terça-feira, 10 de dezembro de 2013

[meditacao_matinal] Meditacoes Dezembro 2014

 

Perto do Céu
EGW



Pôr do Sol no Colorado
Domingo, 1º de dezembro


Aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não Se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade. Hebreus 11:16

Durante a viagem de trem para a cidade de Denver, ficamos encantados ao contemplar um lindo pôr do sol do Colorado. O sol estava se pondo atrás das montanhas cobertas de neve, deixando os suaves raios de luz dourada colorir o céu. À medida que a mescla de cores era realçada e se estendia pelo firmamento, com indescritível beleza, parecia que os portões do Céu estavam entreabertos, permitindo a passagem do resplendor de sua glória. Os tons dourados eram cada vez mais fascinantes, como que nos convidando a imaginar a glória maior contida dos portões para dentro. [...] Se essa cena encantou de tal maneira nossos sentidos, muito mais encantadora será a plenitude da glória do próprio Céu. [...]

O Céu parecia estar muito próximo. [...] Ao se voltarem os olhos da deslumbrante glória do findar do dia, pudemos refletir que se contemplássemos mais o Céu através dos olhos da fé, haveria mais luz, mais paz e alegria ao longo de toda a jornada da vida. [...] Se os olhos da fé fossem elevados para avistar além do véu do futuro e discernir os sinais do amor e da glória de Deus na vida futura que nos é prometida, seríamos mais espirituais, e as belezas e as alegrias do Céu estariam presentes em nossa vida diária. Devemos estar preparados para desempenhar fielmente nossa obra nesta vida e na vida futura mais elevada. [...]

Nosso Pai celestial fixou glórias no firmamento dos céus para que o ser humano pudesse contemplar a expressão de Seu amor na revelação de Suas obras maravilhosas. Deus não deseja que sejamos indiferentes aos símbolos das glórias de Seu poder infinito no céu. Davi se deleitava em contemplar tais glórias. Compôs salmos que os cantores hebreus entoavam em louvor a Deus. "Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das Suas mãos. [...] Aí, pôs uma tenda para o sol, o qual, como noivo que sai dos seus aposentos, se regozija como herói, a percorrer o seu caminho" (Sl 19:1, 4, 5). [...]

Todas as forças de nosso ser, todos os meios de nossa existência e felicidade, todas as bênçãos dos cálidos raios de Sol e das refrescantes chuvas, que fazem com que a vegetação floresça, todo conforto e toda bênção desta vida provêm de Deus. Ele faz vir chuvas sobre justos e injustos. Os tesouros do Céu são concedidos a todos (Signs of the Times, 12 de dezembro de 1878).

O Exemplo de João Batista
Segunda, 2 de dezembro


Houve um homem enviado por Deus cujo nome era João. João 1:6

O nascimento de João Batista foi profetizado pelos profetas, e um anjo foi enviado para notificar Zacarias do acontecimento. O mensageiro celestial ordenou expressamente ao pai educar a criança em rigorosos hábitos de temperança. [...]

João não se sentia forte o bastante para enfrentar a grande pressão da tentação a que seria exposto ao misturar-se com a sociedade. Temia que seu caráter fosse moldado de acordo com os costumes prevalecentes entre os judeus. Escolheu se separar do mundo e fazer do deserto seu lar. [...] Longe de se sentir solitário, deprimido ou melancólico, desfrutou sua vida de simplicidade e isolamento. Seus hábitos de temperança evitaram que seus sentidos fossem pervertidos. [...]

João tinha uma obra especial a fazer para Deus. Seu dever era lidar com o pecado e a insensatez do povo. A fim de se preparar para essa importante obra pública, era preciso que se qualificasse em isolamento, buscando o conhecimento celestial. Deveria meditar e orar e, através do estudo, familiarizar-se com as profecias e com a vontade de Deus. Longe da agitação do mundo, cujos cuidados e prazeres sedutores distrairiam sua mente e perverteriam seus pensamentos e imaginações, fechou-se com Deus e a natureza. [...] Por meio de seus rigorosos hábitos de temperança, ele assegurou para si saúde física, mental e moral. [...]

João se habituou às privações e durezas, para que fosse capaz de se levantar entre o povo de forma tão imutável pelas circunstâncias como as rochas e as montanhas do deserto que o circundaram por trinta anos. Uma grande obra estava perante ele, e era necessário que formasse um caráter que não se desviasse do direito e do dever por qualquer influência circundante. [...]

João é um exemplo para [...] o povo destes últimos dias, a quem foram confiadas verdades importantes e solenes. Deus deseja que Seu povo seja temperante em todas as coisas. Deseja que note a necessidade da negação do apetite a fim de manter as paixões sob o controle da razão. Isso é necessário para que tenha força e clareza mental para discernir entre o certo e o errado, entre a verdade e o erro. Há uma obra para cada um [...] realizar na vinha do Senhor, e Ele quer que estejamos prontos para desempenhar nossa parte habilmente (Youth's Instructor, 7 de janeiro de 1897).

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Uma Voz no Deserto
Terça, 3 de dezembro


Este é o referido por intermédio do profeta Isaías: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. Mateus 3:3

A pregação de João Batista gerou intensa agitação. No início de seu ministério, o interesse religioso era muito baixo. A superstição, a tradição e as fábulas haviam confundido a mente do povo, e o caminho da justiça não era compreendido. Zelosas para obter tesouros e honras mundanas, as pessoas haviam se esquecido de Deus. [...]

O ensino de João fez brotar no coração de muitos um grande desejo de participar das bênçãos que Cristo traria, e esses receberam a verdade. Reconheceram a necessidade de reforma. Não deveriam apenas tentar passar pelo portão estreito, mas se esforçar e lutar a fim de receber as bênçãos do evangelho. Nada a não ser o desejo veemente, a vontade determinada e o propósito firme poderia resistir às trevas morais que cobriam a Terra com o manto da morte. A fim de obter as bênçãos que era seu privilégio receber, deveriam trabalhar arduamente, negar o eu.

A obra de João Batista representa a obra para este tempo. Seu trabalho e o trabalho dos que nos últimos dias saem no espírito e poder de Elias para despertar as pessoas de sua apatia são idênticos em muitos aspectos. Cristo virá a segunda vez para julgar o mundo com justiça. Os mensageiros de Deus que levam a mensagem de advertência ao mundo devem preparar o caminho para o segundo advento, assim como João preparou o caminho para o primeiro advento. Se o reino do céu foi atacado violentamente nos dias de João, será atacado agora também. Hoje, as bênçãos do evangelho devem ser obtidas da mesma forma. Se as formas e cerimônias não tinham valor para eles, uma forma de piedade sem o poder também não terá qualquer valia hoje.

Há duas forças atuando. De um lado, Satanás está trabalhando com todas as forças para contra-atacar a influência do poder de Deus. Por outro lado, Deus opera por meio de Seus servos para levar as pessoas ao arrependimento. Quem irá prevalecer? Satanás, sabendo que tem pouco tempo, desceu com grande poder e trabalha com todo o engano da injustiça para os que perecem. Todo artifício que puder empregar está usando para impedir que cheguem à luz. As vitórias obtidas sobre o eu e o pecado são ganhas com o prejuízo do inimigo, e ele não permitirá que desfrutemos as bênçãos de Deus sem fazer determinados esforços para nos impedir (Youth's Instructor, 17 de maio de 1900).

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Precursor de Cristo
Quarta, 4 de dezembro


Irá adiante do Senhor no espírito e poder de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado. Lucas 1:17

Em João Batista, levantou Deus um mensageiro para preparar o caminho do Senhor. Ele deveria apresentar ao mundo um testemunho inabalável, ao reprovar e denunciar o pecado. [...] João não tinha sido educado nas escolas dos rabis. Ele não obtivera qualquer cultura humana. [...]

Porém, para preparar o caminho adiante de Cristo, era necessário alguém que fosse bastante ousado para fazer sua voz ouvida como os profetas de outrora, chamando a nação degenerada ao arrependimento. E a voz de João erguia-se como uma trombeta. Sua comissão era: "Anuncia ao Meu povo a sua transgressão e à casa de Jacó, os seus pecados" (Is 58:1). [...]

Neste século, justamente antes da segunda vinda de Cristo nas nuvens do céu, o Senhor chama homens e mulheres para que sejam fervorosos e preparem um povo que subsista no grande dia do Senhor. O Senhor tem estado a dar mensagens a Seu povo, mediante os instrumentos de Sua escolha. Ele quer que todos deem atenção às admoestações e advertências que envia. A mensagem que precedeu o ministério público do Filho de Deus foi: Arrependei-vos, publicanos; arrependei-vos, fariseus e saduceus, "porque é chegado o reino dos Céus" (Mt 3:2). Nossa mensagem não deve ser de "paz e segurança" (1Ts 5:3). Como um povo que acredita na próxima vinda de Cristo, temos uma obra a fazer, uma mensagem a apresentar: "Prepara-te [...] para te encontrares com o teu Deus" (Am 4:12). Devemos erguer o estandarte e dar a terceira mensagem angélica. Nossa mensagem precisa ser tão direta como o foi a de João. Ele repreendia reis por sua iniquidade. Apesar de sua vida estar em risco, a verdade não lhe esmoreceu nos lábios. É necessário que nossa obra para este século seja feita com igual fidelidade. [...]

Olhem para o quadro que o mundo apresenta hoje. [...] A luz concedida, convidando ao arrependimento, tem sido excluída pela densa nuvem de incredulidade e oposição criada por planos e invenções humanos. [...]

Criam convicções os fervorosos apelos apoiados em orações que partem do coração de um mensageiro que nisso põe toda a alma. [...] Todo aquele que conhece o único Deus vivo e verdadeiro conhecerá a Jesus Cristo, o unigênito Filho de Deus, e pregará a Jesus Cristo, e Ele crucificado (Review and Herald, 1º de novembro de 1906).

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Como nos Dias de Noé
Quinta, 5 de dezembro


Viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a Terra. Gênesis 6:5

Os habitantes do mundo de hoje são representados pelos que viviam na Terra durante a época do dilúvio. A impiedade dos habitantes do velho mundo é abertamente declarada: "E viu o Senhor que a maldade

do homem se multiplicara sobre a Terra e que toda imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente" (Gn 6:5, ARC). Deus Se cansou dessa gente cujos pensamentos eram só de prazer e satisfação própria. Não buscavam o conselho de Deus, que os criara, nem se importavam em fazer a vontade dEle. A repreensão de Deus estava sobre eles por seguirem continuamente os desejos de seu coração. Havia violência na Terra. "Então arrependeu-­Se o Senhor de haver feito o homem sobre a Terra" (v. 6, ARC).
Em seus ensinos, Cristo fez menção àquele tempo: "Pois assim como foi nos dias de Noé", Ele disse, "também será a vinda do Filho do Homem" (Mt 24:37). [...]

Os antediluvianos tinham a advertência que lhes fora dada antes de sua ruína, mas a advertência não foi atendida. Eles se recusaram a ouvir as palavras de Noé, zombaram de sua mensagem. Pessoas justas viveram naquela geração. Antes da destruição do mundo antediluviano, Enoque deu seu testemunho resolutamente. Em visão profética, viu a condição do mundo no tempo presente. Ele disse: "Eis que é vindo o Senhor com milhares de Seus santos, para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade que impiamente cometeram e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra Ele. Estes são murmuradores, queixosos da sua sorte, andando segundo as suas concupiscências, e cuja boca diz coisas mui arrogantes, admirando as pessoas por causa do interesse" (Jd 14-16, ARC). [...]

Uma vida fervorosa é o que Deus requer. Podem os pastores ter pouco conhecimento dos livros, porém, se fazem o melhor que lhes é possível com seus talentos, se trabalham segundo suas oportunidades, se revestem suas declarações da linguagem mais simples e clara, se são homens humildes, que andam cuidadosa e humildemente, buscando sabedoria do Alto, trabalhando de coração para Deus, atuando por um motivo predominante – amor por Cristo e pelas pessoas por quem Ele morreu –, serão escutados mesmo por pessoas de capacidade e talentos superiores. Haverá atração na simplicidade das verdades que eles apresentam (Review and Herald, 1º de novembro de 1906).

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Construa uma Arca
Sexta, 6 de dezembro


Faze uma arca de tábuas de cipreste. Gênesis 6:14

É da natureza do pecado espalhar-se e aumentar. Desde o pecado original de Adão, de geração a geração, ele se tem espalhado como uma doença contagiosa. O ódio à lei de Deus, que resulta em ódio a todo o bem, tornou-­se universal. O mundo ainda estava em sua infância. Havia pouco tempo, o pecado tinha sido introduzido, mas logo se tornou temível em suas proporções, até tomar conta de todo o mundo. Deus, que havia criado o ser humano e lhe concedido as liberais dádivas da Sua providência, foi menosprezado e desdenhado pelos recebedores de Seus dons. [...] Mas, embora o pecador tivesse se esquecido de seu bondoso Benfeitor, Deus não virou as costas para deixar que perecesse em sua violência e crime sem apresentar diante dele a maldade e os resultados da transgressão de Sua lei. Ele enviou também mensagens de advertência e súplica. [...]

Deus, a quem o homem havia menosprezado e desonrado, abusando de seu benevolente e gracioso amor, ainda Se compadeceu da humanidade. Em Seu amor, providenciou um refúgio a todos os que O aceitassem. Foi ordenado que Noé construísse uma arca e, ao mesmo tempo, pregasse que Deus traria um dilúvio sobre a Terra para destruir os ímpios. Aqueles que cressem na mensagem e se preparassem para esse evento, mediante arrependimento e reforma, encontrariam perdão e seriam salvos. Deus não removeu Seu Espírito da humanidade sem antes advertir a respeito dos resultados inevitáveis de seu curso na transgressão da lei. [...]

O Espírito de Deus continuou a agir no ser humano rebelde até que o tempo indicado houvesse quase expirado, e então Noé e sua família entraram na arca, e a mão de Deus fechou a porta. A misericórdia havia descido de seu trono dourado para não mais interceder pelo pecador culpado.

Apesar de Deus ter buscado trazer os pecadores para Si pela convicção de Seu Espírito Santo, em sua rebelião eles se afastavam de Deus e continuamente resistiam aos apelos do infinito amor. Noé se levantou com nobreza no meio de um mundo que desrespeitava a Deus e condescendia com todas as formas de desregramento excessivo, as quais levaram à violência e a crimes de toda espécie. [...] Que espetáculo ao mundo foi o fato de Noé permanecer ligado a Deus, por sua obediência, em contraste com o mundo (Signs of the Times, 20 de dezembro de 1877).

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Obediência Inabalável
Sábado, 7 de dezembro


Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus. Gênesis 6:9

Como era simples [...] a fé manifestada por Noé. [...] Sua fé se aperfeiçoou pelas obras. Ele deu ao mundo o exemplo de crer precisamente naquilo que Deus diz. Ao começar, sob a orientação de Deus, a construir aquele imenso barco em terra seca, vinham de todos os lados multidões para ver a estranha cena e ouvir as palavras sinceras e fervorosas desse homem singular. Ele parecia crer em cada palavra que pronunciava. [...] Um poder acompanhava as palavras de Noé, pois era a voz de Deus aos homens, através de Seu servo. Alguns ficaram profundamente convencidos. Teriam atendido às palavras de aviso, mas tantos havia para zombar e ridicularizar, que eles partilharam do mesmo espírito, resistiram aos convites da misericórdia e logo se acharam entre os mais ousados e arrogantes escarnecedores. Ninguém é tão descuidado e tão longe vai no pecado como aqueles que uma vez tiveram a luz, mas resistiram ao convincente Espírito de Deus. Mas, em meio ao desdém e à zombaria popular, em meio à impiedade e desobediência universais, ele se distinguiu por sua santa integridade e inabalável fidelidade. [...] Ele estava no mundo, mas não era do mundo. Noé se tornou objeto de descaso e ridículo por sua firme lealdade às palavras de Deus. [...]

