam planejando, do que curar o aflito, como Ele havia feito? Seria mais justo ter o homicídio no coração, durante o santo dia de Deus, do que revelar amor para com todas as pessoas – amor que se exprime em atos de misericórdia? [...]

Os líderes discutiram entre si o que fariam para se livrar desse destemido advogado da justiça, cujas palavras e obras estavam afastando o povo dos mestres de Israel. Apesar da influência contrária que exerciam, eles declararam: "Eis aí vai o mundo após Ele" (Jo 12:19). Pensavam, porém, que o poder e a popularidade conduziriam as coisas conforme desejavam, e aconselharam-se para definir como fariam para destruí-Lo.

Vemos a mesma coisa acontecer hoje. Aqueles que transgridem a lei de Deus, anulando os mandamentos divinos por meio de suas tradições, perseguem com reprovações e acusações os servos que Deus enviou com uma mensagem para corrigir suas iniquidades. Determinam-se a removê-los, a fim de silenciar a voz deles para sempre, em vez de abandonar os pecados que incitaram a repreensão de Deus (Review and Herald, 10 de agosto de 1897).

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O Preparo Para a Vinda de Jesus
Sexta, 13 de dezembro


Aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus. Tito 2:13

Jesus em breve voltará. Nós, que cremos nessa verdade solene, devemos advertir o mundo. Devemos mostrar por meio de nossa roupa, de nossas conversas e de nossas ações que nossa mente está fixada em algo melhor do que os negócios e prazeres desta vida efêmera. Somos senão peregrinos e estrangeiros aqui. Devemos dar evidência de que estamos prontos, aguardando o aparecimento de nosso divino Senhor. Prezado leitor, permita que o mundo veja que você está a caminho de uma terra melhor – para uma herança imortal que nunca terá fim. Você não se pode permitir dedicar a vida para as coisas deste mundo. Sua preocupação deve estar em se preparar para o lar que o aguarda no reino de Deus.

Como devemos nos preparar? Levando nossos apetites e paixões em sujeição à vontade de Deus e demonstrando em nossa vida os frutos da santidade. Devemos praticar a justiça, amar a beneficência e andar humildemente com Deus. Devemos deixar Cristo entrar em nosso coração e em nosso lar. Nossa felicidade depende do cultivo do amor, da compaixão e da verdadeira cortesia de uns para com os outros. [...]

Nossa vida deve ser consagrada ao bem e à felicidade dos outros, como foi a de nosso Salvador. Essa é a alegria dos anjos e o trabalho em que eles estão envolvidos. O espírito do amor abnegado de Cristo é o espírito que existe no Céu e a essência da alegria que existe ali. Esse deve ser nosso espírito, se desejamos estar em condições de fazer parte da sociedade das hostes angelicais. À medida que o amor de Cristo nos enche o coração e nos rege a vida, o egoísmo e o amor da comodidade serão vencidos. Nosso prazer consistirá em fazer a vontade de nosso Senhor, a quem esperamos ver em breve. [...]

Devemos fazer o certo porque é certo, não para evitar a punição ou por medo de alguma grande calamidade que possa nos sobrevir. Desejo fazer o certo pelo prazer que tenho na justiça. Podemos encontrar muita felicidade em fazer o bem aqui, muita satisfação em fazer a vontade de Deus, muito prazer em receber Sua bênção. Mostremos, portanto, que somos homens e mulheres de bom senso, escolhendo nossa parte não com este mundo, mas naquele que há de vir. Permaneçamos em nosso posto, fiéis na execução de cada dever, tendo nossa vida escondida com Cristo em Deus, pois "logo que o Supremo Pastor Se manifestar, [receberemos] a imarcescível coroa da glória" (1Pe 5:4) (Signs of the Times, 10 de novembro de 1887).

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Nosso Dever
Sábado, 14 de dezembro


Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor. Romanos 12:11

O presente dever de todo verdadeiro filho de Deus é aguardar pacientemente, vigiar atentamente e trabalhar fielmente até a vinda do Senhor, para que estejamos preparados para esse solene evento. As características do verdadeiro seguidor de Cristo, o homem perfeito em Cristo Jesus, serão manifestadas no trabalho, na vigilância e na espera de nosso Senhor. Eles não se dedicarão apenas à contemplação e à meditação, nem estarão tão absortos com os trabalhos a ponto de negligenciar o exercício da piedade pessoal. Mas, para os cristãos simétricos, a devoção pessoal estará associada ao trabalho zeloso. Os seguidores de Cristo não serão indolentes em suas atividades. Eles serão "fervorosos no espírito; servindo ao Senhor". [...]

O Senhor em breve voltará e, por essa razão, precisamos de escolas, não para que sejamos educados segundo a ordem do mundo, mas para que nossas instituições de ensino sejam como as escolas de profetas – locais em que possamos aprender a vontade de Deus e alcançar os mais altos ramos da ciência, para que possamos compreender melhor a Deus e Suas obras, e o caráter de Jesus Cristo a quem Ele enviou. [...] O povo de Deus deve adquirir mais e mais habilidade e experiência, pois haverá aumento de trabalho para todos, especialmente para os homens em posição de confiança. Ao nos aproximarmos do fim, Satanás será movido a empregar esforço intenso para derrotar todos os que se opuserem à sua exigência de autoridade suprema sobre a Terra, e o povo de Deus deve estar preparado para o conflito. Deus requer o pleno exercício de todas as habilidades que Ele concedeu aos seres humanos para que possam realizar, dentro de suas capacidades naturais e cultivadas, tudo que lhes é possível realizar. [...] Os seguidores de Cristo não podem abandonar o posto do dever sem trair os sagrados depósitos, sem colocar em risco a salvação da própria vida e da vida de outros. [...]

Ao apresentar Cristo aos discípulos a grande obra a ser realizada e prometer-lhes o dom do Espírito Santo, ansiaram saber se então veriam o cumprimento da esperança acalentada por tanto tempo. Eles perguntaram: "Senhor, restaurarás Tu neste tempo o reino a Israel?" O Senhor repreendeu a curiosidade deles e disse: "Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo Seu próprio poder" (At 1:6, 7) (General Conference Bulletin, 4º trimestre de 1896, p. 764).