Enquanto a voz de Deus, por meio de Noé, fazia-se ouvir em súplicas e advertências em condenação ao pecado e à iniquidade, Satanás não cochilava, mas passava em revista suas hostes. [...] Noé foi testado e provado.

A oposição se apresentava por meio dos grandes homens do mundo, dos filósofos, homens da ciência, como assim diziam, que tentavam mostrar que sua mensagem não poderia ser verdadeira. Porém, sua voz não poderia ser silenciada e, em cento e vinte anos, palavras de advertência continuaram a ser ouvidas em sinceridade e determinação, sustidas por seu intenso trabalho na arca. [...] O Espírito de Deus apelava ao povo para levá-lo a aceitar a verdade e crer nela, porém, as sugestões de Satanás também eram consideradas, e os corações maus estavam mais inclinados a se harmonizar com os sofismas do pai da mentira do que com os apelos do infinito amor. Manifestavam sua indiferença e descaso aos solenes avisos de Deus, continuando a agir da mesma forma como agiam antes de ser-lhes dado o aviso. [...]

Os dias de Noé, Cristo nos diz, foram como os dias que antecederão Seu aparecimento nas nuvens do céu (Signs of the Times, 20 de dezembro de 1877).

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O Fim da Paciência
Domingo, 8 de dezembro


Disse o Senhor: O Meu Espírito não agirá para sempre no homem. Gênesis 6:3

Nos dias de Noé, nem todas as pessoas eram completamente ímpias e idólatras. [...] Aqueles que professavam ter conhecimento de Deus eram os que exerciam maior influência e assumiam a liderança em tornar de nenhum efeito as palavras proferidas a eles por Noé. Eles não apenas rejeitaram a mensagem do fiel pregador da justiça, como também usaram sua influência para impedir que outros fossem obedientes a Deus. [...]

O mundo antediluviano pensava que durante séculos as leis da natureza tinham permanecido estagnadas. As estações, periódicas, tinham vindo em sua ordem. Os rios jamais haviam passado seus limites, mas com segurança tinham levado suas águas para o mar. Preestabelecidos decretos tinham impedido as águas de transbordarem. Mas esses argumentadores não reconheciam a mão dAquele que conteve as águas, dizendo: "Até aqui virás, e não mais adiante" (Jó 38:11). [...] Racionalizavam naquele tempo do mesmo modo que as pessoas racionalizam hoje, como se a natureza estivesse acima do Deus da natureza, e se seus caminhos fossem tão estáveis que o próprio Deus não pudesse mudá-los. Assim, faziam parecer à mente das pessoas que as mensagens de Deus eram uma ilusão, um grande engano, argumentando que, se a mensagem de Noé estivesse correta, a natureza sairia de seu curso. [...]

A natureza humana nos dias de Noé, sem a influência do Espírito de Deus, é a mesma de nossos dias. Em suas declarações e representações, Jesus reconhece o Gênesis como palavras da Inspiração. Muitos admitem que o Novo Testamento seja divino, enquanto não demonstram especial consideração pelas Escrituras do Antigo Testamento. Mas esses dois grandes livros não podem ser separados. Apóstolos inspirados que escreveram o Novo Testamento continuamente remetem ao Antigo Testamento a mente daqueles que examinam as Escrituras. Cristo dirige ao Antigo Testamento a mente de todas as gerações, presentes e futuras. Refere-Se a Noé como uma pessoa literal, que existiu. Refere-Se ao dilúvio como um fato histórico. Apresenta os traços daquela geração como características do tempo em que vivemos. Aquele que é a Verdade e a Vida antecipou as dúvidas e questionamentos das pessoas com relação ao Antigo Testamento, afirmando ser este de origem divina (Signs of the Times, 20 de dezembro de 1877).

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O Dia de Deus
Segunda, 9 de dezembro


O sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus. Êxodo 20:10

Quando Deus criou o mundo e nele colocou o ser humano, dividiu o tempo em períodos de sete dias. Seis dias Ele nos deu para nosso próprio uso [...]. Mas Ele reservou um dia para Si. Descansando no sétimo dia, o abençoou e santificou. Portanto, o sétimo dia deveria ser considerado como dia de descanso do Senhor, para ser observado de forma sagrada como memorial de Sua obra de criação. Não foi o primeiro, segundo, terceiro, quarto, quinto nem sexto dia, aquele que foi santificado ou separado para um santo propósito. Foi no sétimo dia que o Senhor descansou. [...]

Quando a lei foi dada no Sinai, o sábado foi colocado no meio dos preceitos morais, no centro do decálogo. Mas a instituição do sábado não foi feita ali pela primeira vez. O quarto mandamento tem sua origem na Criação.

O dia de descanso do Criador foi guardado por Adão, no santo Éden, e pelos homens de Deus na era patriarcal. Durante o longo cativeiro de Israel no Egito, sob o senhorio de homens que não conheciam a Deus, eles não puderam guardar o sábado. Assim, Deus os tirou de lá e os levou a um lugar em que pudessem se lembrar de Seu santo dia. [...]

Um milagre triplo ocorria em honra ao sábado, mesmo antes de a lei ser dada no Sinai. O maná caía em dobro no sexto dia, não caía nada no sábado e a porção necessária para o sábado era preservada doce e pura, enquanto que se fosse guardada em qualquer outro dia, tornava-se imprópria para alimento. Ali estava uma evidência conclusiva de que o sábado havia sido instituído na Criação, quando foram lançados os fundamentos da terra, quando as estrelas da manhã juntas cantavam e todos os filhos de Deus davam brados de alegria. Sua santidade permanece inalterada e continuará assim até o fim dos tempos. Desde a Criação, cada preceito da lei divina tem sido obrigatório ao ser humano e observado pelos que temem ao Senhor. A doutrina de que a lei de Deus foi abolida é um dos artifícios de Satanás para levar a humanidade à ruína. [...]

Os santos oráculos foram especificamente confiados aos judeus. Não ser israelita era não pertencer ao povo favorecido de Deus. [...] Agora o profeta declara que o estrangeiro que amar e obedecer a Deus desfrutará dos privilégios que pertenciam exclusivamente ao povo escolhido (Signs of the Times, 28 de fevereiro de 1884).

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O Espírito do Sábado
Terça, 10 de dezembro


Bem-aventurado o homem [...] que se guarda de profanar o sábado e guarda a sua mão de cometer algum mal. Isaías 56:2

O profeta Isaías, antecipando a dispensação evangélica, expõe da maneira mais impressionante o mandamento do sábado e as bênçãos que acompanham sua observância. [...]

Anteriormente, a circuncisão e a estrita observância da lei cerimonial tinham sido a condição sob a qual gentios podiam ser admitidos na congregação de Israel, mas essas distinções deveriam ser abolidas pelo evangelho. "Todos os que guardarem o sábado, não o profanando, e os que abraçarem o Meu concerto, também os levarei ao Meu santo monte e os festejarei na Minha Casa de Oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no Meu altar, porque a Minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos" (Is 56:6, 7). [...]

Uma vez mais, depois de reprovar o egoísmo, a violência e a opressão dos israelitas, e exortá-los a praticar obras de justiça e misericórdia, Ele declara: "Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no Meu santo dia; se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então, te deleitarás no Senhor. Eu te farei cavalgar sobre os altos da Terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do Senhor o disse" (Is 58:13, 14). [...]

Essa profecia permaneceu por séculos até a época em que o homem do pecado tentou anular um dos preceitos da lei de Deus, lançando por terra o sábado original de Jeová. Em seu lugar, exaltou um de sua autoria. [...]

Há duas instituições fundadas no Éden que não se perderam com a queda – o sábado e o relacionamento matrimonial. Eles foram levados pelo ser humano ao sair pelas portas do Paraíso. Quem ama e observa o sábado e mantém a pureza da instituição do casamento prova ser amigo da humanidade e amigo de Deus. Todos aqueles que, por preceito ou exemplo, depreciem as obrigações para com essas sagradas instituições são inimigos de Deus e do ser humano. Estão usando sua influência e talentos dados por Deus para trazer um estado de confusão e corrupção moral (Signs of the Times, 28 de fevereiro de 1884).

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O Sábado Bíblico
Quarta, 11 de dezembro


Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus. Mateus 4:4

Cristo resistiu às tentações do inimigo com a única arma com que o soldado da cruz pode ser bem-sucedido: "Está escrito." Onde? No Antigo e no Novo Testamento. Com tais palavras, devemos nos defender e advertir outros, expondo-lhes a Palavra da vida.

Muitos não compreendem que o domingo não é o sábado do quarto mandamento. Em sua astúcia, Satanás encobre esse fato e apresenta um dia comum como sendo sagrado, para que o mundo inteiro se torne culpado diante de Deus pela transgressão. Muitos ignoram totalmente que não estão guardando o quarto mandamento. É fundamental que todos busquem a verdade no divino Manual, para que possam chegar a uma conclusão sobre o que o Senhor diz a respeito dessa questão. As pessoas falam muito, mas não podemos fundamentar nossa fé nas palavras de ninguém. Há dois lados nessa questão. O Deus do Céu apresenta Sua lei, e Satanás expõe seu sábado falso. [...]

O domingo é filho do papado. Ele foi adotado e sustentado pelo mundo protestante como uma exigência genuína de Jeová, mas não há fundamento para isso na Palavra de Deus. O mundo cristão é testado por sua relação com essa questão. Deus impressiona o ser humano a estudar as Escrituras em busca de evidências que apoiem a guarda do domingo. Aqueles que buscam a verdade com desejo de encontrá-la verão que têm se apoiado em uma antiga tradição e aceitado uma instituição do papado. [...]

Somos responsáveis somente pela luz que incide sobre nós. Os mandamentos de Deus e os testemunhos de Jesus estão nos servindo de prova. Se formos fiéis e obedientes, Deus Se deleitará em nós e nos abençoará como Seu povo escolhido e peculiar. Quando existirem em abundância fé, amor e obediência perfeitos, atuando no coração dos que são seguidores de Cristo, eles possuirão poderosa influência. Deles brotará luz, dissipando as trevas que os rodeiam, purificando e elevando todos quantos se achegarem à sua esfera de sua influência, e levando ao conhecimento da verdade todos os que estiverem dispostos a ser esclarecidos e a seguir na trilha humilde da obediência.

Grandes bênçãos são prometidas aos que guardam o santo sábado de Deus (Review and Herald, 13 de julho de 1897).

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Dia de Fazer o Bem
Quinta, 12 de dezembro


Sucedeu que, em outro sábado, entrou Ele na sinagoga e ensinava. Ora, achava-se ali um homem cuja mão direita estava ressequida. Lucas 6:6

"Os escribas e fariseus observavam-No, procurando ver se Ele faria uma cura no sábado, a fim de acharem de que O acusar. Mas Ele, conhecendo-­lhes os pensamentos, disse ao homem da mão ressequida: Levanta-te e vem para o meio; e ele, levantando-se, permaneceu de pé. Então, disse Jesus a eles: Que vos parece? É lícito, no sábado, fazer o bem ou o mal? Salvar a vida ou deixá-la perecer?" (Lc 6:7-9). [...] Cristo resolveu a questão que Ele mesmo levantou. Declarou ser lícito realizar uma obra de misericórdia e necessidade. "É lícito", Ele disse, "nos sábados, fazer o bem" (Mt 12:12). [...]

Diversas vezes, os mestres haviam declarado ao povo, e de fato era uma de suas máximas, que deixar de fazer o bem, quando se tinha oportunidade, era o mesmo que fazer o mal. Abster-se de salvar a vida, quando estava em seu alcance assim fazê-lo, era tornar-se culpado de assassinato. [...] Estavam-Lhe caçando a vida com amargo ódio, ao passo que Ele salvava a vida e trazia felicidade às multidões. Seria melhor matar no sábado, como estavam planejando, do que curar o aflito, como Ele havia feito? Seria mais justo ter o homicídio no coração, durante o santo dia de Deus, do que revelar amor para com todas as pessoas – amor que se exprime em atos de misericórdia? [...]

Os líderes discutiram entre si o que fariam para se livrar desse destemido advogado da justiça, cujas palavras e obras estavam afastando o povo dos mestres de Israel. Apesar da influência contrária que exerciam, eles declararam: "Eis aí vai o mundo após Ele" (Jo 12:19). Pensavam, porém, que o poder e a popularidade conduziriam as coisas conforme desejavam, e aconselharam-se para definir como fariam para destruí-Lo.

Vemos a mesma coisa acontecer hoje. Aqueles que transgridem a lei de Deus, anulando os mandamentos divinos por meio de suas tradições, perseguem com reprovações e acusações os servos que Deus enviou com uma mensagem para corrigir suas iniquidades. Determinam-se a removê-los, a fim de silenciar a voz deles para sempre, em vez de abandonar os pecados que incitaram a repreensão de Deus (Review and Herald, 10 de agosto de 1897).

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O Preparo Para a Vinda de Jesus
Sexta, 13 de dezembro


Aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus. Tito 2:13

Jesus em breve voltará. Nós, que cremos nessa verdade solene, devemos advertir o mundo. Devemos mostrar por meio de nossa roupa, de nossas conversas e de nossas ações que nossa mente está fixada em algo melhor do que os negócios e prazeres desta vida efêmera. Somos senão peregrinos e estrangeiros aqui. Devemos dar evidência de que estamos prontos, aguardando o aparecimento de nosso divino Senhor. Prezado leitor, permita que o mundo veja que você está a caminho de uma terra melhor – para uma herança imortal que nunca terá fim. Você não se pode permitir dedicar a vida para as coisas deste mundo. Sua preocupação deve estar em se preparar para o lar que o aguarda no reino de Deus.

Como devemos nos preparar? Levando nossos apetites e paixões em sujeição à vontade de Deus e demonstrando em nossa vida os frutos da santidade. Devemos praticar a justiça, amar a beneficência e andar humildemente com Deus. Devemos deixar Cristo entrar em nosso coração e em nosso lar. Nossa felicidade depende do cultivo do amor, da compaixão e da verdadeira cortesia de uns para com os outros. [...]

Nossa vida deve ser consagrada ao bem e à felicidade dos outros, como foi a de nosso Salvador. Essa é a alegria dos anjos e o trabalho em que eles estão envolvidos. O espírito do amor abnegado de Cristo é o espírito que existe no Céu e a essência da alegria que existe ali. Esse deve ser nosso espírito, se desejamos estar em condições de fazer parte da sociedade das hostes angelicais. À medida que o amor de Cristo nos enche o coração e nos rege a vida, o egoísmo e o amor da comodidade serão vencidos. Nosso prazer consistirá em fazer a vontade de nosso Senhor, a quem esperamos ver em breve. [...]

Devemos fazer o certo porque é certo, não para evitar a punição ou por medo de alguma grande calamidade que possa nos sobrevir. Desejo fazer o certo pelo prazer que tenho na justiça. Podemos encontrar muita felicidade em fazer o bem aqui, muita satisfação em fazer a vontade de Deus, muito prazer em receber Sua bênção. Mostremos, portanto, que somos homens e mulheres de bom senso, escolhendo nossa parte não com este mundo, mas naquele que há de vir. Permaneçamos em nosso posto, fiéis na execução de cada dever, tendo nossa vida escondida com Cristo em Deus, pois "logo que o Supremo Pastor Se manifestar, [receberemos] a imarcescível coroa da glória" (1Pe 5:4) (Signs of the Times, 10 de novembro de 1887).

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Nosso Dever
Sábado, 14 de dezembro


Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor. Romanos 12:11

O presente dever de todo verdadeiro filho de Deus é aguardar pacientemente, vigiar atentamente e trabalhar fielmente até a vinda do Senhor, para que estejamos preparados para esse solene evento. As características do verdadeiro seguidor de Cristo, o homem perfeito em Cristo Jesus, serão manifestadas no trabalho, na vigilância e na espera de nosso Senhor. Eles não se dedicarão apenas à contemplação e à meditação, nem estarão tão absortos com os trabalhos a ponto de negligenciar o exercício da piedade pessoal. Mas, para os cristãos simétricos, a devoção pessoal estará associada ao trabalho zeloso. Os seguidores de Cristo não serão indolentes em suas atividades. Eles serão "fervorosos no espírito; servindo ao Senhor". [...]

O Senhor em breve voltará e, por essa razão, precisamos de escolas, não para que sejamos educados segundo a ordem do mundo, mas para que nossas instituições de ensino sejam como as escolas de profetas – locais em que possamos aprender a vontade de Deus e alcançar os mais altos ramos da ciência, para que possamos compreender melhor a Deus e Suas obras, e o caráter de Jesus Cristo a quem Ele enviou. [...] O povo de Deus deve adquirir mais e mais habilidade e experiência, pois haverá aumento de trabalho para todos, especialmente para os homens em posição de confiança. Ao nos aproximarmos do fim, Satanás será movido a empregar esforço intenso para derrotar todos os que se opuserem à sua exigência de autoridade suprema sobre a Terra, e o povo de Deus deve estar preparado para o conflito. Deus requer o pleno exercício de todas as habilidades que Ele concedeu aos seres humanos para que possam realizar, dentro de suas capacidades naturais e cultivadas, tudo que lhes é possível realizar. [...] Os seguidores de Cristo não podem abandonar o posto do dever sem trair os sagrados depósitos, sem colocar em risco a salvação da própria vida e da vida de outros. [...]

Ao apresentar Cristo aos discípulos a grande obra a ser realizada e prometer-lhes o dom do Espírito Santo, ansiaram saber se então veriam o cumprimento da esperança acalentada por tanto tempo. Eles perguntaram: "Senhor, restaurarás Tu neste tempo o reino a Israel?" O Senhor repreendeu a curiosidade deles e disse: "Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo Seu próprio poder" (At 1:6, 7) (General Conference Bulletin, 4º trimestre de 1896, p. 764).

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Representantes de Cristo
Domingo, 15 de dezembro


Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela Sua exclusiva autoridade. Atos 1:7

[Aos discípulos não foi revelado o dia nem a hora da segunda vinda de Cristo.] Havia apenas uma coisa que podiam entender: receberiam poder depois que o Espírito Santo fosse derramado sobre eles. Então seriam testemunhas de Cristo. Toda a ansiosa curiosidade de saber o tempo determinado é repreendida. Não compete ao ser humano saber a respeito disso. Não devemos ficar ansiosos com as coisas que o Senhor não nos confiou, mas manteve em Sua posse, sem revelá-las. No entanto, o derramamento de Seu Espírito nos foi prometido. Podemos aguardar confiantemente o cumprimento dessa promessa [...], pois não podemos fazer nada em favor da salvação de outros sem esse agente celestial. [...]

Ao aproximar-se rapidamente o fim, devemos manter em mente a espiritualidade da lei e a total inutilidade de uma obediência formal e cerimonial aos mandamentos, pertencente à religião legalista. Os princípios eternos da verdade devem ser exaltados. O caráter santo e paternal de Deus deve ser apresentado a todos. Nossa obrigação em nossas ações diárias deve ser revelada para que possamos entender nossa relação com Deus e de um para com o outro, pois devemos cuidar do próximo como alguém de quem prestaremos conta.
Devemos apresentar ao povo não as imaginações humanas, não seus planos e conclusões, mas a graça de Deus no dom de Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crer, não pereça, mas tenha vida eterna. Devemos exaltar a Jesus, para que Ele possa atrair as pessoas a Si.

Como é difícil para Cristo colocar a ideia correta da natureza espiritual de Seu reino na mente de Seus discípulos. Como é difícil para eles reconhecer a necessidade da oração constante, do arrependimento sincero, da conquista cada vez maior da perfeição de caráter, que é o sal da experiência cristã e a evidência da operação do Espírito Santo no coração. [...]

Que todos executem agora seu dever, trabalhando ativamente com Jesus Cristo. Representem Jesus por seu exemplo de piedade cristã, para que a graça de Cristo possa parecer como ela é: bela, atrativa, harmoniosa e sempre coerente. A vida embelezada pela santidade não é de ociosa contemplação, mas uma vida repleta de intenso trabalho em favor do Mestre, cuja luz brilha mais e mais até ser dia perfeito (General Conference Bulletin, 4º trimestre de 1896, p. 764, 765).

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Ação Decisiva
Segunda, 16 de dezembro


Negociai até que eu volte. Lucas 19:13

Como adventistas do sétimo dia, temos uma obra a fazer ao testemunhar de Cristo. [...] Sendo que o Senhor em breve voltará, comece a agir de forma resoluta e determinada, e com profundo interesse a fim de ampliar as estruturas [institucionais], para que uma grande obra seja feita em pouco tempo.

Os que se aliaram ao mundo devem aceitar o convite do Senhor: "Retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras" (2Co 6:17). [...] Os raios brilhantes do Sol da Justiça devem brilhar sobre você, para que você seja embelezado com a santidade.

Devemos dizer agora que não há necessidade de uma estrutura? De que tudo o que precisamos é de fé? A fé genuína é um princípio operante, e o trabalho se revelará como uma prova desse agente no coração. Redobre seus esforços, redobre sua força de trabalho. [...]

Uma grande obra precisa ser efetuada em todas as partes do mundo. Como o fim está perto, ninguém deve deduzir que não é necessário um esforço especial para edificar as diversas instituições que a Causa requer. [...] Todos devem trabalhar, mas o fardo mais pesado de responsabilidade recai sobre os que possuem maior talento, mais recursos e mais abundantes oportunidades. Seremos justificados pela fé e julgados por nossas obras.

Quando o Senhor nos ordenar que não façamos mais esforço nenhum para estabelecer escolas, construir sanatórios e instituições para abrigar os órfãos, os destituídos de lar e para oferecer conforto aos ministros desgastados, terá chegado o tempo de cruzarmos os braços e deixar que Ele termine a obra. Mas agora temos a oportunidade de manifestar nosso zelo pelo Senhor. [...]
Além de tudo isso, Deus convida missionários nacionais. Que todo seguidor de Cristo negue o eu, exalte a cruz e gaste bem menos recursos para a satisfação egoísta, de modo que existam agentes vivos e operantes em todas as igrejas. Uma fé que abranja menos do que isso negará o caráter cristão. A fé do evangelho é aquela cujo poder e graça vêm de Deus. Tornemos manifesto que Cristo permanece em nós, deixando de gastar dinheiro com vestuário ou coisas desnecessárias, enquanto a causa de Cristo definha por falta de meios, pois existem nas igrejas dívidas não liquidadas e a tesouraria se encontra vazia. "Pelos seus frutos os conhecereis" (Mt 7:20). Não seguiremos o exemplo dAquele que em nosso favor Se fez pobre, para que por meio de Sua pobreza fôssemos feitos ricos? (General Conference Bulletin, 4º trimestre de 1896, p. 765-768).

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Seguindo o Modelo
Terça, 17 de dezembro


Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas. Apocalipse 22:14, ACF

Se desejamos entrar no Céu, devemos nos esforçar para introduzir em nossa vida terrena tudo o que estiver relacionado ao Céu. A religião de Cristo nunca rebaixa aquele que a recebe. Ela exercerá uma influência celestial sobre a mente e as maneiras das pessoas. Quando a Palavra de Deus encontra acesso ao coração daqueles que são rudes e grosseiros, inicia-se um processo de refinamento do caráter, e os que perseveram se tornam humildes e receptivos ao ensino, como as criancinhas. [...] Eles se tornarão pedras vivas no templo de Deus. São esculpidos, polidos e cinzelados a fim de se adequarem à construção divina. Os que são naturalmente cheios de amor próprio se tornam mansos e humildes. Há uma mudança de caráter, e são transformados pela renovação da mente e pela regeneração do Santo Espírito.

No princípio, disse Deus: "Façamos o homem à Nossa imagem, conforme a Nossa semelhança" (Gn 1:26). Mas o pecado tem quase apagado a imagem moral de Deus na humanidade. Em meio a essa condição lamentável não haveria chance de mudança ou esperança [para nós] se Jesus não tivesse vindo ao nosso mundo para ser o Salvador e Exemplo do ser humano. Em meio à degradação moral do mundo, Ele Se levanta, de caráter belo e imaculado,

o Modelo para a imitação humana. Devemos estudar, copiar e seguir o Senhor Jesus Cristo, então introduziremos a amabilidade de Seu caráter em nossa vida [...]. Por meio de Cristo, podemos adquirir o espírito de amor e obediência aos mandamentos de Deus. Por meio de Seus méritos, esse espírito pode ser restaurado em nossa natureza caída. Quando o tribunal se assentar em juízo e se abrirem os livros, receberemos a aprovação de Deus.

João viu a cidade santa, a Nova Jerusalém, com doze portas de pérola e doze fundamentos de pedras preciosas, que descia do Céu, da parte de Deus. [...] Todo aquele que entrar por aquelas portas e caminhar por aquelas ruas terá sido transformado e purificado aqui pelo poder da verdade, e a coroa de glória imortal adornará a fronte do vencedor.

As nações que guardaram a verdade entrarão, e a voz do Filho de Deus pronunciará as cordiais boas-vindas: "Bem-aventurados aqueles que guardam os Seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida" (Signs of the Times, 22 de dezembro de 1887).

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Honre o Doador dos Dons
Quarta, 18 de dezembro


Que viram em tua casa? 2 Reis 20:15

Estude o caso de Ezequias. Ele adoeceu a ponto de quase perder a vida. Apelou ao Senhor, e Deus lhe concedeu mais quinze anos de vida. "Nesse tempo [...] [o] rei da Babilônia enviou cartas e um presente a Ezequias, porque soube que estivera doente e já tinha convalescido. Ezequias se agradou disso e mostrou aos mensageiros a casa do seu tesouro, a prata, o ouro, as especiarias, os óleos finos, todo o seu arsenal e tudo quanto se achava nos seus tesouros; nenhuma coisa houve, nem em sua casa, nem em todo o seu domínio, que Ezequias não lhes mostrasse. Então, Isaías, o profeta, veio ao rei Ezequias e lhe disse: Que foi que aqueles homens disseram e donde vieram a ti?" (Is 39:1-3).

A visita dos embaixadores a Ezequias foi um teste de sua gratidão e devoção. [...] Deus o livrou do leito da morte, concedeu-lhe vida nova. Os babilônicos ouviram de seu maravilhoso restabelecimento. Maravilharam-se de que o Sol havia regredido dez graus, como sinal de que a palavra do Senhor se cumpriria. Eles enviaram embaixadores a Ezequias a fim de com ele se congratular por seu restabelecimento. A visita desses mensageiros deu-lhe a oportunidade de enaltecer o Deus do Céu. Como lhe teria sido fácil apontar-lhes ao Deus dos deuses. Porém, o orgulho e a vaidade tomaram posse do coração de Ezequias. Para se exaltar, expôs a olhos cobiçosos os tesouros com que Deus havia enriquecido Seu povo. [...] Sua indiscrição preparou o caminho para o desastre nacional. Os embaixadores levaram para a Babilônia o relatório das riquezas de Ezequias, e o rei e seus conselheiros planejaram enriquecer Babilônia com os tesouros de Jerusalém.

Se ele tivesse aproveitado a oportunidade que lhe era dada de testemunhar do poder, da bondade e da compaixão do Deus de Israel, o relatório dos embaixadores teria sido como luz espantando as trevas. Mas ele engrandeceu a si mesmo acima do Senhor dos Exércitos e fracassou em render glória a Deus. [...]

Oh, que aqueles em favor de quem Deus tem operado maravilhas O glorifiquem e anunciem Suas poderosas obras! Mas, muitas vezes, aqueles em favor de quem Deus opera agem como Ezequias – esquecendo-se do Doador de todas as bênção que recebem (Signs of the Times, 1º de outubro de 1902).

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Individualmente Responsáveis
Quinta, 19 de dezembro


Examine-se, pois, o homem a si mesmo. 1 Coríntios 11:28

Este mundo é uma escola de treinamento, e o grande objetivo da vida deve ser adequar-se para as mansões gloriosas que Jesus foi preparar. Lembremo-nos de que a obra de preparação é individual. Não somos salvos em grupo. A pureza e a devoção de um não suprirá a falta dessas qualidades em outro. Cada caso será examinado individualmente. Cada um deve ser provado e achado sem mancha, ruga ou coisa semelhante.

Estamos vivendo no grande dia antitípico da expiação. Jesus está agora no santuário celestial, fazendo expiação pelos pecados de Seu povo [...]. Não sabemos quão brevemente os casos dos vivos serão passados em revista perante o tribunal, mas sabemos que vivemos nas cenas finais da história da Terra. Estamos, por assim dizer, no limiar do mundo eterno. É importante que cada um de nós pergunte a si mesmo: "Como está meu caso nas cortes do Céu? Serão meus pecados expiados? Sou defeituoso de caráter, e tão cegado para tais defeitos por causa dos costumes e opiniões do mundo, que o pecado para mim não parece tão ofensivo a Deus como de fato ele é?" Não é tempo agora de permitir que nossa mente seja absorvida com coisas da Terra, enquanto rendemos a Deus apenas pensamentos ocasionais e damos senão pouca importância ao preparo para o país em direção do qual estamos caminhando.

No típico Dia da Expiação, exigia-se que todo o povo afligisse o coração diante de Deus. O indivíduo não deveria afligir o coração do outro, mas fazer isso entre Deus e o próprio coração. A mesma obra de exame de consciência e humilhação é exigida de cada um de nós agora. [...] Momentos preciosos que deveriam ser dedicados à busca do adorno interior de um espírito manso e sereno são desperdiçados em adornar o vestuário e em outras questões insignificantes que não são de forma alguma essenciais. [...]

Vivemos em uma era importante e cheia de acontecimentos. Estamos quase no lar. Em breve, as muitas mansões que nosso Salvador foi preparar surgirão diante de nossos olhos. [...] Podemos agora ter em nosso coração alegria e paz inexprimíveis e gloriosas. Logo, por ocasião da volta de Cristo, a recompensa que se encontra no final da corrida cristã será nossa para ser desfrutada ao longo das eras sem fim (Signs of the Times, 29 de maio de 1884).