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Representantes de Cristo
Domingo, 15 de dezembro


Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela Sua exclusiva autoridade. Atos 1:7

[Aos discípulos não foi revelado o dia nem a hora da segunda vinda de Cristo.] Havia apenas uma coisa que podiam entender: receberiam poder depois que o Espírito Santo fosse derramado sobre eles. Então seriam testemunhas de Cristo. Toda a ansiosa curiosidade de saber o tempo determinado é repreendida. Não compete ao ser humano saber a respeito disso. Não devemos ficar ansiosos com as coisas que o Senhor não nos confiou, mas manteve em Sua posse, sem revelá-las. No entanto, o derramamento de Seu Espírito nos foi prometido. Podemos aguardar confiantemente o cumprimento dessa promessa [...], pois não podemos fazer nada em favor da salvação de outros sem esse agente celestial. [...]

Ao aproximar-se rapidamente o fim, devemos manter em mente a espiritualidade da lei e a total inutilidade de uma obediência formal e cerimonial aos mandamentos, pertencente à religião legalista. Os princípios eternos da verdade devem ser exaltados. O caráter santo e paternal de Deus deve ser apresentado a todos. Nossa obrigação em nossas ações diárias deve ser revelada para que possamos entender nossa relação com Deus e de um para com o outro, pois devemos cuidar do próximo como alguém de quem prestaremos conta.
Devemos apresentar ao povo não as imaginações humanas, não seus planos e conclusões, mas a graça de Deus no dom de Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crer, não pereça, mas tenha vida eterna. Devemos exaltar a Jesus, para que Ele possa atrair as pessoas a Si.

Como é difícil para Cristo colocar a ideia correta da natureza espiritual de Seu reino na mente de Seus discípulos. Como é difícil para eles reconhecer a necessidade da oração constante, do arrependimento sincero, da conquista cada vez maior da perfeição de caráter, que é o sal da experiência cristã e a evidência da operação do Espírito Santo no coração. [...]

Que todos executem agora seu dever, trabalhando ativamente com Jesus Cristo. Representem Jesus por seu exemplo de piedade cristã, para que a graça de Cristo possa parecer como ela é: bela, atrativa, harmoniosa e sempre coerente. A vida embelezada pela santidade não é de ociosa contemplação, mas uma vida repleta de intenso trabalho em favor do Mestre, cuja luz brilha mais e mais até ser dia perfeito (General Conference Bulletin, 4º trimestre de 1896, p. 764, 765).

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Ação Decisiva
Segunda, 16 de dezembro


Negociai até que eu volte. Lucas 19:13

Como adventistas do sétimo dia, temos uma obra a fazer ao testemunhar de Cristo. [...] Sendo que o Senhor em breve voltará, comece a agir de forma resoluta e determinada, e com profundo interesse a fim de ampliar as estruturas [institucionais], para que uma grande obra seja feita em pouco tempo.

Os que se aliaram ao mundo devem aceitar o convite do Senhor: "Retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras" (2Co 6:17). [...] Os raios brilhantes do Sol da Justiça devem brilhar sobre você, para que você seja embelezado com a santidade.

Devemos dizer agora que não há necessidade de uma estrutura? De que tudo o que precisamos é de fé? A fé genuína é um princípio operante, e o trabalho se revelará como uma prova desse agente no coração. Redobre seus esforços, redobre sua força de trabalho. [...]

Uma grande obra precisa ser efetuada em todas as partes do mundo. Como o fim está perto, ninguém deve deduzir que não é necessário um esforço especial para edificar as diversas instituições que a Causa requer. [...] Todos devem trabalhar, mas o fardo mais pesado de responsabilidade recai sobre os que possuem maior talento, mais recursos e mais abundantes oportunidades. Seremos justificados pela fé e julgados por nossas obras.

Quando o Senhor nos ordenar que não façamos mais esforço nenhum para estabelecer escolas, construir sanatórios e instituições para abrigar os órfãos, os destituídos de lar e para oferecer conforto aos ministros desgastados, terá chegado o tempo de cruzarmos os braços e deixar que Ele termine a obra. Mas agora temos a oportunidade de manifestar nosso zelo pelo Senhor. [...]
Além de tudo isso, Deus convida missionários nacionais. Que todo seguidor de Cristo negue o eu, exalte a cruz e gaste bem menos recursos para a satisfação egoísta, de modo que existam agentes vivos e operantes em todas as igrejas. Uma fé que abranja menos do que isso negará o caráter cristão. A fé do evangelho é aquela cujo poder e graça vêm de Deus. Tornemos manifesto que Cristo permanece em nós, deixando de gastar dinheiro com vestuário ou coisas desnecessárias, enquanto a causa de Cristo definha por falta de meios, pois existem nas igrejas dívidas não liquidadas e a tesouraria se encontra vazia. "Pelos seus frutos os conhecereis" (Mt 7:20). Não seguiremos o exemplo dAquele que em nosso favor Se fez pobre, para que por meio de Sua pobreza fôssemos feitos ricos? (General Conference Bulletin, 4º trimestre de 1896, p. 765-768).

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Seguindo o Modelo
Terça, 17 de dezembro


Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas. Apocalipse 22:14, ACF

Se desejamos entrar no Céu, devemos nos esforçar para introduzir em nossa vida terrena tudo o que estiver relacionado ao Céu. A religião de Cristo nunca rebaixa aquele que a recebe. Ela exercerá uma influência celestial sobre a mente e as maneiras das pessoas. Quando a Palavra de Deus encontra acesso ao coração daqueles que são rudes e grosseiros, inicia-se um processo de refinamento do caráter, e os que perseveram se tornam humildes e receptivos ao ensino, como as criancinhas. [...] Eles se tornarão pedras vivas no templo de Deus. São esculpidos, polidos e cinzelados a fim de se adequarem à construção divina. Os que são naturalmente cheios de amor próprio se tornam mansos e humildes. Há uma mudança de caráter, e são transformados pela renovação da mente e pela regeneração do Santo Espírito.

No princípio, disse Deus: "Façamos o homem à Nossa imagem, conforme a Nossa semelhança" (Gn 1:26). Mas o pecado tem quase apagado a imagem moral de Deus na humanidade. Em meio a essa condição lamentável não haveria chance de mudança ou esperança [para nós] se Jesus não tivesse vindo ao nosso mundo para ser o Salvador e Exemplo do ser humano. Em meio à degradação moral do mundo, Ele Se levanta, de caráter belo e imaculado,

o Modelo para a imitação humana. Devemos estudar, copiar e seguir o Senhor Jesus Cristo, então introduziremos a amabilidade de Seu caráter em nossa vida [...]. Por meio de Cristo, podemos adquirir o espírito de amor e obediência aos mandamentos de Deus. Por meio de Seus méritos, esse espírito pode ser restaurado em nossa natureza caída. Quando o tribunal se assentar em juízo e se abrirem os livros, receberemos a aprovação de Deus.

João viu a cidade santa, a Nova Jerusalém, com doze portas de pérola e doze fundamentos de pedras preciosas, que descia do Céu, da parte de Deus. [...] Todo aquele que entrar por aquelas portas e caminhar por aquelas ruas terá sido transformado e purificado aqui pelo poder da verdade, e a coroa de glória imortal adornará a fronte do vencedor.

As nações que guardaram a verdade entrarão, e a voz do Filho de Deus pronunciará as cordiais boas-vindas: "Bem-aventurados aqueles que guardam os Seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida" (Signs of the Times, 22 de dezembro de 1887).

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Honre o Doador dos Dons
Quarta, 18 de dezembro


Que viram em tua casa? 2 Reis 20:15

Estude o caso de Ezequias. Ele adoeceu a ponto de quase perder a vida. Apelou ao Senhor, e Deus lhe concedeu mais quinze anos de vida. "Nesse tempo [...] [o] rei da Babilônia enviou cartas e um presente a Ezequias, porque soube que estivera doente e já tinha convalescido. Ezequias se agradou disso e mostrou aos mensageiros a casa do seu tesouro, a prata, o ouro, as especiarias, os óleos finos, todo o seu arsenal e tudo quanto se achava nos seus tesouros; nenhuma coisa houve, nem em sua casa, nem em todo o seu domínio, que Ezequias não lhes mostrasse. Então, Isaías, o profeta, veio ao rei Ezequias e lhe disse: Que foi que aqueles homens disseram e donde vieram a ti?" (Is 39:1-3).

A visita dos embaixadores a Ezequias foi um teste de sua gratidão e devoção. [...] Deus o livrou do leito da morte, concedeu-lhe vida nova. Os babilônicos ouviram de seu maravilhoso restabelecimento. Maravilharam-se de que o Sol havia regredido dez graus, como sinal de que a palavra do Senhor se cumpriria. Eles enviaram embaixadores a Ezequias a fim de com ele se congratular por seu restabelecimento. A visita desses mensageiros deu-lhe a oportunidade de enaltecer o Deus do Céu. Como lhe teria sido fácil apontar-lhes ao Deus dos deuses. Porém, o orgulho e a vaidade tomaram posse do coração de Ezequias. Para se exaltar, expôs a olhos cobiçosos os tesouros com que Deus havia enriquecido Seu povo. [...] Sua indiscrição preparou o caminho para o desastre nacional. Os embaixadores levaram para a Babilônia o relatório das riquezas de Ezequias, e o rei e seus conselheiros planejaram enriquecer Babilônia com os tesouros de Jerusalém.

Se ele tivesse aproveitado a oportunidade que lhe era dada de testemunhar do poder, da bondade e da compaixão do Deus de Israel, o relatório dos embaixadores teria sido como luz espantando as trevas. Mas ele engrandeceu a si mesmo acima do Senhor dos Exércitos e fracassou em render glória a Deus. [...]

Oh, que aqueles em favor de quem Deus tem operado maravilhas O glorifiquem e anunciem Suas poderosas obras! Mas, muitas vezes, aqueles em favor de quem Deus opera agem como Ezequias – esquecendo-se do Doador de todas as bênção que recebem (Signs of the Times, 1º de outubro de 1902).

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Individualmente Responsáveis
Quinta, 19 de dezembro


Examine-se, pois, o homem a si mesmo. 1 Coríntios 11:28

Este mundo é uma escola de treinamento, e o grande objetivo da vida deve ser adequar-se para as mansões gloriosas que Jesus foi preparar. Lembremo-nos de que a obra de preparação é individual. Não somos salvos em grupo. A pureza e a devoção de um não suprirá a falta dessas qualidades em outro. Cada caso será examinado individualmente. Cada um deve ser provado e achado sem mancha, ruga ou coisa semelhante.

Estamos vivendo no grande dia antitípico da expiação. Jesus está agora no santuário celestial, fazendo expiação pelos pecados de Seu povo [...]. Não sabemos quão brevemente os casos dos vivos serão passados em revista perante o tribunal, mas sabemos que vivemos nas cenas finais da história da Terra. Estamos, por assim dizer, no limiar do mundo eterno. É importante que cada um de nós pergunte a si mesmo: "Como está meu caso nas cortes do Céu? Serão meus pecados expiados? Sou defeituoso de caráter, e tão cegado para tais defeitos por causa dos costumes e opiniões do mundo, que o pecado para mim não parece tão ofensivo a Deus como de fato ele é?" Não é tempo agora de permitir que nossa mente seja absorvida com coisas da Terra, enquanto rendemos a Deus apenas pensamentos ocasionais e damos senão pouca importância ao preparo para o país em direção do qual estamos caminhando.

No típico Dia da Expiação, exigia-se que todo o povo afligisse o coração diante de Deus. O indivíduo não deveria afligir o coração do outro, mas fazer isso entre Deus e o próprio coração. A mesma obra de exame de consciência e humilhação é exigida de cada um de nós agora. [...] Momentos preciosos que deveriam ser dedicados à busca do adorno interior de um espírito manso e sereno são desperdiçados em adornar o vestuário e em outras questões insignificantes que não são de forma alguma essenciais. [...]