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A Chuva Serôdia
Sexta, 20 de dezembro


Pedi ao Senhor chuva no tempo das chuvas serôdias, ao Senhor, que faz as nuvens de chuva, dá aos homens aguaceiro. Zacarias 10:1

No Oriente, a chuva temporã cai no tempo da semeadura. Ela é necessária para que a semente possa germinar. Sob a influência de fertilizantes aguaceiros, nasce o tenro broto. Caindo perto do fim da estação, a chuva serôdia amadurece o grão e o prepara para a ceifa. O Senhor utiliza esses elementos da natureza para representar a obra do Espírito Santo. Como o orvalho e a chuva são dados primeiro para fazer com que a semente germine, e então para amadurecer a colheita, assim é dado o Espírito Santo para levar avante, de um estágio para outro, o processo de crescimento espiritual. O amadurecimento do grão representa a conclusão do trabalho da graça de Deus no coração. [...]

A chuva serôdia, amadurecendo a seara da Terra, representa a graça espiritual que prepara a igreja para a vinda do Filho do homem. Mas, a menos que a chuva temporã haja caído, não haverá vida. A ramagem verde não brotará. Se a chuva temporã não fizer seu trabalho, a serôdia não desenvolverá a semente até a perfeição. [...]

O trabalho que Deus começou no coração humano mediante Sua luz e conhecimento deve estar continuamente avançando. Cada indivíduo deve estar consciente da própria necessidade. Deve o coração ser esvaziado de toda mancha, purificado para habitação do Espírito. Foi pela confissão e pelo abandono do pecado, por meio de fervorosa oração e da entrega pessoal a Deus, que os discípulos se prepararam para o derramamento do Espírito Santo no dia de Pentecostes. O mesmo trabalho, apenas em grau mais elevado, deve ser feito agora. [...]

Só os que estiverem vivendo de acordo com a luz que têm recebido poderão receber maior luz. A não ser que nos estejamos desenvolvendo diariamente como exemplo das ativas virtudes cristãs, não reconheceremos as manifestações do Espírito Santo na chuva serôdia. Pode ser que ela esteja sendo derramada nos corações ao nosso redor, mas nós não a discerniremos nem a receberemos.
Em nenhum ponto de nossa experiência, podemos dispensar a assistência daquilo que nos habilita a colocar em ação justamente o que está no ponto de partida. As bênçãos recebidas sob a chuva temporã nos são necessárias até ao fim (Review and Herald, 2 de março de 1897).

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Aceite o Convite
Sábado, 21 de dezembro


Sai pelos caminhos e atalhos e obriga a todos a entrar, para que fique cheia a Minha casa. Lucas 14:23

Um homem que havia sido convidado para a festa com Cristo na casa de um dos principais fariseus e que ouvira o Mestre declarar qual era o dever daqueles que desfrutavam da generosidade de Deus exclamou em convencida presunção: "Bem-aventurado aquele que comer pão no reino de Deus" (Lc 14:15). Sua intenção era desviar a mente dos convidados do assunto do dever prático, mas em lugar disso abriu a oportunidade para a apresentação de uma parábola que possuía um significado ainda mais profundo e que esclareceu ainda mais aos ouvintes o caráter e o valor de seus privilégios atuais. [...]

Cristo enviou a um elevado custo o convite para uma festa que preparou. Ele enviou o Espírito Santo para impressionar a mente dos profetas e de homens santos do passado para convidar Seu povo escolhido a participar da rica festa do evangelho. [...] O homem que tentou desviar a atenção dos convidados falou com grande certeza, pensando que certamente comeria pão no reino de Deus. Porém, Jesus o advertiu e a todos os demais quanto ao perigo de rejeitar o convite atual para a festa do evangelho. [...]

O Senhor enviou primeiramente o convite para Seu povo escolhido, mas eles desprezaram e rejeitaram Seu mensageiro. Como foram fúteis e superficiais as justificativas apresentadas. São, porém, as justificativas apresentadas pelas pessoas desta era mais sensatas do que as apresentadas no tempo de Cristo?

Alguns convidados exclamam: "Imploro que me dispense desse compromisso. Se eu for, meus vizinhos zombarão e debocharão de mim. Não posso suportar ser escanercido por eles. Vivo entre eles por muito tempo e não quero desagradar meus vizinhos." [...] Outros estão ansiosos para adquirir terras e acumular ganhos temporais. Os poderes da mente, do coração e do corpo são absorvidos por assuntos terrenos. [...]

A preciosa mensagem nos é repetida nestes últimos dias. [...] O convite foi feito: "Vinde, pois tudo está preparado." [...]
Cristo entregou a própria vida para a redenção de Seu povo, e deseja que consideremos Seus elevados e eternos reclamos (Review and Herald, 5 de novembro de 1895).

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A Todas as Nações
Domingo, 22 de dezembro


Sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até os confins da Terra. Atos 1:8

Cristo ordenou aos discípulos que fizessem a obra que lhes deixara nas mãos, começando em Jerusalém, que fora o cenário de Sua surpreendente condescendência para com a humanidade. Lá, Ele sofreu, sendo rejeitado e condenado. A terra da Judeia era Seu berço. Ali, revestido da humanidade, andara com as pessoas, e poucos haviam discernido quão perto o Céu chegara da Terra quando Jesus Se achava entre eles. A obra dos discípulos deveria começar em Jerusalém.

A obra, porém, não terminaria ali. Deveria se estender aos remotos confins da Terra. Cristo dissera aos discípulos: Fostes testemunhas de Minha vida de sacrifício em favor do mundo. Presenciastes Meus labores por Israel. Embora não quisessem vir a Mim para ter vida, ainda que sacerdotes e principais tivessem feito o que desejaram comigo, embora Me rejeitassem segundo a predição das Escrituras, terão ainda outra oportunidade de aceitar o Filho de Deus. Viram que a todos quantos vêm a Mim, confessando os pecados, Eu os aceito livremente. Aquele que vem a Mim, de maneira alguma o lançarei fora. Todos os que quiserem serão reconciliados com Deus e receberão vida eterna. A vocês, Meus discípulos, confio essa mensagem de misericórdia. Seja anunciada primeiro a Israel, e depois a todas as nações, línguas e povos. [...]

Mediante o dom do Espírito Santo, receberiam os discípulos maravilhoso poder. Seu testemunho seria confirmado por sinais e maravilhas. [...]

Os discípulos deveriam começar sua obra onde se achavam. O mais duro campo, o menos prometedor, não deveria ser passado por alto. Assim, deve cada um dos obreiros de Cristo começar onde está. Em nossa própria família pode haver pessoas sedentas de compaixão, famintas do pão da vida. Talvez haja crianças a serem educadas para Cristo. Há pagãos às nossas portas. Façamos fielmente a obra que nos fica mais próxima. Depois, estendamos nossos esforços tão longe quanto a mão de Deus nos indicar. A obra de muitos parecerá ser restringida pelas circunstâncias, mas, seja onde for, se executada com fé e dedicação, se fará sentir até nas mais remotas partes da Terra. Quando Cristo estava no mundo, Sua obra parecia limitada a um estreito campo. No entanto, multidões de todas as terras ouviram-Lhe a mensagem (Review and Herald, 9 de outubro de 1913).

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Estamos Preparados?
Segunda, 23 de dezembro


Ele enviará os Seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os Seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos Céus. Mateus 24:31

Os líderes da nação judaica tinham as Escrituras do Antigo Testamento, que claramente prediziam a maneira do primeiro advento de Cristo. Por meio do profeta Isaías, Deus descreveu a aparência e a missão de Cristo, declarando: "Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer" (Is 53:3). [...]

Todos os maravilhosos acontecimentos agrupados em volta de Sua segunda vinda eram por eles aguardados em Sua primeira vinda. Por isso, quando Ele veio, não estavam preparados para recebê-Lo. [...]

Entre o primeiro e o segundo advento de Cristo, haverá um admirável contraste. A linguagem humana não pode descrever as cenas da segunda vinda do Filho do homem nas nuvens do céu. Ele virá com Sua glória, e com a glória do Pai e a dos santos anjos. Virá revestido do traje de luz, que Ele tem usado desde os dias da eternidade. Os anjos O acompanharão. [...] Será ouvido o som de trombeta, chamando para fora da sepultura os mortos que dormem. [...]

Ao contemplarem eles [os líderes judaicos] Sua glória, surge-lhes subitamente à memória a lembrança do Filho do homem revestido da humanidade. Eles se recordam do modo como O trataram, como O rejeitaram e cerraram fileiras ao lado do grande apóstata. As cenas da vida de Cristo aparecem diante deles em toda a sua clareza. Tudo o que Ele fez, tudo o que Ele disse, a humilhação a que desceu para salvá-los da mancha do pecado, ergue-se diante deles para condenação. [...]

Estamos agora em meio aos perigos dos últimos dias. As cenas do conflito se apressam, e o maior dos dias está precisamente sobre nós. Estamos preparados para isso? [...]

O Filho do homem concederá aos justos a coroa da vida eterna, e eles O servirão "de dia e de noite no seu santuário; e Aquele que se assenta no trono estenderá sobre eles o Seu tabernáculo. Jamais terão fome, nunca mais terão sede, não cairá sobre eles o sol, nem ardor algum, pois o Cordeiro que se encontra no meio do trono os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida. E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima" (Ap 7:15-17) (Review and Herald, 5 de setembro de 1899).

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Eterna Alegria
Terça, 24 de dezembro


Voltarei e vos receberei para Mim mesmo. João 14:3

O tempo da traição, do sofrimento e da crucifixão de Cristo se aproximava e, ao se reunirem os discípulos ao Seu redor, o Senhor revelou-­lhes os tristes eventos que em breve ocorreriam, enchendo-lhes o coração de pesar. A fim de confortá-los, Ele proferiu as ternas palavras: "Não se turbe o vosso coração. [...] [Eu] voltarei e vos receberei para Mim mesmo" (Jo 14:1, 3). Desviou a mente dos discípulos das cenas de tristeza para as mansões celestiais e para a ocasião em que se reuniriam no reino de Deus. [...] Apesar de ter que Se separar deles e ascender ao Pai, a obra em favor daqueles que amava não se encerraria. Prepararia moradas para aqueles que, por Sua causa, seriam peregrinos e estrangeiros neste mundo.

Depois de Sua ressurreição, [Jesus] "os levou para Betânia e, erguendo as mãos, os abençoou. Aconteceu que, enquanto os abençoava, ia-Se retirando deles, sendo elevado para o céu" (Lc 24:50, 51). [...] Você imagina os discípulos dizerem uns aos outros algo assim no caminho de volta para Jerusalém: "Pois é, o Senhor nos deixou. Qual é a vantagem agora de tentarmos conquistar seguidores para Ele? Vamos voltar às nossas redes"? [...] Não há registro de um diálogo assim. Nenhuma linha foi escrita nem registrada qualquer coisa que sugerisse que eles cogitaram abandonar o serviço de seu Senhor, que acabara de ascender ao Céu para assumir o serviço em favor do indivíduo e do mundo. A mão do Salvador estava estendida para abençoar os discípulos que Ele havia deixado para trás ao ascender ao Céu. Os discípulos contemplaram a glória dEle. Cristo foi preparar mansões para eles. Sua salvação estava assegurada. Se fossem fiéis em cumprir as condições, certamente O seguiriam para o mundo de eterna alegria. O coração deles transbordava em cânticos de louvor e regozijo.

Todos nós temos o mesmo motivo para ser agradecidos. A ressurreição e ascensão de nosso Senhor são prova segura do triunfo final dos santos de Deus sobre a morte e a sepultura. Esta é uma garantia de que o Céu está aberto para os que lavaram as vestes do caráter e as branquearam no sangue do Cordeiro. Jesus subiu para o Pai como representante da humanidade, e Deus levará os que refletem a imagem dEle ao contemplar Sua glória e dela participar. [...]

Avancemos juntos para conquistar a grande recompensa e entoar o cântico dos remidos. Se quisermos um dia entoar louvores a Deus no Céu, precisamos primeiro entoá-los aqui (Signs of the Times, 27 de janeiro de 1888).

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Cumpriu-se a Promessa
Quarta, 25 de dezembro


Entra no gozo do teu Senhor. Mateus 25:21

Embora os discípulos tenham contemplado seu Senhor até que desaparecesse no céu, não viram os anjos que estavam ao redor de seu amado Comandante. Jesus levou uma multidão de cativos que saíram dos túmulos por ocasião de Sua ressurreição. Ao se aproximar o glorioso grupo dos portões da cidade eterna, os anjos cantavam: "Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó portais eternos, para que entre o Rei da Glória"

(Sl 24:9). E os anjos que guardavam os portões perguntavam: "Quem é esse Rei da Glória?" (v. 10). Novamente os anjos que acompanhavam o Grande Mestre respondiam: "O Senhor dos Exércitos, Ele é o Rei da Glória." Ao passar o glorioso cortejo, os anjos estavam prestes a se prostrar em adoração ao Rei da Glória. Contudo, Ele acenou pedindo que não se inclinassem. Antes de receber qualquer homenagem, precisava saber se o sacrifício pela raça caída havia sido aceito pelo Pai. Precisava saber se o preço pago pela redenção dos perdidos fora suficiente para resgatá-los do poder do pecado e da sepultura. [...] Em meio ao esplendor das cortes de glória, em meio a miríades e miríades aguardando lançar suas coroas aos Seus pés, Ele não se esqueceu daqueles que havia deixado na Terra para enfrentar a oposição, a censura e o escárnio. Depois de o Pai assegurar-Lhe a aceitação do resgate pago, Ele ainda tinha um pedido para apresentar em favor daqueles que nEle creem e seguem Seus passos: "Pai, a Minha vontade é que onde Eu estou, estejam também comigo os que Me deste, para que vejam a Minha glória que Me conferiste, porque Me amaste antes da fundação do mundo"
(Jo 17:24). Ele pediu que Seus discípulos desfrutassem de Sua alegria e partilhassem da Sua glória. No fim, o servo fiel do Senhor ouvirá as alegres palavras: "Entra no gozo do teu Senhor."

Ao terminar de apresentar Seus pedidos, o Pai expediu a ordem: "E todos os anjos de Deus O adorem" (Hb 1:6). Em seguida, o cântico de alegria e amor ecoou pelas cortes celestiais: "Digno, digno, digno é o Cordeiro que foi morto, e vive novamente, um triunfante conquistador." Esse mesmo Jesus, a quem inúmeras hostes angelicais se deleitam em adorar, voltará outra vez para cumprir Sua promessa e levar para Si aqueles que O amam. Não temos nós grande motivo de regozijo? [...] A consumação de nossa esperança está próxima. Os fiéis em breve entrarão na alegria de Seu Senhor (Signs of the Times, 27 de janeiro de 1888).

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Uma Resolução
Quinta, 26 de dezembro


Não Te deixarei ir se me não abençoares. Gênesis 32:26

Necessita-se de trabalho árduo para obter forças de Deus para resistir ao inimigo, quando ele vier como uma inundação. Devemos lutar intensamente a fim de subjugar o eu, pois a comodidade e a satisfação própria são os pecados mais falazes. Entorpecem a consciência e cegam o entendimento. [...] Precisamos do desejo determinado da viúva importuna e da mulher sírio-fenícia – uma determinação que não será repelida.