Vivemos em uma era importante e cheia de acontecimentos. Estamos quase no lar. Em breve, as muitas mansões que nosso Salvador foi preparar surgirão diante de nossos olhos. [...] Podemos agora ter em nosso coração alegria e paz inexprimíveis e gloriosas. Logo, por ocasião da volta de Cristo, a recompensa que se encontra no final da corrida cristã será nossa para ser desfrutada ao longo das eras sem fim (Signs of the Times, 29 de maio de 1884).

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A Chuva Serôdia
Sexta, 20 de dezembro


Pedi ao Senhor chuva no tempo das chuvas serôdias, ao Senhor, que faz as nuvens de chuva, dá aos homens aguaceiro. Zacarias 10:1

No Oriente, a chuva temporã cai no tempo da semeadura. Ela é necessária para que a semente possa germinar. Sob a influência de fertilizantes aguaceiros, nasce o tenro broto. Caindo perto do fim da estação, a chuva serôdia amadurece o grão e o prepara para a ceifa. O Senhor utiliza esses elementos da natureza para representar a obra do Espírito Santo. Como o orvalho e a chuva são dados primeiro para fazer com que a semente germine, e então para amadurecer a colheita, assim é dado o Espírito Santo para levar avante, de um estágio para outro, o processo de crescimento espiritual. O amadurecimento do grão representa a conclusão do trabalho da graça de Deus no coração. [...]

A chuva serôdia, amadurecendo a seara da Terra, representa a graça espiritual que prepara a igreja para a vinda do Filho do homem. Mas, a menos que a chuva temporã haja caído, não haverá vida. A ramagem verde não brotará. Se a chuva temporã não fizer seu trabalho, a serôdia não desenvolverá a semente até a perfeição. [...]

O trabalho que Deus começou no coração humano mediante Sua luz e conhecimento deve estar continuamente avançando. Cada indivíduo deve estar consciente da própria necessidade. Deve o coração ser esvaziado de toda mancha, purificado para habitação do Espírito. Foi pela confissão e pelo abandono do pecado, por meio de fervorosa oração e da entrega pessoal a Deus, que os discípulos se prepararam para o derramamento do Espírito Santo no dia de Pentecostes. O mesmo trabalho, apenas em grau mais elevado, deve ser feito agora. [...]

Só os que estiverem vivendo de acordo com a luz que têm recebido poderão receber maior luz. A não ser que nos estejamos desenvolvendo diariamente como exemplo das ativas virtudes cristãs, não reconheceremos as manifestações do Espírito Santo na chuva serôdia. Pode ser que ela esteja sendo derramada nos corações ao nosso redor, mas nós não a discerniremos nem a receberemos.
Em nenhum ponto de nossa experiência, podemos dispensar a assistência daquilo que nos habilita a colocar em ação justamente o que está no ponto de partida. As bênçãos recebidas sob a chuva temporã nos são necessárias até ao fim (Review and Herald, 2 de março de 1897).

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Aceite o Convite
Sábado, 21 de dezembro


Sai pelos caminhos e atalhos e obriga a todos a entrar, para que fique cheia a Minha casa. Lucas 14:23

Um homem que havia sido convidado para a festa com Cristo na casa de um dos principais fariseus e que ouvira o Mestre declarar qual era o dever daqueles que desfrutavam da generosidade de Deus exclamou em convencida presunção: "Bem-aventurado aquele que comer pão no reino de Deus" (Lc 14:15). Sua intenção era desviar a mente dos convidados do assunto do dever prático, mas em lugar disso abriu a oportunidade para a apresentação de uma parábola que possuía um significado ainda mais profundo e que esclareceu ainda mais aos ouvintes o caráter e o valor de seus privilégios atuais. [...]

Cristo enviou a um elevado custo o convite para uma festa que preparou. Ele enviou o Espírito Santo para impressionar a mente dos profetas e de homens santos do passado para convidar Seu povo escolhido a participar da rica festa do evangelho. [...] O homem que tentou desviar a atenção dos convidados falou com grande certeza, pensando que certamente comeria pão no reino de Deus. Porém, Jesus o advertiu e a todos os demais quanto ao perigo de rejeitar o convite atual para a festa do evangelho. [...]

O Senhor enviou primeiramente o convite para Seu povo escolhido, mas eles desprezaram e rejeitaram Seu mensageiro. Como foram fúteis e superficiais as justificativas apresentadas. São, porém, as justificativas apresentadas pelas pessoas desta era mais sensatas do que as apresentadas no tempo de Cristo?

Alguns convidados exclamam: "Imploro que me dispense desse compromisso. Se eu for, meus vizinhos zombarão e debocharão de mim. Não posso suportar ser escanercido por eles. Vivo entre eles por muito tempo e não quero desagradar meus vizinhos." [...] Outros estão ansiosos para adquirir terras e acumular ganhos temporais. Os poderes da mente, do coração e do corpo são absorvidos por assuntos terrenos. [...]

A preciosa mensagem nos é repetida nestes últimos dias. [...] O convite foi feito: "Vinde, pois tudo está preparado." [...]
Cristo entregou a própria vida para a redenção de Seu povo, e deseja que consideremos Seus elevados e eternos reclamos (Review and Herald, 5 de novembro de 1895).

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A Todas as Nações
Domingo, 22 de dezembro


Sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até os confins da Terra. Atos 1:8

Cristo ordenou aos discípulos que fizessem a obra que lhes deixara nas mãos, começando em Jerusalém, que fora o cenário de Sua surpreendente condescendência para com a humanidade. Lá, Ele sofreu, sendo rejeitado e condenado. A terra da Judeia era Seu berço. Ali, revestido da humanidade, andara com as pessoas, e poucos haviam discernido quão perto o Céu chegara da Terra quando Jesus Se achava entre eles. A obra dos discípulos deveria começar em Jerusalém.

A obra, porém, não terminaria ali. Deveria se estender aos remotos confins da Terra. Cristo dissera aos discípulos: Fostes testemunhas de Minha vida de sacrifício em favor do mundo. Presenciastes Meus labores por Israel. Embora não quisessem vir a Mim para ter vida, ainda que sacerdotes e principais tivessem feito o que desejaram comigo, embora Me rejeitassem segundo a predição das Escrituras, terão ainda outra oportunidade de aceitar o Filho de Deus. Viram que a todos quantos vêm a Mim, confessando os pecados, Eu os aceito livremente. Aquele que vem a Mim, de maneira alguma o lançarei fora. Todos os que quiserem serão reconciliados com Deus e receberão vida eterna. A vocês, Meus discípulos, confio essa mensagem de misericórdia. Seja anunciada primeiro a Israel, e depois a todas as nações, línguas e povos. [...]

Mediante o dom do Espírito Santo, receberiam os discípulos maravilhoso poder. Seu testemunho seria confirmado por sinais e maravilhas. [...]

Os discípulos deveriam começar sua obra onde se achavam. O mais duro campo, o menos prometedor, não deveria ser passado por alto. Assim, deve cada um dos obreiros de Cristo começar onde está. Em nossa própria família pode haver pessoas sedentas de compaixão, famintas do pão da vida. Talvez haja crianças a serem educadas para Cristo. Há pagãos às nossas portas. Façamos fielmente a obra que nos fica mais próxima. Depois, estendamos nossos esforços tão longe quanto a mão de Deus nos indicar. A obra de muitos parecerá ser restringida pelas circunstâncias, mas, seja onde for, se executada com fé e dedicação, se fará sentir até nas mais remotas partes da Terra. Quando Cristo estava no mundo, Sua obra parecia limitada a um estreito campo. No entanto, multidões de todas as terras ouviram-Lhe a mensagem (Review and Herald, 9 de outubro de 1913).

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Estamos Preparados?
Segunda, 23 de dezembro


Ele enviará os Seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os Seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos Céus. Mateus 24:31

Os líderes da nação judaica tinham as Escrituras do Antigo Testamento, que claramente prediziam a maneira do primeiro advento de Cristo. Por meio do profeta Isaías, Deus descreveu a aparência e a missão de Cristo, declarando: "Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer" (Is 53:3). [...]

Todos os maravilhosos acontecimentos agrupados em volta de Sua segunda vinda eram por eles aguardados em Sua primeira vinda. Por isso, quando Ele veio, não estavam preparados para recebê-Lo. [...]

Entre o primeiro e o segundo advento de Cristo, haverá um admirável contraste. A linguagem humana não pode descrever as cenas da segunda vinda do Filho do homem nas nuvens do céu. Ele virá com Sua glória, e com a glória do Pai e a dos santos anjos. Virá revestido do traje de luz, que Ele tem usado desde os dias da eternidade. Os anjos O acompanharão. [...] Será ouvido o som de trombeta, chamando para fora da sepultura os mortos que dormem. [...]

Ao contemplarem eles [os líderes judaicos] Sua glória, surge-lhes subitamente à memória a lembrança do Filho do homem revestido da humanidade. Eles se recordam do modo como O trataram, como O rejeitaram e cerraram fileiras ao lado do grande apóstata. As cenas da vida de Cristo aparecem diante deles em toda a sua clareza. Tudo o que Ele fez, tudo o que Ele disse, a humilhação a que desceu para salvá-los da mancha do pecado, ergue-se diante deles para condenação. [...]

Estamos agora em meio aos perigos dos últimos dias. As cenas do conflito se apressam, e o maior dos dias está precisamente sobre nós. Estamos preparados para isso? [...]

O Filho do homem concederá aos justos a coroa da vida eterna, e eles O servirão "de dia e de noite no seu santuário; e Aquele que se assenta no trono estenderá sobre eles o Seu tabernáculo. Jamais terão fome, nunca mais terão sede, não cairá sobre eles o sol, nem ardor algum, pois o Cordeiro que se encontra no meio do trono os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida. E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima" (Ap 7:15-17) (Review and Herald, 5 de setembro de 1899).

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Eterna Alegria
Terça, 24 de dezembro


Voltarei e vos receberei para Mim mesmo. João 14:3

O tempo da traição, do sofrimento e da crucifixão de Cristo se aproximava e, ao se reunirem os discípulos ao Seu redor, o Senhor revelou-­lhes os tristes eventos que em breve ocorreriam, enchendo-lhes o coração de pesar. A fim de confortá-los, Ele proferiu as ternas palavras: "Não se turbe o vosso coração. [...] [Eu] voltarei e vos receberei para Mim mesmo" (Jo 14:1, 3). Desviou a mente dos discípulos das cenas de tristeza para as mansões celestiais e para a ocasião em que se reuniriam no reino de Deus. [...] Apesar de ter que Se separar deles e ascender ao Pai, a obra em favor daqueles que amava não se encerraria. Prepararia moradas para aqueles que, por Sua causa, seriam peregrinos e estrangeiros neste mundo.

Depois de Sua ressurreição, [Jesus] "os levou para Betânia e, erguendo as mãos, os abençoou. Aconteceu que, enquanto os abençoava, ia-Se retirando deles, sendo elevado para o céu" (Lc 24:50, 51). [...] Você imagina os discípulos dizerem uns aos outros algo assim no caminho de volta para Jerusalém: "Pois é, o Senhor nos deixou. Qual é a vantagem agora de tentarmos conquistar seguidores para Ele? Vamos voltar às nossas redes"? [...] Não há registro de um diálogo assim. Nenhuma linha foi escrita nem registrada qualquer coisa que sugerisse que eles cogitaram abandonar o serviço de seu Senhor, que acabara de ascender ao Céu para assumir o serviço em favor do indivíduo e do mundo. A mão do Salvador estava estendida para abençoar os discípulos que Ele havia deixado para trás ao ascender ao Céu. Os discípulos contemplaram a glória dEle. Cristo foi preparar mansões para eles. Sua salvação estava assegurada. Se fossem fiéis em cumprir as condições, certamente O seguiriam para o mundo de eterna alegria. O coração deles transbordava em cânticos de louvor e regozijo.