Muitos estão cometendo o erro fatídico de fracassar em dar atenção a esse ensinamento da providência de Deus. A paz e o descanso podem ser adquiridos unicamente pelo conflito. Os poderes da luz e das trevas estão em ordem de batalha, e precisamos assumir individualmente nosso posto no conflito. Jacó lutou a noite inteira com Deus antes de obter a vitória. Ao apresentar sua súplica a Deus em oração, sentiu uma forte mão tocar-lhe. Pensando que fosse a mão do inimigo, empregou toda a sua força para resistir-lhe. Lutou por horas, mas não prevaleceu em nada contra seu oponente. Não ousou diminuir seus esforços por um momento sequer, para que não fosse vencido e perdesse a vida. [...] O estranho encerrou o confito. Tocou na coxa de Jacó, e a força do lutador foi paralizada. Até aquele momento, Jacó não havia percebido quem realmente era seu oponente. Caindo-lhe aos ombros, rogou em prantos por sua vida.
O anjo poderia ter facilmente se livrado do braço de Jacó, mas não procedeu assim. "Deixa-Me ir", Ele suplicou, "pois já rompeu o dia" (Gn 32:26). Respondeu o angustiado, porém, determinado Jacó: "Não Te deixarei ir se me não abençoares." As lágrimas e as orações do suplicante conquistaram o que em vão tentou obter pela luta. "Qual é o teu nome?", o Anjo perguntou. "E ele disse: Jacó. Então, disse: Não se chamará mais o teu nome Jacó, mas Israel, pois, como príncipe, lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste. [...] E o abençoou ali" (v. 27-29). [...]

Determinação, renúncia e decididos esforços são exigidos para a obra de preparação. [...] Unicamente por meio do esforço intenso e determinado, e da fé nos méritos de Cristo, podemos vencer e conquistar o reino do Céu. Nosso tempo para o trabalho é curto. Cristo, em breve virá pela segunda vez (Youth's Instructor, 24 de maio de 1900).

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Novas Vestes
Sexta, 27 de dezembro


Aconselho-te que de Mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires. Apocalipse 3:18

O Senhor Jesus enviou uma mensagem solene à igreja de Laodiceia. [...] Por meio do conselho da Testemunha Fiel, Ele adverte seu povo quanto à necessidade de se vestir com as vestiduras brancas de Sua justiça. Todo convidado autorizado a participar da festa das bodas do Cordeiro estará trajando essa vestimenta sem mancha. Porém, Satanás está determinado a fazer com que os pecadores não vistam essas vestiduras sem mancha. Está buscando obter ilimitado poder sobre eles. O conflito envolvendo os que foram comprados pelo sangue de Cristo é retratado pelo profeta. Ele disse: "Deus me mostrou o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do Anjo do Senhor, e Satanás estava à mão direita dele, para se lhe opor. Mas o Senhor disse a Satanás: O Senhor te repreende, ó Satanás; sim, o Senhor, que escolheu a Jerusalém, te repreende; não é este um tição tirado do fogo?" (Zc 3:1, 2).

Josué representa os que elevam uma súplica penitente ao trono da graça, e Satanás se coloca como seu adversário a fim de acusá-los diante de Cristo. O profeta continuou: "Ora, Josué, trajado de vestes sujas, estava diante do Anjo. Tomou este a palavra e disse aos que estavam diante dele: Tirai-lhe as vestes sujas. A Josué disse: Eis que tenho feito que passe de ti a tua iniquidade e te vestirei de finos trajes" (v. 3, 4).

As vestes das bodas são a justiça de Cristo e representam o caráter daqueles que serão aceitos como convidados para a festa das bodas do Cordeiro. Os que têm transgredido a lei, vivendo em pecado, não podem encontrar a característica salvadora na lei que os condena, mas Cristo Se fez portador de pecados para o mundo inteiro. [...]

Os que recebem Cristo como seu Salvador pessoal submetem seus caminhos à vontade dEle e aos Seus caminhos. Lançam seus pecados sobre Ele, recebem a justiça imputada de Cristo e se regozijam nela. Sabem o que significa mudar as vestes. [...] "Quem crê no Filho tem a vida eterna" (Jo 3:36) (Youth's Instructor, 21 de outubro de 1897).

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Use o que Você Tem
Sábado, 28 de dezembro


Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens. Colossenses 3:23

Todo indivíduo, desde o mais humilde e obscuro até o maior e mais exaltado, é um agente moral dotado de aptidões pelas quais é responsável diante Deus. [...]

Façam os comerciantes seus negócios de maneira a glorificar seu Senhor, mediante sua fidelidade. Que liguem sua religião a tudo quanto fizerem e revelem aos seres humanos o Espírito de Cristo. O mecânico seja um fiel e diligente representante dAquele que labutou nas humildes tarefas da vida, nas cidades da Judeia. Todo aquele que toma em seus lábios o nome de Cristo proceda de tal modo que as pessoas, vendo suas boas obras, sejam levadas a glorificar seu Criador e Redentor. [...]

Os que são abençoados com talentos superiores não devem depreciar o valor dos serviços daqueles que são menos dotados do que eles. O menor encargo é um legado de Deus. O talento único, mediante uso diligente, com a bênção de Deus, será duplicado, e os dois, usados no serviço de Cristo, aumentarão para quatro. Assim, o mais humilde instrumento pode crescer em poder e utilidade. [...]
Somos responsáveis apenas pelos talentos que Deus nos concedeu.

O Senhor não reprova os servos que duplicam seus talentos, atuando de acordo com suas habilidades. Os que desse modo provam sua fidelidade podem ser elogiados e recompensados. Mas os que perdem tempo na vinha, que nada fazem ou trabalham negligentemente na obra do Senhor, manifestam por seus atos seu real interesse no trabalho [...]. Manifestam que seu coração não está no serviço para qual eles foram chamados. [...]

Não lamente ninguém não possuir maiores talentos para usar pelo Mestre. [...] Agradeça a Deus as habilidades que tem e ore para que seja capacitado a atender às responsabilidades que têm sido colocadas sobre você. Se deseja ser mais útil, prossiga trabalhando e adquira o que deseja. Trabalhem com firme paciência e façam o melhor possível, independentemente do que outros fizerem. [...] Não sejam vossas palavras ou pensamento: "Quem dera que eu tivesse uma obra maior! Quem dera se eu estivesse nessa ou naquela posição!" Cumpram seu dever onde quer que estejam. Façam, com o dom que lhes é confiado, os melhores investimentos possíveis, exatamente no lugar em que sua obra tenha maior mérito perante Deus (Review and Herald, 26 de outubro de 1911).

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A Bendita Esperança
Domingo, 29 de dezembro


Vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente. Tito 2:12

Somos exortados a viver sóbria, correta e piedosamente no mundo presente, e a esperar o glorioso aparecimento do grande Deus e Salvador Jesus Cristo. Alguns têm feito objeções ao meu trabalho, porque ensino ser nosso dever aguardar o aparecimento pessoal de Cristo nas nuvens do céu. Eles têm dito: "Ao ouvir a Sra. White falar sobre a vinda de Cristo, você poderia pensar que o dia do Senhor está bem perto. Ela vem pregando sobre esse mesmo assunto nos últimos quarenta anos, mas o Senhor ainda não veio." Essa mesma objeção poderia ter sido feita contra as palavras do próprio Cristo. Ele disse pela boca de Seu amado discípulo: "Certamente, venho sem demora." E João responde: "Amém. Vem, Senhor Jesus!" (Ap 22:20).

Jesus falou essas palavras como advertência e encorajamento ao Seu povo, e por que não deveríamos dar-lhes atenção? O Senhor disse que os fiéis é que seriam achados vigiando e esperando por Ele. Foi o mau servo que disse: "Meu senhor demora-se" (Mt 24:48). Em seguida, passou a espancar seus companheiros e a comer e beber com embriagados.

O tempo exato da segunda vinda de Cristo não nos é revelado. Jesus disse: "A respeito daquele dia e hora ninguém sabe" (Mt 24:36). Mas Ele também deixou sinais de Sua vinda, ao dizer: "Quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas" (v. 33). E disse-lhes que quando os sinais da Sua vinda surgissem, eles deviam exultar e erguer a cabeça, porque a redenção deles estaria próxima. Tendo em vista essas coisas, o apóstolo escreveu: "Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que esse dia como ladrão vos apanhe de surpresa; porquanto vós todos sois filhos da luz e filhos do dia" (1Ts 5:4, 5). Como não sabemos a hora da vinda de Cristo, precisamos viver sóbria e piedosamente no mundo presente, "aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus" (Tt 2:13).

Cristo Se deu por nós "para nos remir de toda iniquidade e purificar para Si um povo Seu especial, zeloso de boas obras" (v. 14). Seu povo deve preservar suas características peculiares como representantes dEle. Há trabalho para cada um fazer. [...] Disse o apóstolo: "Nós não somos da noite, nem das trevas. Assim, pois, não durmamos como os demais; pelo contrário, vigiemos e sejamos sóbrios" (1Ts 5:5, 6) (Signs of the Times, 24 de junho de 1889).

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Preparando-se Para o Céu
Segunda, 30 de dezembro


Puseram-lhe, pois, sobre a cabeça um turbante limpo e o vestiram com trajes próprios. Zacarias 3:5

À medida que nos aproximamos dos perigos dos últimos dias, as tentações do inimigo tornam-se mais fortes e mais decididas. Satanás desceu com grande poder, sabendo que seu tempo é curto. Ele está operando "com todo engano de injustiça aos que perecem" (2Ts 2:10). Por meio da Palavra de Deus, é feita a nós a advertência de que, se fosse possível, ele enganaria os próprios eleitos.

Maravilhosos acontecimentos logo se desdobrarão perante o mundo. O fim de todas as coisas está próximo. O tempo de angústia está prestes a sobrevir ao povo de Deus. É então que sairá o decreto proibindo os que guardam o sábado do Senhor de comprar ou vender, e ameaçando-os de punição e mesmo de morte, se não observarem o primeiro dia da semana como o sábado. [...]

No tempo de angústia, Satanás instiga os ímpios, e eles cercam o povo de Deus para destruí-lo. Mas não sabe que foi escrito "perdão" ao lado de seus nomes nos livros do Céu. Não sabe que foi dada a ordem: "Tirai-lhes as vestes sujas", cobri-os de "outras vestes" e colocai neles "um turbante limpo sobre a cabeça" (Zc 3:4, 5).

Embora falemos da necessidade de nos separarmos do pecado, devemos nos lembrar de que Cristo veio ao nosso mundo para salvar pecadores, e que "também pode salvar totalmente os que por Ele se chegam a Deus". É nosso privilégio crer que Seu sangue pode nos purificar de toda mancha e mácula de pecado. Não devemos limitar o poder do Santo de Israel.

O Senhor quer que nos acheguemos a Ele assim como estamos: pecaminosos e corruptos. Seu sangue é eficaz. Rogo a vocês que não entristeçam Seu Espírito, continuando em pecado. Se caírem em tentação, não fiquem desanimados. Essa promessa tem ecoado até o nosso tempo: "Se alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo" (1Jo 2:1). Sinto que, por causa dessa promessa, deve irromper dos lábios humanos contínuo cântico de ação de graças. Juntemos essas preciosas joias da promessa. Quando Satanás nos acusar por nossa grande pecaminosidade e nos tentar a duvidar do poder de Deus para salvar, repitamos as palavras de Cristo: "O que vem a Mim, de modo nenhum o lançarei fora" (Jo 6:37) (Review and Herald, 19 de novembro de 1908).

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O Céu Agora e na Eternidade
Terça, 31 de dezembro


Tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança. Romanos 15:4

Temos senão um único período de graça para formar o caráter, e nosso destino depende do tipo de caráter que formamos. Os que na Terra formaram um caráter que, por meio da graça de Cristo, apresenta o modelo celestial, serão aperfeiçoados pela graciosa influência do Espírito Santo para receber a recompensa eterna. Tornam-se participantes da natureza divina [...]. Sabemos que nosso caráter deve ser semelhante ao de Cristo, para que seja um hino de louvor e gratidão a Deus [...].

Terão parte na vida eterna aqueles que reconhecem a bondade, a misericórdia e o amor de Cristo e pela contemplação são transformados à imagem dEle. Os atributos de seu caráter são como os de Cristo e não podem falhar na última prova para o povo de Deus. [...]

Se tivéssemos visto o Céu, iríamos desejar tê-lo aqui embaixo. Precisamos vivenciar o Céu antes de entrar nele. Temos que ter o Céu em nossa família, aproximando-nos de Deus, continuamente, por meio de Cristo [...]. A oração, que é a vida do espírito, ganha significado através de Cristo e corresponde ao voltar de nossa face em direção ao Sol da Justiça. Quando nos viramos para Ele, Ele Se volta para nós também. [...]

Pela oração sincera, simples e contrita, a relação da mente com o Céu fica cada vez mais forte. Nenhum outro meio de graça a pode substituir, e a saúde da alma ser conservada. A oração põe a alma em imediato contato com a Fonte da vida. Fortalece os nervos e músculos da vida religiosa, porque vivemos pela fé, vendo Aquele que é invisível. [...]

A Palavra de Deus é um celeiro espiritual de onde o coração pode extrair todos os nutrientes para ter vida. Ao examinar atentamente a Palavra de Deus, encontramos doutrinas, preceitos, promessas, admoestações, exortações e palavras de ânimo, que satisfarão as mais profundas necessidades da mente humana. Aqui [na Terra] o homem e a mulher de Deus podem ser perfeitamente capacitados para toda boa obra, porque "toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra" (2Tm 3:16, 17)
(Signs of the Times, 31 de julho de 1893).

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terça-feira, 26 de novembro de 2013

[meditacao_matinal] Estudo sobre as Profecias de Daniel no Celular

 

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terça-feira, 12 de novembro de 2013

[meditacao_matinal] Meditacoes novembro 2013

 

Perto do Céu

EGW

 


 


 

Os Escolhidos de Deus

Sexta, 1º de novembro

 


 

Tu és povo santo ao Senhor, teu Deus; o Senhor, teu Deus, te escolheu, para que Lhe fosses o Seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a Terra. Deuteronômio 7:6

 

Essas palavras foram proferidas por Cristo, quando envolto pela coluna de nuvem, e confiadas a Moisés para o povo escolhido de Deus. O Senhor não deixou o mundo sem testemunho. Ele tem um povo escolhido e leal. Esse povo não faz deste mundo o seu lar, mas está aqui para testemunhar de Deus. Enquanto a porta da graça estiver aberta, esses mensageiros fiéis apresentarão um testemunho vivo. [...]


Por meio do poderoso cutelo da verdade, Deus separou um povo da pedreira do mundo e trouxe-o para Sua oficina. Ali o Artesão Mestre pode esculpi-lo com a talhadeira e o cinzel, e poli-lo a fim de ocupar um lugar em Seu reino. Ele não se assemelha mais à massa de onde foi tirado. Apresenta-se como um nobre pilar, para ser usado para a glória de Deus.


A glória futura dos filhos e filhas adotados por Deus não é agora discernida. O povo de Deus é escarnecido e desprezado pelo mundo. Porém, recebem simpatia de um mundo melhor do que este, de fato celestial. [...]


A Palavra de Deus, exatamente como se lê, é o fundamento de nossa fé. Essa é a Palavra infalível da profecia, que exige fé sem reservas de todos os que afirmam nela crer. É fidedigna, contendo em si a prova de sua origem divina. [...]