Todos nós temos o mesmo motivo para ser agradecidos. A ressurreição e ascensão de nosso Senhor são prova segura do triunfo final dos santos de Deus sobre a morte e a sepultura. Esta é uma garantia de que o Céu está aberto para os que lavaram as vestes do caráter e as branquearam no sangue do Cordeiro. Jesus subiu para o Pai como representante da humanidade, e Deus levará os que refletem a imagem dEle ao contemplar Sua glória e dela participar. [...]

Avancemos juntos para conquistar a grande recompensa e entoar o cântico dos remidos. Se quisermos um dia entoar louvores a Deus no Céu, precisamos primeiro entoá-los aqui (Signs of the Times, 27 de janeiro de 1888).

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Cumpriu-se a Promessa
Quarta, 25 de dezembro


Entra no gozo do teu Senhor. Mateus 25:21

Embora os discípulos tenham contemplado seu Senhor até que desaparecesse no céu, não viram os anjos que estavam ao redor de seu amado Comandante. Jesus levou uma multidão de cativos que saíram dos túmulos por ocasião de Sua ressurreição. Ao se aproximar o glorioso grupo dos portões da cidade eterna, os anjos cantavam: "Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó portais eternos, para que entre o Rei da Glória"

(Sl 24:9). E os anjos que guardavam os portões perguntavam: "Quem é esse Rei da Glória?" (v. 10). Novamente os anjos que acompanhavam o Grande Mestre respondiam: "O Senhor dos Exércitos, Ele é o Rei da Glória." Ao passar o glorioso cortejo, os anjos estavam prestes a se prostrar em adoração ao Rei da Glória. Contudo, Ele acenou pedindo que não se inclinassem. Antes de receber qualquer homenagem, precisava saber se o sacrifício pela raça caída havia sido aceito pelo Pai. Precisava saber se o preço pago pela redenção dos perdidos fora suficiente para resgatá-los do poder do pecado e da sepultura. [...] Em meio ao esplendor das cortes de glória, em meio a miríades e miríades aguardando lançar suas coroas aos Seus pés, Ele não se esqueceu daqueles que havia deixado na Terra para enfrentar a oposição, a censura e o escárnio. Depois de o Pai assegurar-Lhe a aceitação do resgate pago, Ele ainda tinha um pedido para apresentar em favor daqueles que nEle creem e seguem Seus passos: "Pai, a Minha vontade é que onde Eu estou, estejam também comigo os que Me deste, para que vejam a Minha glória que Me conferiste, porque Me amaste antes da fundação do mundo"
(Jo 17:24). Ele pediu que Seus discípulos desfrutassem de Sua alegria e partilhassem da Sua glória. No fim, o servo fiel do Senhor ouvirá as alegres palavras: "Entra no gozo do teu Senhor."

Ao terminar de apresentar Seus pedidos, o Pai expediu a ordem: "E todos os anjos de Deus O adorem" (Hb 1:6). Em seguida, o cântico de alegria e amor ecoou pelas cortes celestiais: "Digno, digno, digno é o Cordeiro que foi morto, e vive novamente, um triunfante conquistador." Esse mesmo Jesus, a quem inúmeras hostes angelicais se deleitam em adorar, voltará outra vez para cumprir Sua promessa e levar para Si aqueles que O amam. Não temos nós grande motivo de regozijo? [...] A consumação de nossa esperança está próxima. Os fiéis em breve entrarão na alegria de Seu Senhor (Signs of the Times, 27 de janeiro de 1888).

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Uma Resolução
Quinta, 26 de dezembro


Não Te deixarei ir se me não abençoares. Gênesis 32:26

Necessita-se de trabalho árduo para obter forças de Deus para resistir ao inimigo, quando ele vier como uma inundação. Devemos lutar intensamente a fim de subjugar o eu, pois a comodidade e a satisfação própria são os pecados mais falazes. Entorpecem a consciência e cegam o entendimento. [...] Precisamos do desejo determinado da viúva importuna e da mulher sírio-fenícia – uma determinação que não será repelida.

Muitos estão cometendo o erro fatídico de fracassar em dar atenção a esse ensinamento da providência de Deus. A paz e o descanso podem ser adquiridos unicamente pelo conflito. Os poderes da luz e das trevas estão em ordem de batalha, e precisamos assumir individualmente nosso posto no conflito. Jacó lutou a noite inteira com Deus antes de obter a vitória. Ao apresentar sua súplica a Deus em oração, sentiu uma forte mão tocar-lhe. Pensando que fosse a mão do inimigo, empregou toda a sua força para resistir-lhe. Lutou por horas, mas não prevaleceu em nada contra seu oponente. Não ousou diminuir seus esforços por um momento sequer, para que não fosse vencido e perdesse a vida. [...] O estranho encerrou o confito. Tocou na coxa de Jacó, e a força do lutador foi paralizada. Até aquele momento, Jacó não havia percebido quem realmente era seu oponente. Caindo-lhe aos ombros, rogou em prantos por sua vida.
O anjo poderia ter facilmente se livrado do braço de Jacó, mas não procedeu assim. "Deixa-Me ir", Ele suplicou, "pois já rompeu o dia" (Gn 32:26). Respondeu o angustiado, porém, determinado Jacó: "Não Te deixarei ir se me não abençoares." As lágrimas e as orações do suplicante conquistaram o que em vão tentou obter pela luta. "Qual é o teu nome?", o Anjo perguntou. "E ele disse: Jacó. Então, disse: Não se chamará mais o teu nome Jacó, mas Israel, pois, como príncipe, lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste. [...] E o abençoou ali" (v. 27-29). [...]

Determinação, renúncia e decididos esforços são exigidos para a obra de preparação. [...] Unicamente por meio do esforço intenso e determinado, e da fé nos méritos de Cristo, podemos vencer e conquistar o reino do Céu. Nosso tempo para o trabalho é curto. Cristo, em breve virá pela segunda vez (Youth's Instructor, 24 de maio de 1900).