Quem somos nós que afirmamos ser um com Cristo? "Nós somos cooperadores de Deus" (1Co 3:9). Entre o verdadeiro crente e o descrente, sempre haverá o mesmo conflito que houve entre Cristo e aqueles que O rejeitaram. Os que partilham dos sofrimentos de Cristo serão participantes de Sua glória. Mas os que se esquivam da cruz negam Aquele que os comprou por preço infinito. No dia do juízo, serão rejeitados. Muitos estão representando a Cristo de forma inapropriada e negando-O por seu baixo padrão de cristianismo. Os que verdadeiramente creem em Cristo demonstrarão sua fé por meio de uma vida bem ordenada e consagrada conversação. Ao trabalhar nas fileiras de Cristo, revelarão que foram adotados na família do Céu. A respeito desses, Deus declara: "Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos" (Is 57:15) (Signs of the Times, 2 de junho de 1898).


 


 

Povo Peculiar

Sábado, 2 de novembro

 



A Si mesmo Se deu por nós, a fim de [...] purificar, para Si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras. Tito 2:14


O Senhor escolheu para Si aquele que é piedoso. A consagração a ­Deus e a separação do mundo são claramente ordenadas tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Há um muro de separação que o Senhor mesmo estabeleceu entre as coisas mundanas e as coisas que Ele escolheu do mundo e santificou para Si. A vocação e o caráter do povo de ­Deus são pe­culiares, suas perspectivas também são, e essas pe­culiaridades os distinguem de todos os outros povos. Todo o povo de ­Deus na Terra é um corpo, desde o princípio até o fim do tempo. Ele tem uma Cabeça que dirige e governa o corpo. A mesma imposição feita ao antigo Israel pesa agora sobre o povo de ­Deus – serem separados do mundo. O grande Líder da igreja não mudou. A experiência dos cristãos nestes dias é muito semelhante às viagens do antigo Israel. [...]


Quando lemos a Palavra de ­Deus, fica claro que Seu povo deve ser pe­culiar e distinto do mundo incrédulo que o cerca. Nossa posição é interessante e temível. Vivendo nos últimos dias, como é importante que imitemos o exemplo de Cristo e andemos como Ele andou. [...]


Os servos de Cristo não devem ter seu lar nem tesouros aqui. Desejo que todos pudessem compreender que é apenas porque o Senhor reina que nos é permitido habitar em paz e segurança entre nossos inimigos. Não é privilégio nosso reivindicar favores especiais do mundo. Devemos consentir em ser pobres e desprezados entre as pessoas, até que o conflito termine e obtenhamos a vitória. Os membros do corpo de Cristo são chamados para sair do mundo, separando-se das amizades e do espírito mundano. Sua força e poder consistem em ser escolhidos e aceitos por ­Deus. [...]


O que Cristo foi neste mundo, Seus seguidores também devem ser. Eles são filhos de ­Deus e coerdeiros com Cristo. O reino e o domínio lhes pertencem. O mundo não compreende seu caráter e santa vocação. Sua adoção na família de ­Deus não é percebida. Sua união e amizade com o Pai e o Filho não é manifesta e, enquanto o mundo contempla sua humilhação e vergonha, não se revela o que eles são ou serão. São estrangeiros.


O mundo não os conhece, nem reconhece seus motivos (Review and Herald, 5 de julho de 1875).

 

 

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Separação do Mundo

Domingo, 3 de novembro

 



Sereis para Mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso. 2 Coríntios 6:18


Fui ordenada a chamar a atenção de nosso povo à instrução dada pelo Senhor a Israel a respeito da importância da separação do mundo. [...]


Sob o reinado de Davi, o povo de Israel obteve força e retidão por meio da obediência à lei de Deus. Porém, os reis que se seguiram esforçaram-se por exaltar a si mesmos. [...]


Deus os tolerou por muito tempo, chamando-os repetidas vezes ao arrependimento. Porém, eles se recusaram a ouvir e, por fim, Deus Se pronunciou em juízo, mostrando-lhes como eles eram fracos sem Ele. Viu que estavam determinados a seguir o próprio caminho e os entregou nas mãos de seus inimigos. [...]


As alianças feitas pelos israelitas com os vizinhos pagãos resultaram na perda de sua identidade como povo peculiar de Deus. Foram influenciados pelas más práticas daqueles com quem formaram alianças proibidas. A associação com os mundanos fez com que perdessem o primeiro amor e o zelo pela obra de Deus. As vantagens pelas quais se venderam apenas lhes trouxeram desapontamento, resultando na perda de muitas vidas.


A experiência de Israel será a experiência de todos os que buscam o mundo para obter força, desviando-se do Deus vivo. Os que abandonam Aquele que é poderoso e unem-se aos mundanos, colocando neles sua dependência, tornam-se fracos em poder moral, assim como aqueles em quem confiam.


Com súplicas e promessas, Deus sai em busca daqueles que cometem erros. Procura mostrar-lhes seu engano e levá-los ao arrependimento. Se, porém, recusarem-se a humilhar o coração diante dEle, se insistirem em exaltar-se acima dEle, Ele Se pronunciará em juízo. Aparência alguma de proximidade com Deus, afirmação alguma de conexão com Ele será aceita daqueles que persistem em desonrá-Lo ao apoiarem-se no braço do poder mundano.


Hoje, a Palavra de Deus para Seu povo é: "Retirai-vos do meio deles, separai-vos, [...] não toqueis em coisas impuras; e Eu vos receberei, serei vosso Pai, e vós sereis para Mim filhos e filhas" (2Co 6:17, 18). [...]


O povo de Deus deve se distinguir como um povo que se dedica inteiramente, de todo o coração, ao Seu serviço. Não buscam honra para si mesmos. Lembram-se de que por um solene concerto se comprometeram a servir ao Senhor, e a Ele somente (Review and Herald, 4 de agosto de 1904).


 

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A Identidade do Povo de Deus

Segunda, 4 de novembro

 



Santificai os Meus sábados, pois servirão de sinal entre Mim e vós, para que saibais que Eu sou o senhor, vosso Deus. Ezequiel 20:20


"Disse mais o Senhor a Moisés: Tu, pois, falarás aos filhos de Israel e lhes dirás: Certamente, guardareis os Meus sábados; pois é sinal entre Mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que Eu sou o Senhor, que vos santifica" (Êx 31:12, 13).


Não nos assinalam essas palavras como o povo denominado por Deus? E não nos declaram elas que, enquanto durar o tempo, devemos saber avaliar a sagrada distinção denominacional que nos é conferida? [...] O sábado não perdeu nada de sua significação. É ainda o sinal entre Deus e Seu povo, e o será para sempre. [...]


Deus está provando Seu povo para ver quem será leal aos princípios de Sua verdade. Nossa obra deve proclamar ao mundo a primeira, a segunda e terceira mensagens angélicas. No desempenho de nosso dever, não devemos desprezar nem temer nossos inimigos. Obrigar-nos por contratos ou mesmo em sociedades ou associações comerciais com os que não pertencem a nossa fé não está de acordo com o plano de Deus. Devemos tratar com bondade e cortesia os que se recusam a ser fiéis a Deus, mas nunca devemos nos unir a eles em associações que visem aos interesses vitais de Sua obra. [...]


Pondo nossa confiança em Deus, devemos progredir constantemente, fazendo Seu trabalho com abnegação, [...] confiando às Suas sábias providências, tanto a nós mesmos como tudo quanto se relaciona ao nosso presente e futuro, retendo firmemente o princípio da nossa confiança até o fim, lembrando que não recebemos as bênçãos do Céu pelos nossos merecimentos, mas pelos méritos de Cristo e nossa aceitação da abundante graça divina pela fé nEle.


Oro para que os meus irmãos reconheçam que a terceira mensagem angélica tem muito significado para nós, e que a observância do verdadeiro sábado se destina a ser o sinal que distingue os que servem a Deus dos que não O servem. [...] Somos convidados para ser santos, e devemos cuidadosamente evitar dar a impressão de que pouco importará o conservamos ou não os traços distintivos de nossa fé. Sobre nós, recai a solene obrigação de assumir uma conduta mais firme em favor da verdade e da justiça, do que fizemos no passado. A fronteira de demarcação entre os que guardam os mandamentos de Deus e os que não guardam deve ser revelada com clareza inequívoca (Review and Herald, 4 de agosto de 1904).

 

 

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Representantes de Cristo

Terça, 5 de novembro

 



Nós somos testemunhas destes fatos, e bem assim o Espírito Santo, que Deus outorgou aos que Lhe obedecem. Atos 5:32


Os verdadeiros cristãos serão semelhantes a Cristo. O Redentor revestiu Sua divindade com a humanidade e veio ao nosso mundo – um mundo marcado e degradado pela maldição do pecado, um vale de trevas e aflição – para realizar uma grande obra, como Ele anunciou na sinagoga de Nazaré: "O Espírito do Senhor está sobre Mim, pelo que Me ungiu para evangelizar os pobres" (Lc 4:18). [...]


Todo membro da igreja deve ser um representante do caráter e do espírito de Cristo. Por preceito e exemplo, os elementos essenciais de um cristianismo verdadeiro, saudável e influente devem ser revelados. Cristo deve ser constantemente apresentado como a fonte de vida, misericórdia e amor. [...]


Pela contemplação, somos transformados. Por meio do estudo minucioso e da sincera contemplação do caráter de Cristo, Sua imagem será refletida em nossa vida, e um tom mais elevado será comunicado à espiritualidade da igreja. Se a verdade de Deus não transformar nosso caráter à semelhança de Cristo, todo o professo conhecimento dEle e da verdade é como o metal que soa e o címbalo que retine. [...]


Que todos os que afirmam guardar os mandamentos de Deus olhem bem para essa questão e vejam se não há razões por que eles não têm mais do derramamento do Espírito Santo. Quantos têm enchido o coração com vaidade! Eles se consideram exaltados no favor de Deus, mas negligenciam os necessitados. Fazem ouvidos moucos aos clamores dos oprimidos e proferem palavras ferinas e contundentes aos que necessitam de um tratamento completamente diferente. Assim, eles ofendem diariamente a Deus por sua dureza de coração.

Essas pessoas aflitas têm direito à compaixão e ao interesse de seus semelhantes. Têm o direito de esperar auxílio, conforto e amor semelhante ao de Cristo. Mas não é o que recebem. Todo desprezo dos sofredores de Deus é registrado nos livros do Céu como se fosse demonstrado à própria pessoa de Cristo. Todos os membros da igreja devem examinar minuciosamente o coração e investigar seu procedimento para ver se estão em harmonia com o Espírito e a obra de Jesus. Do contrário, o que poderão declarar quando comparecerem perante o Juiz de toda a Terra? Será que o Senhor poderá dizer-lhes: "Vinde, benditos de Meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo" (Mt 25:34)? (Review and Herald, 24 de abril de 1913).

 

 

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Trabalhando com Cristo

Quarta, 6 de novembro

 


 

Deus não é injusto para ficar esquecido do vosso trabalho e do amor que evidenciastes para com o Seu nome, pois servistes e ainda servis aos santos. Hebreus 6:10

 

Cristo identificou Seu interesse com o da humanidade sofredora e, enquanto Ele for negligenciado na pessoa de Seus aflitos, todos os nossos ajuntamentos, todas as nossas reuniões, todo o mecanismo que é posto em funcionamento para o avanço da causa de Deus será de pouco proveito. [...]


Todos os que hão de ser santos no Céu primeiramente serão santos na Terra. Não se conformarão às faíscas que eles mesmos acenderam, não trabalharão para receber aplausos, não falarão palavras injuriosas, nem estenderão o dedo para condenar e oprimir, mas seguirão a Luz da Vida, difundindo luz, conforto, esperança e ânimo aos que necessitam de ajuda e não de censuras e acusações. [...]


A luz abundante e nítida que incidiu sobre nosso caminho nos colocou em terreno vantajoso, e devemos aproveitar cada oportunidade para fazer o bem. Cristo veio das cortes reais do Céu para buscar e salvar o perdido, e essa deve ser nossa obra. O zelo que manifestarmos nessa direção revelará a medida do nosso amor por Jesus e pelo próximo, [a medida] de nossa eficiência e espírito missionário.


A todo membro da igreja é designada uma obra, e sua santificação será vista na eficiência, abnegação, zelo, pureza e inteligência com que a realiza. A causa da humanidade e da religião não deve retroceder. Espera-se o progresso daqueles que receberam grande luz e possuem muitas vantagens.


A igreja deve ser ativa, se quiser ser uma igreja viva. Não se deve contentar meramente em manter seu terreno contra as forças adversárias do pecado e do erro, nem se contentar com avançar a passos lentos, mas levar o jugo de Cristo e conservar-se passo a passo com o Guia, fazendo novos membros pelo caminho.


Quando formos verdadeiramente de Cristo, nosso coração estará cheio de mansidão, benignidade e bondade, porque Jesus nos perdoou os pecados. Como filhos obedientes, receberemos e cultivaremos os preceitos dados por Ele e atenderemos às ordenanças por Ele instituídas. Estaremos constantemente buscando obter conhecimento dEle (Review and Herald, 1º de maio de 1913).



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O Avanço na Obra de Deus

Quinta, 7 de novembro

 


 

Faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério. 2 Timóteo 4:5


Os que forem discípulos de Cristo assumirão a obra onde Ele a deixou e a levarão adiante em Seu nome. Não imitarão as palavras, a disposição e as ações de qualquer outro senão dEle. Seus olhos se acham sobre o Comandante de sua salvação. Sua vontade é para eles a lei. E, ao avançarem, obterão mais e mais claras visões de Seu semblante, caráter e glória. Não se apegarão ao próprio eu, mas à Sua palavra, que é espírito e vida. "Se vós permanecerdes na Minha palavra, sois verdadeiramente Meus discípulos" (Jo 8:31, 32). Eles convertem o conhecimento de Sua vontade em prática. Ouvem e fazem aquilo que Jesus ensina.


Na igreja, há trabalho para todos os que amam a Deus e guardam os Seus mandamentos. O que as pessoas professam não é uma evidência segura de que são cristãs. As palavras que proferem não garantem que estão convertidas. Ouçam as palavras de Cristo: "Por que Me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?" (Lc 6:46). A menos que a vida diária esteja em conformidade com a vontade e as obras de Cristo, ninguém pode afirmar ser filho de Deus, herdeiro do Céu. Há uma religião legal, mantida pelos fariseus, mas tal religião não revela ao mundo o exemplo de Cristo. Não representa o caráter de Cristo. Aqueles em cujo coração Cristo habita realizarão as obras dEle. Tais pessoas têm direito a todas as promessas de Sua Palavra. Unem-se a Cristo, cumprem a vontade de Deus e manifestam as riquezas de Sua graça. "Então, clamarás, e o Senhor te responderá; gritarás por socorro, e Ele dirá: Eis-me aqui" (Is 58:9). Que preciosa promessa! "Se abrires a tua alma ao faminto e fartares a alma aflita, então, a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia. O Senhor te guiará continuamente, fartará a tua alma até em lugares áridos e fortificará os teus ossos; serás como um jardim regado e como um manancial cujas águas jamais faltam" (v. 10, 11).