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Novas Vestes
Sexta, 27 de dezembro


Aconselho-te que de Mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires. Apocalipse 3:18

O Senhor Jesus enviou uma mensagem solene à igreja de Laodiceia. [...] Por meio do conselho da Testemunha Fiel, Ele adverte seu povo quanto à necessidade de se vestir com as vestiduras brancas de Sua justiça. Todo convidado autorizado a participar da festa das bodas do Cordeiro estará trajando essa vestimenta sem mancha. Porém, Satanás está determinado a fazer com que os pecadores não vistam essas vestiduras sem mancha. Está buscando obter ilimitado poder sobre eles. O conflito envolvendo os que foram comprados pelo sangue de Cristo é retratado pelo profeta. Ele disse: "Deus me mostrou o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do Anjo do Senhor, e Satanás estava à mão direita dele, para se lhe opor. Mas o Senhor disse a Satanás: O Senhor te repreende, ó Satanás; sim, o Senhor, que escolheu a Jerusalém, te repreende; não é este um tição tirado do fogo?" (Zc 3:1, 2).

Josué representa os que elevam uma súplica penitente ao trono da graça, e Satanás se coloca como seu adversário a fim de acusá-los diante de Cristo. O profeta continuou: "Ora, Josué, trajado de vestes sujas, estava diante do Anjo. Tomou este a palavra e disse aos que estavam diante dele: Tirai-lhe as vestes sujas. A Josué disse: Eis que tenho feito que passe de ti a tua iniquidade e te vestirei de finos trajes" (v. 3, 4).

As vestes das bodas são a justiça de Cristo e representam o caráter daqueles que serão aceitos como convidados para a festa das bodas do Cordeiro. Os que têm transgredido a lei, vivendo em pecado, não podem encontrar a característica salvadora na lei que os condena, mas Cristo Se fez portador de pecados para o mundo inteiro. [...]

Os que recebem Cristo como seu Salvador pessoal submetem seus caminhos à vontade dEle e aos Seus caminhos. Lançam seus pecados sobre Ele, recebem a justiça imputada de Cristo e se regozijam nela. Sabem o que significa mudar as vestes. [...] "Quem crê no Filho tem a vida eterna" (Jo 3:36) (Youth's Instructor, 21 de outubro de 1897).

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Use o que Você Tem
Sábado, 28 de dezembro


Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens. Colossenses 3:23

Todo indivíduo, desde o mais humilde e obscuro até o maior e mais exaltado, é um agente moral dotado de aptidões pelas quais é responsável diante Deus. [...]

Façam os comerciantes seus negócios de maneira a glorificar seu Senhor, mediante sua fidelidade. Que liguem sua religião a tudo quanto fizerem e revelem aos seres humanos o Espírito de Cristo. O mecânico seja um fiel e diligente representante dAquele que labutou nas humildes tarefas da vida, nas cidades da Judeia. Todo aquele que toma em seus lábios o nome de Cristo proceda de tal modo que as pessoas, vendo suas boas obras, sejam levadas a glorificar seu Criador e Redentor. [...]

Os que são abençoados com talentos superiores não devem depreciar o valor dos serviços daqueles que são menos dotados do que eles. O menor encargo é um legado de Deus. O talento único, mediante uso diligente, com a bênção de Deus, será duplicado, e os dois, usados no serviço de Cristo, aumentarão para quatro. Assim, o mais humilde instrumento pode crescer em poder e utilidade. [...]
Somos responsáveis apenas pelos talentos que Deus nos concedeu.

O Senhor não reprova os servos que duplicam seus talentos, atuando de acordo com suas habilidades. Os que desse modo provam sua fidelidade podem ser elogiados e recompensados. Mas os que perdem tempo na vinha, que nada fazem ou trabalham negligentemente na obra do Senhor, manifestam por seus atos seu real interesse no trabalho [...]. Manifestam que seu coração não está no serviço para qual eles foram chamados. [...]

Não lamente ninguém não possuir maiores talentos para usar pelo Mestre. [...] Agradeça a Deus as habilidades que tem e ore para que seja capacitado a atender às responsabilidades que têm sido colocadas sobre você. Se deseja ser mais útil, prossiga trabalhando e adquira o que deseja. Trabalhem com firme paciência e façam o melhor possível, independentemente do que outros fizerem. [...] Não sejam vossas palavras ou pensamento: "Quem dera que eu tivesse uma obra maior! Quem dera se eu estivesse nessa ou naquela posição!" Cumpram seu dever onde quer que estejam. Façam, com o dom que lhes é confiado, os melhores investimentos possíveis, exatamente no lugar em que sua obra tenha maior mérito perante Deus (Review and Herald, 26 de outubro de 1911).

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A Bendita Esperança
Domingo, 29 de dezembro


Vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente. Tito 2:12

Somos exortados a viver sóbria, correta e piedosamente no mundo presente, e a esperar o glorioso aparecimento do grande Deus e Salvador Jesus Cristo. Alguns têm feito objeções ao meu trabalho, porque ensino ser nosso dever aguardar o aparecimento pessoal de Cristo nas nuvens do céu. Eles têm dito: "Ao ouvir a Sra. White falar sobre a vinda de Cristo, você poderia pensar que o dia do Senhor está bem perto. Ela vem pregando sobre esse mesmo assunto nos últimos quarenta anos, mas o Senhor ainda não veio." Essa mesma objeção poderia ter sido feita contra as palavras do próprio Cristo. Ele disse pela boca de Seu amado discípulo: "Certamente, venho sem demora." E João responde: "Amém. Vem, Senhor Jesus!" (Ap 22:20).

Jesus falou essas palavras como advertência e encorajamento ao Seu povo, e por que não deveríamos dar-lhes atenção? O Senhor disse que os fiéis é que seriam achados vigiando e esperando por Ele. Foi o mau servo que disse: "Meu senhor demora-se" (Mt 24:48). Em seguida, passou a espancar seus companheiros e a comer e beber com embriagados.