Em contraste marcante com a murmuração e a lamentação dos ímpios, os servos de Deus entoarão: "Render-Te-ei graças, Senhor, de todo o meu coração. [...] O Senhor é excelso, contudo, atenta para os humildes; os soberbos, Ele os conhece de longe" (Sl 138:1, 6).

Portanto, não permita que forma alguma de orgulho ou presunção seja cultivada, pois isso expulsará Jesus do coração, e a lacuna será preenchida com os atributos de Satanás (Review and Herald, 1º de maio de 1913).

 


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Uma Igreja Iluminada

Sexta, 8 de novembro

 


 

Desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. 2 Timóteo 3:15


O Senhor não pode usar homens e mulheres em Seu serviço, em ramo algum de Sua obra, a menos que possuam espírito manso e receptivo ao ensino. Aqueles que Deus emprega em Sua obra devem ser leais ao princípio. Além de não se desviarem do caminho reto do dever por qualquer interesse egoísta, não devem ser preconceituosos e cheios de si. A menos que o coração esteja em conexão com a Fonte de toda a sabedoria, não haverá uma contínua percepção da santidade da obra. Os trabalhadores de Cristo devem obter de Deus toda a sua vida e inspiração. Devem buscar conformar-se com a vontade dEle e com Seus caminhos. Não devem buscar sua vontade e seu caminho. Os que desejam se tornar condutos vivos de luz devem ser governados por algo mais do que o hábito e a opinião. Devem viver constantemente em comunhão com Deus. Sua vida deve ser conduzida em contato com os princípios da verdade e da justiça. Devem se tornar participantes da natureza divina.


O servo de Deus deve estar em constante busca pelo poder intelectual, e toda a aquisição da mente deve ser dedicada para a glória de Deus. Devemos ter concepções mais amplas das exigências de Deus para com Seu povo. [...]


Não devemos nos contentar com coisa alguma a não ser a iluminação divina proveniente da Luz central do Universo. Ao obtermos essa iluminação, notaremos a necessidade de seguir para frente e para o alto, de elevar o padrão, de cultivar a mais sublime aspiração e de atingir os mais elevados resultados. Estaremos em constante contato com a Fonte de toda a sabedoria e viveremos como na presença do Senhor. [...]


Seu talento lhe foi confiado pelo Senhor, e você é responsável por seu emprego e aperfeiçoamento. [...] Devemos manifestar a glória de Deus. Esse é o maior objetivo de nossa existência. Devemos nos encontrar em tal condição que sejamos capazes de reconhecer a luz que Deus introduziu na experiência de outros. Nossa vida e caráter são influenciados pelas aquisições físicas, intelectuais e morais das gerações passadas. Se permanecermos na ignorância, não teremos ninguém a quem culpar a não ser a nós mesmos. Se colocarmos em ação todo o poder e empregarmos ao máximo cada habilidade, unicamente para a glória de Deus, não fracassaremos em realizar uma obra valiosa para Ele (Signs of the Times, 30 de novembro de 1888).



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Alguém Está à Porta

Sábado, 9 de novembro

 



Eis que estou à porta e bato. Apocalipse 3:20


O tempo em que vivemos está repleto da mais solene importância. Nada pode ser mais aceitável a Deus do que a juventude que dedica a vida ao Seu serviço no auge e vigor de seus anos. Seus talentos podem se tornar um poder para Deus, quando adequadamente cultivados. Seu caráter pode se tornar um caráter aceitável ao Céu, mas deve ser moldado linha por linha, preceito por preceito. Deve ser modelado segundo o padrão divino. [...]


Na obra de salvar outros, devemos saber do que falamos. As palavras de João são repletas de importância ao dizer: "O que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros" (1Jo 1:3). [...]


Quando seu coração se tornar um templo para a habitação do Espírito do Salvador, os elementos brutos de sua natureza serão consumidos, e o ser inteiro se tornará um propósito vivo. Todo aquele que é verdadeiramente de Cristo terá uma experiência como a de Daniel, e os frutos do Espírito se manifestarão em sua vida. Há poderes em nós que estão paralisados pelo pecado, que precisam da influência vivificante da graça de Cristo para que sejam restaurados. O imenso poder do Doador da vida os ressuscitará e os despertará para a ação. Quando essa for a sua experiência, você poderá trabalhar segundo o exemplo dado por Jesus. A luz e o amor divinos serão refletidos naqueles que sentem que estão enfermos de espírito e corpo. Jesus oferece a própria presença dEle em seu coração. Ele diz: "Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo" (Ap 3:20). Não abriremos a porta de nosso coração ao divino Convidado?


Os que se dedicam à obra de Deus devem ser puros de coração e prudentes no modo de proceder. O coração do povo de Deus não deve ser como um deserto infrutífero, como é o caso de tantos corações hoje. Deus concedeu a todos alguma habilidade para ser empregada em Seu serviço, e é Seu desígnio que ela seja empregada para Sua glória e para o bem do próximo. Muitos estão perdendo muito, simplesmente porque não aprendem na escola de Cristo. Podem juntar tesouros eternos, mas, ao se afastarem do divino Mestre, sua consciência é violada e cauterizada, e as admoestações da Palavra de Deus perdem todo poder de impressionar o coração. No entanto, tal fracasso não precisa ocorrer. Cristo entrará no coração e habitará ali se você purificar o templo do ser de toda contaminação (Signs of the Times, 30 de novembro de 1888).



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A Unidade é Essencial

Domingo, 10 de novembro

 



Pai santo, guarda-os em Teu nome, que Me deste, para que eles sejam um, assim como Nós. João 17:11


O Espírito Santo trabalhará com o consagrado instrumento humano, pois esse é o propósito de Deus. O Senhor abriu uma porta entre o Céu e a Terra, que poder algum poderá fechar. [...] Quando o povo de Deus se colocar na devida relação para com Ele e uns para com os outros, haverá plena concessão do Espírito Santo para a combinação harmoniosa de todo o corpo.


Nada enfraquece tão evidentemente uma igreja como a desunião e a contenda. Coisa alguma combate mais contra Cristo e a verdade do que esse espírito. [...]


Poderemos nos unir uns aos outros unicamente ao nos unirmos com Cristo. [...] Muitos que se demoram em temas doutrinários, mas que não aprenderam de Cristo, são incapazes de se controlar. Eles necessitam do poder do Espírito Santo. Devemos nos esforçar por entender o que significa estar em completa união com Cristo, o qual é a propiciação pelos nossos pecados e pelos pecados do mundo inteiro. [...]


Quando o povo escolhido de Deus tiver um único pensamento, as barreiras do egoísmo desaparecerão como por mágica, e muitos se converterão, por causa da unidade existente entre os crentes. Há somente um corpo e um Espírito. Os que demarcam limites territoriais de distinção, barreiras étnicas e de posição social devem derrubá-las muito mais rápido do que as constroem.


Aquele em cujo coração Cristo habita também reconhece Cristo habitando no coração de seu irmão. Cristo nunca luta contra Cristo. Cristo nunca exerce qualquer influência contra Cristo. Os cristãos devem fazer sua obra, seja qual for, na unidade do Espírito para o aperfeiçoamento do corpo todo. A igreja deve ser purificada, refinada e enobrecida. Os membros devem lançar fora de seu coração os ídolos que têm impedido seu progresso espiritual. Pela influência do Espírito, os mais discordantes podem ser harmonizados. A abnegação deve unir o povo de Deus com laços firmes e ternos. Quando as energias dos membros da igreja se submetem ao controle do Espírito, há uma força imensa na igreja, ajuntando de todas as fontes o bem, promovendo a instrução, o ensino e a disciplina própria. Assim é apresentada a Deus uma organização potente, através da qual Ele pode atuar para a conversão de pecadores. Assim o Céu e a Terra são ligados, e todos os agentes divinos cooperam com os instrumentos humanos (Signs of the Times, 7 de fevereiro de 1900).



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Um Desafio à Igreja

Segunda, 11 de novembro

 


 

Vi ainda outra besta emergir da Terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão. Apocalipse 13:11


Ao apóstolo João, na ilha de Patmos, foram reveladas as cenas de profundo e emocionante interesse na experiência da igreja. Temas de grande interesse e vasta importância lhe foram apresentados em figuras e símbolos, para que o povo de Deus fosse advertido dos perigos e conflitos perante eles. [...]


Representados pelos símbolos de um grande dragão vermelho, da besta semelhante ao leopardo e da besta com chifres semelhantes aos de um cordeiro, os governos terrestres que em especial se empenharão em pisar a lei de Deus e perseguir Seu povo foram revelados a João. A guerra é travada até o fechamento da porta da graça. O povo de Deus, simbolizado por uma mulher santa e seus filhos, foi representado como sendo a minoria. Nos últimos dias, apenas um remanescente ainda existirá. [...]


Através do paganismo, e mais tarde através do papado, Satanás exerceu seu poder por muitos séculos no esforço de banir da Terra as fiéis testemunhas de Deus. Os pagãos e os apoiadores do papado foram movidos pelo mesmo espírito do dragão. A única diferença é que o papado, sob o pretexto de servir a Deus, foi o inimigo mais perigoso e cruel. Através da ação do catolicismo, Satanás levou o mundo cativo. A professa igreja de Deus foi arrastada para as fileiras desse engano e, por mais de mil anos, o povo de Deus sofreu a ira do dragão.


Quando o papado, destituído de seu poder, foi forçado a parar de perseguir, João contemplou o surgimento de um novo poder com o objetivo de ecoar a voz do dragão e levar avante a mesma obra cruel e blasfema. Esse poder, o último a travar guerra contra a igreja e a lei de Deus, foi simbolizado por uma besta com chifres semelhantes aos de um cordeiro. As bestas que lhe precederam saíram do mar, mas essa sai da terra, representando o surgimento pacífico da nação simbolizada. Os "dois chifres semelhantes aos de um cordeiro", emblemas de inocência e brandura, representam corretamente o caráter de nosso governo [dos Estados Unidos], segundo é expresso em seus dois princípios fundamentais: Republicanismo e Protestantismo. Tais princípios são o segredo de nosso poder e prosperidade como nação. Os primeiros a encontrar refúgio no litoral da América regozijaram-se de terem chegado a um país livre das pretensões arrogantes do papado e da tirania da monarquia. Eles decidiram estabelecer um governo sobre o amplo fundamento da liberdade civil e religiosa (Signs of the Times, 1º de novembro de 1899).



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A Advertência Final

Terça, 12 de novembro

 


 

Se alguém adora a besta e a sua imagem [...], também esse beberá do vinho da cólera de Deus. Apocalipse 14:9, 10


O firme traçado da pena profética revela uma mudança nessa cena pacífica [liberdade religiosa e civil]. A besta com chifres semelhantes aos de um cordeiro fala com voz de dragão e "exerce toda a autoridade da primeira besta na sua presença" (Ap 13:12). A profecia declara que ela ordenará que todos os habitantes da Terra façam uma imagem à besta, e que "a todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome" (v. 16, 17). Assim o protestantismo segue os passos do papado.


Nesse momento, o terceiro anjo é visto voando pelo meio do céu, proclamando: "Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da Sua ira" (Ap 14:9, 10). "Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus" (v. 12). Em contraste marcante com o mundo, está o pequeno grupo que não se desviará de sua aliança com Deus. [...]


A mais solene advertência e a mais terrível ameaça que já foram dirigidas aos mortais acham-se contidas na mensagem do terceiro anjo. Deverá ser um terrível pecado que acarretará a ira de Deus, sem mistura de misericórdia. Deve o mundo ser deixado em trevas quanto à natureza desse pecado? Certamente que não. Deus não lida assim com Suas criaturas. Sua ira nunca recai sobre pecados de ignorância. Antes de Seus juízos caírem sobre a Terra, a luz a respeito desse pecado deve ser apresentada ao mundo, para que os seres humanos possam saber a razão de esses juízos serem infligidos e tenham a oportunidade de escapar.


A mensagem contendo essa advertência é a última a ser proclamada antes da revelação do Filho do homem. Os sinais que Ele mesmo deu declaram a proximidade de Sua volta. [...] Chegou o tempo em que todos os que se interessam por sua salvação devem de forma sincera e solene questionar: O que é o selo de Deus? E o que é a marca da besta? Como podemos evitar recebê-la? (Signs of the Times, 1º de novembro de 1899).



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O Selo e a Marca

Quarta, 13 de novembro

 


 

Não danifiqueis nem a Terra, nem o mar, nem as árvores, até selarmos na fronte os servos do nosso Deus. Apocalipse 7:3


O selo de Deus, o símbolo ou sinal de Sua autoridade, encontra-se no quarto mandamento. Esse é o único preceito do Decálogo que aponta para Deus como o Criador dos céus e da Terra, distinguindo, assim, o verdadeiro Deus, de todos os falsos deuses. Seu poder criador é citado nas Escrituras como prova de que o Deus de Israel é superior às divindades pagãs.


O sábado ordenado no quarto mandamento foi instituído para comemorar a obra da criação e assim dirigir a mente das pessoas para o Deus vivo e verdadeiro. Se o sábado tivesse sido sempre guardado, jamais teria existido um idólatra, um ateu ou um infiel. A sagrada observância do santo dia de Deus teria conduzido a mente dos seres humanos ao seu Criador. As coisas da natureza O teriam trazido à sua lembrança, e eles teriam testemunhado Seu poder e amor. O sábado do quarto mandamento é o selo do Deus vivo. Essa instituição que aponta para Deus como Criador é um sinal de Sua justa autoridade sobre os seres que criou.


O que, então, é a marca besta, senão o sábado falso que o mundo aceitou em lugar do verdadeiro?


A declaração profética de que o papado se exaltaria acima de tudo o que se intitula Deus, ou que é adorado, foi fielmente cumprida na mudança do sábado do sétimo dia para o primeiro dia da semana. Sempre que o sábado papal é honrado em preferência ao sábado de Deus, o homem pecador é exaltado acima do Criador do Céu e da Terra.


Os que afirmam que Cristo mudou o sábado contradizem diretamente Suas palavras. No Sermão do Monte, Ele declarou: "Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir" (Mt 5:17). [...]


Os católicos romanos reconhecem que a mudança do sábado foi feita pela igreja e citam essa mudança como uma evidência da autoridade suprema da igreja. Declaram que, ao observar o primeiro dia da semana como o sábado, os protestantes reconhecem seu poder de legislar sobre as coisas divinas. [...] À medida que ganha terreno o movimento em favor do repouso dominical obrigatório, eles [os apoiadores do papado] se regozijam, na certeza de que, por fim, todo o mundo protestante será reunido sob a bandeira de Roma (Signs of the Times, 1º de novembro de 1899).


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Inimigo da Liberdade

Quinta, 14 de novembro

 


 

Dizendo aos que habitam sobre a Terra que façam uma imagem à besta, àquela que, ferida à espada, sobreviveu. Apocalipse 13:14


A mudança do sábado é o sinal, a marca da autoridade da igreja católica. Aqueles que, compreendendo os requisitos do quarto mandamento, escolhem observar o falso em lugar do verdadeiro sábado estão com isso rendendo homenagem ao único poder que autorizou isso. [...]


Há cristãos verdadeiros em todas as igrejas, inclusive na comunidade católico-romana. Ninguém é condenado sem que haja recebido iluminação ou sem que tenha compreendido a obrigatoriedade do quarto mandamento. Mas, quando for expedido o decreto que impõe o falso sábado, e o alto clamor do terceiro anjo advertir as pessoas contra a adoração da besta e de sua imagem, será traçada com clareza a linha divisória entre o falso e o verdadeiro. Então os que ainda persistirem na transgressão receberão o sinal da besta.