O tempo exato da segunda vinda de Cristo não nos é revelado. Jesus disse: "A respeito daquele dia e hora ninguém sabe" (Mt 24:36). Mas Ele também deixou sinais de Sua vinda, ao dizer: "Quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas" (v. 33). E disse-lhes que quando os sinais da Sua vinda surgissem, eles deviam exultar e erguer a cabeça, porque a redenção deles estaria próxima. Tendo em vista essas coisas, o apóstolo escreveu: "Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que esse dia como ladrão vos apanhe de surpresa; porquanto vós todos sois filhos da luz e filhos do dia" (1Ts 5:4, 5). Como não sabemos a hora da vinda de Cristo, precisamos viver sóbria e piedosamente no mundo presente, "aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus" (Tt 2:13).

Cristo Se deu por nós "para nos remir de toda iniquidade e purificar para Si um povo Seu especial, zeloso de boas obras" (v. 14). Seu povo deve preservar suas características peculiares como representantes dEle. Há trabalho para cada um fazer. [...] Disse o apóstolo: "Nós não somos da noite, nem das trevas. Assim, pois, não durmamos como os demais; pelo contrário, vigiemos e sejamos sóbrios" (1Ts 5:5, 6) (Signs of the Times, 24 de junho de 1889).

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Preparando-se Para o Céu
Segunda, 30 de dezembro


Puseram-lhe, pois, sobre a cabeça um turbante limpo e o vestiram com trajes próprios. Zacarias 3:5

À medida que nos aproximamos dos perigos dos últimos dias, as tentações do inimigo tornam-se mais fortes e mais decididas. Satanás desceu com grande poder, sabendo que seu tempo é curto. Ele está operando "com todo engano de injustiça aos que perecem" (2Ts 2:10). Por meio da Palavra de Deus, é feita a nós a advertência de que, se fosse possível, ele enganaria os próprios eleitos.

Maravilhosos acontecimentos logo se desdobrarão perante o mundo. O fim de todas as coisas está próximo. O tempo de angústia está prestes a sobrevir ao povo de Deus. É então que sairá o decreto proibindo os que guardam o sábado do Senhor de comprar ou vender, e ameaçando-os de punição e mesmo de morte, se não observarem o primeiro dia da semana como o sábado. [...]

No tempo de angústia, Satanás instiga os ímpios, e eles cercam o povo de Deus para destruí-lo. Mas não sabe que foi escrito "perdão" ao lado de seus nomes nos livros do Céu. Não sabe que foi dada a ordem: "Tirai-lhes as vestes sujas", cobri-os de "outras vestes" e colocai neles "um turbante limpo sobre a cabeça" (Zc 3:4, 5).

Embora falemos da necessidade de nos separarmos do pecado, devemos nos lembrar de que Cristo veio ao nosso mundo para salvar pecadores, e que "também pode salvar totalmente os que por Ele se chegam a Deus". É nosso privilégio crer que Seu sangue pode nos purificar de toda mancha e mácula de pecado. Não devemos limitar o poder do Santo de Israel.

O Senhor quer que nos acheguemos a Ele assim como estamos: pecaminosos e corruptos. Seu sangue é eficaz. Rogo a vocês que não entristeçam Seu Espírito, continuando em pecado. Se caírem em tentação, não fiquem desanimados. Essa promessa tem ecoado até o nosso tempo: "Se alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo" (1Jo 2:1). Sinto que, por causa dessa promessa, deve irromper dos lábios humanos contínuo cântico de ação de graças. Juntemos essas preciosas joias da promessa. Quando Satanás nos acusar por nossa grande pecaminosidade e nos tentar a duvidar do poder de Deus para salvar, repitamos as palavras de Cristo: "O que vem a Mim, de modo nenhum o lançarei fora" (Jo 6:37) (Review and Herald, 19 de novembro de 1908).

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O Céu Agora e na Eternidade
Terça, 31 de dezembro


Tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança. Romanos 15:4

Temos senão um único período de graça para formar o caráter, e nosso destino depende do tipo de caráter que formamos. Os que na Terra formaram um caráter que, por meio da graça de Cristo, apresenta o modelo celestial, serão aperfeiçoados pela graciosa influência do Espírito Santo para receber a recompensa eterna. Tornam-se participantes da natureza divina [...]. Sabemos que nosso caráter deve ser semelhante ao de Cristo, para que seja um hino de louvor e gratidão a Deus [...].

Terão parte na vida eterna aqueles que reconhecem a bondade, a misericórdia e o amor de Cristo e pela contemplação são transformados à imagem dEle. Os atributos de seu caráter são como os de Cristo e não podem falhar na última prova para o povo de Deus. [...]

Se tivéssemos visto o Céu, iríamos desejar tê-lo aqui embaixo. Precisamos vivenciar o Céu antes de entrar nele. Temos que ter o Céu em nossa família, aproximando-nos de Deus, continuamente, por meio de Cristo [...]. A oração, que é a vida do espírito, ganha significado através de Cristo e corresponde ao voltar de nossa face em direção ao Sol da Justiça. Quando nos viramos para Ele, Ele Se volta para nós também. [...]

Pela oração sincera, simples e contrita, a relação da mente com o Céu fica cada vez mais forte. Nenhum outro meio de graça a pode substituir, e a saúde da alma ser conservada. A oração põe a alma em imediato contato com a Fonte da vida. Fortalece os nervos e músculos da vida religiosa, porque vivemos pela fé, vendo Aquele que é invisível. [...]

A Palavra de Deus é um celeiro espiritual de onde o coração pode extrair todos os nutrientes para ter vida. Ao examinar atentamente a Palavra de Deus, encontramos doutrinas, preceitos, promessas, admoestações, exortações e palavras de ânimo, que satisfarão as mais profundas necessidades da mente humana. Aqui [na Terra] o homem e a mulher de Deus podem ser perfeitamente capacitados para toda boa obra, porque "toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra" (2Tm 3:16, 17)
(Signs of the Times, 31 de julho de 1893).

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