A passos rápidos, aproximamo-nos desse período. Quando as igrejas protestantes se unirem com o poder secular para amparar uma religião falsa, à qual se opuseram seus antepassados, sofrendo com isso a mais terrível perseguição, então o dia de repouso papal será tornado obrigatório pela autoridade combinada da Igreja e do Estado. Haverá uma apostasia nacional que terminará em ruína nacional. [...]


Os protestantes têm-se intrometido com o papado, patrocinando-o. Têm usado de transigência e feito concessões que os próprios católicos se surpreendem de ver e não compreendem. O mundo protestante necessita ser despertado a fim de resistir aos avanços desse perigosíssimo inimigo da liberdade civil e religiosa.


Quando o Estado usar seu poder para impor os decretos e amparar as instituições da Igreja, então a América protestante terá formado uma imagem do papado. Então será a verdadeira igreja assaltada pela perseguição, como o foi o antigo povo de Deus. Quase todos os séculos apresentam exemplos do que o coração humano, controlado pela raiva e maldade, é capaz de fazer sob o pretexto de servir a Deus ao proteger os direitos da igreja e do Estado. As igrejas protestantes que seguiram os passos de Roma, formando aliança com os poderes do mundo, têm manifestado desejo semelhante de restringir a liberdade de consciência. Quantos ministros insatisfeitos sofreram sob o poder da Igreja da Inglaterra! A perseguição sempre é o resultado da restrição da liberdade religiosa por parte dos governos seculares (Signs of the Times, 8 de novembro de 1899).


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A História se Repete

Sexta, 15 de novembro

 


 

Haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos. 2 Timóteo 4:3

 

Muitos insistem em que as trevas intelectuais e morais que prevaleceram durante a Idade Média favoreceram a propagação dos dogmas do papado, de suas superstições e opressão, e que a difusão geral do saber e a crescente liberalidade em matéria de religião vedam o avivamento da intolerância e tirania. É verdade que grande luz intelectual, moral e religiosa resplandece sobre esta geração. Desde 1844, a luz do Céu dos céus irradia através da porta aberta do templo de Deus. Mas é necessário lembrar que quanto maior a luz concedida, maiores as trevas dos que rejeitam a Palavra de Deus e aceitam fábulas, ensinando como doutrina mandamentos humanos.


Satanás suscitará a indignação da cristandade apóstata contra o humilde remanescente que de forma sensata se recusa a aceitar falsos costumes e tradições. Cegados pelo príncipe das trevas, os religiosos populares enxergarão apenas como ele enxerga e sentirão como ele sente. [...] A liberdade de consciência, obtida a tão elevado preço de sacrifício, não mais será respeitada. A igreja e o mundo se unirão, e o mundo emprestará à igreja poder para esmagar o direito do povo de adorar a Deus segundo Sua Palavra.


O decreto que será promulgado contra o povo de ­Deus irá ser em alguns aspectos semelhante ao de Assuero contra os judeus nos dias de Ester.


O edito persa se originara na maldade de Hamã contra Mardoqueu, não porque este lhe houvesse feito mal, mas porque se re­cusara a tributar-lhe a reverência que só a Deus é devida. [...]


A História se repete. A mesma mente hábil que tramou contra os fiéis em eras passadas está agora em ação para obter o controle das igrejas protestantes caídas, a fim de que por intermédio delas possa condenar e levar à morte todos os que não adorarem o sábado idolátrico. Não temos de batalhar com mortais, como pode parecer. Não guerreamos contra a carne e o sangue, mas contra principados, contra potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes. Mas se o povo de Deus colocar nEle sua confiança e pela fé descansar em Seu poder, os planos de Satanás serão desfeitos em nossos dias de forma tão notável quanto nos dias de Mardoqueu (Signs of the Times, 8 de novembro de 1899).



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Vitória, Afinal

Sábado, 16 de novembro

 


 

Olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o monte Sião, e com Ele cento e quarenta e quatro mil, tendo na fronte escrito o Seu nome e o nome de Seu Pai. Apocalipse 14:1

 

O decreto deve sair para que aqueles que não recebem a marca da besta não possam comprar nem vender e, finalmente, para que sejam levados à morte. Mas os santos de Deus não recebem essa marca. O profeta de Patmos contemplou aqueles que haviam obtido a vitória sobre a besta, sua imagem, sua marca e sobre o número de seu nome, em pé no mar de vidro, tendo as harpas de Deus e cantando o cântico de Moisés e do Cordeiro.


A toda pessoa virá a questionadora prova: obedecerei a Deus e não aos homens? A hora decisiva está às portas. Satanás está empregando todos os seus esforços na fúria do último ataque desesperador contra Cristo e Seus seguidores. Falsos mestres estão empregando todo artifício possível para estimular o pecador com o coração endurecido em sua rebelde ousadia, a fim de confirmar a desconfiança, a dúvida, a descrença e, por meio do engano e da falsidade, enganar, se possível, até mesmo os escolhidos. [...]


Cristo nunca conquistou a paz e amizade pela transigência com o mal. Embora Seu coração transbordasse em amor pela humanidade, não foi complacente com seus pecados. Por amar homens e mulheres, foi um firme reprovador de suas transgressões. Sua vida de sofrimento, a humilhação a que Se sujeitou por uma nação perversa revelou a Seus seguidores que não deve haver sacrifício de princípios. O povo provado de Deus deve se manter vigilante, em fervorosa oração, para que, em seu zelo por evitar a discórdia, não renuncie à verdade, desonrando, assim, o Deus da verdade. A paz é por alto preço obtida se comprada por meio de pequenas concessões aos agentes de Satanás. A menor renúncia de princípio nos enreda na armadilha do inimigo.


Paulo escreveu aos romanos: "Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens" (Rm 12:18). Mas há um ponto além do qual é impossível manter união e harmonia sem o sacrifício do princípio. A separação torna-se, então, um absoluto dever. As leis das nações devem ser respeitadas quando não entram em conflito com as leis de Deus. No entanto, quando há colisão entre elas, cada verdadeiro discípulo de Cristo dirá, como o fez o apóstolo Pedro ao receber a ordem de não falar mais em nome de Jesus: "Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens" (At 5:29) (Signs of the Times, 8 de novembro de 1899).


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Refletindo a Luz

Domingo, 17 de novembro

 


 

Somos embaixadores em nome de Cristo. 2 Coríntios 5:20


A professa igreja de Deus pode ser dotada de riqueza, educação e conhecimento de doutrina, e declarar com sua atitude: "Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma" (Ap 3:17). Mas, se os membros são destituídos de santidade interior, não podem ser a luz do mundo. A igreja deve refletir luz nas trevas morais do mundo, assim como as estrelas refletem luz nas trevas da noite. Aqueles que possuem forma de santidade, mas negam seu poder, não refletem luz no mundo e não receberão poder para alcançar o coração dos perdidos. Sem a conexão vital com Cristo, o valor da verdade não resulta em bom fruto no mundo. Mas, se Cristo habita no interior, [tornando-se] a esperança da glória, Sua graça salvadora se manifestará em compaixão e amor por aqueles que estão a perecer.


Todo coração verdadeiramente convertido a Deus será uma luz no mundo. Os raios resplandecentes e luminosos do Sol da Justiça brilharão através dos agentes humanos que empregam a habilidade que lhes foi confiada para fazer o bem, pois cooperarão com os agentes celestiais e trabalharão com Cristo para a conversão de outros. Difundirão a luz que Cristo irradia sobre eles. O Sol da Justiça que brilha em seu coração resplandecerá, iluminando e abençoando outros.


Os raios celestiais que brilham através dos agentes humanos exercerão uma influência conquistadora sobre aqueles a quem Cristo está atraindo para Si. A igreja é fraca em face dos anjos celestiais, a menos que se revele poder através de seus membros para a conversão daqueles que estão a perecer. Se a igreja não for a luz do mundo, ela será trevas. Mas em relação aos verdadeiros seguidores de Cristo está escrito: "De Deus somos cooperadores; lavoura de Deus, edifício de Deus" (1Co 3:9).


A igreja pode ser formada por pobres e incultos, mas se eles aprenderem de Cristo a ciência da oração, a igreja terá poder para mover o braço da Onipotência. O verdadeiro povo de Deus exercerá uma influência que atingirá os corações. Não é a riqueza nem a habilidade acadêmica dos membros da igreja que constitui sua eficiência. [...] Cristo é glorificado; e Seu reino, promovido, quando o Sol da Justiça é irradiado sobre o povo de Deus. Nesse momento, eles se tornam instrumentos escolhidos de salvação e estão prontos para serem usados pelo Mestre (Signs of the Times, 11 de setembro de 1893).


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Fonte da Verdade

Segunda, 18 de novembro

 


 

Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. João 14:6


Se as igrejas estabelecidas em nosso mundo seguissem a Cristo, orariam como Cristo orou, e o resultado de suas orações seria visto na conversão de pessoas, pois ao ser aberta a comunicação entre o ser humano e Deus, uma influência divina é projetada sobre o mundo. Quando os membros da igreja habitam em Cristo, sua vida apresenta um testemunho eficaz. Eles cumprem as palavras de Cristo: "Vós sois as Minhas testemunhas" (Is 43:10). Por meio de sua influência [...], por preceito e exemplo, dizem: "Venham", "eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!" (Jo 1:29). [...]


Jesus é a fonte do conhecimento, a casa do tesouro da verdade. Ele desejava abrir perante Seus discípulos os tesouros de infinito valor, para que, por sua vez, eles pudessem abri-los a outros. Mas por causa da cegueira deles, Ele não lhes pode revelar os mistérios do reino do Céu. Disse-lhes: "Ainda tenho muito que vos dizer; mas vós não o podeis suportar agora" (Jo 16:12). A mente dos discípulos foi grandemente influenciada pelas tradições e normas dos fariseus, que colocaram os mandamentos de Deus no mesmo nível de suas invenções e doutrinas. Os escribas e fariseus não receberam nem ensinaram as Escrituras em sua pureza original, mas interpretaram a linguagem da Bíblia de tal maneira que expressasse pontos de vista e proibições que Deus jamais revelara. Criaram uma compreensão abstrata sobre os escritos do Antigo Testamento e obscureceram aquilo que o Deus infinito havia revelado de forma simples e clara. Tais homens cultos colocaram diante do povo suas ideias e responsabilizaram os patriarcas e profetas por coisas que jamais proferiram. Esses falsos mestres enterraram as preciosas joias da verdade sob o entulho das próprias interpretações e normas, e ocultaram as especificações mais claras da profecia relativa a Cristo. [...]


Ao vir o Autor da verdade para o nosso mundo e se tornar um intérprete vivo de Suas leis, as Escrituras foram abertas aos homens como uma nova revelação, pois Ele as ensinou como alguém que tem autoridade, como alguém que sabe do que está falando. A mente das pessoas foi confundida a tal ponto pelos falsos ensinos, que elas não foram capazes de compreender plenamente o significado da verdade divina. Ainda assim, foram atraídas ao grande Mestre, declarando: "Jamais alguém falou como este Homem" 
(Jo 7:46) (Signs of the Times, 11 de setembro de 1893).


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A Mensagem do Povo Remanescente

Terça, 19 de novembro

 


 

Vi outro anjo voando pelo meio do Céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a Terra. Apocalipse 14:6


O décimo quarto capítulo de Apocalipse descreve a obra a ser realizada pelo povo de Deus, logo antes do segundo advento de nosso Salvador. Ali são apresentadas três mensagens que devem ser proclamadas a todos os habitantes do mundo.


João escreveu a respeito de um anjo que viu voar "pelo meio do Céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a Terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo. [...] Seguiu-se outro anjo, [...] dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia. [...] Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em grande voz: Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus" (Ap 14:6, 8-10).


Esses três anjos representam o povo que aceita a luz das mensagens de Deus e vão como agentes dEle fazer soar a advertência por toda a extensão e largura da Terra. Cristo declara a Seus seguidores: "Vós sois a luz do mundo" (Mt 5:14). A toda pessoa que aceita a Jesus, diz a cruz do Calvário: "Vede o valor da alma. 'Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura' (Mc 16:15)." Não se deve permitir que coisa alguma impeça essa obra. É a obra mais importante para este mundo. Ela deve ser de tão vasto alcance como a eternidade. [...]


Deus está chamando Sua igreja hoje, como havia chamado o antigo Israel, a fim de erguer-se como luz na Terra. Pela poderosa espada da verdade, as mensagens do primeiro, segundo e terceiro anjo, Deus tem separado um povo das igrejas e do mundo para trazê-lo a uma santa proximidade dEle. Ele os fez depositários de Sua lei e confiou-lhes as grandes verdades da profecia para este tempo. Como as Santas Escrituras confiadas ao antigo Israel, estas são um sagrado depósito a ser comunicado ao mundo. [...]


No desfecho dessa controvérsia, toda a cristandade estará dividida em duas grandes classes – os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus, e os que adoram a besta e sua imagem e recebem o seu sinal. [...] O profeta de Patmos contemplou "os que saíram vitoriosos da besta, [...] e tinham as harpas de Deus. E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro" (Ap 15:2, 3) (Signs of the Times, 25 de janeiro de 1910).


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A Conclusão da Obra

Quarta, 20 de novembro

 


 

Eis que venho sem demora, e comigo está o galardão. Apocalipse 22:12


Considere o mundo atual. É a voz da oração ouvida em meio ao ruído da confusão? Altares são estabelecidos, mas não é a Deus que os sacrifícios são oferecidos. Os impostores, ladrões e assassinos são muitos. O orgulho em virtude de uma ascendência nobre ou da riqueza contribui para a obra da destruição do ser. A avareza, a sensualidade, a malícia são as características dominantes. Milhares estão à beira da perdição. Você percebe muitos deles perdidos, completamente perdidos, enquanto os supostos cristãos dormem o sono da indiferença?
Necessita-se de homens e mulheres fervorosos, abnegados, que se dirijam a Deus e, com forte clamor e lágrimas, intercedam pelas pessoas que se acham à beira da ruína. [...] Cristo deu a vida para salvar os pecadores. Diz Ele a Seus seguidores: "Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura" (Mc 16:15). "E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século" (Mt 28:20). Ele nos apresentou a obra a ser realizada e declarou que concederá poder para o seu cumprimento. [...]


A obra está sendo finalizada rapidamente e, por toda parte, aumenta a impiedade. Temos apenas pouco tempo para trabalhar. Deus não quer que ninguém pereça. Providenciou tudo para a salvação de todos. Se Seu povo avançasse como deveria, proclamando o convite de misericórdia, muitas pessoas seriam conquistadas para Cristo. Despertemos da sonolência espiritual e consagremos ao Senhor tudo o que temos e somos. Seu Espírito permanecerá com os verdadeiros missionários, proporcionando-lhes poder para o serviço. Deus é uma fonte transbordante de eficiência e força. O Evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. Quando esse poder for utilizado, veremos que ele é mais do que suficiente para superar o poder do inimigo.


É impossível à pessoa que crê em Cristo ver a obra que precisa ser feita e nada fazer. Diariamente, devemos receber do Céu o bálsamo curador da graça de Deus para reparti-lo com os necessitados e sofredores. Sobre a igreja de Deus estão as mais sagradas responsabilidades e os mais gloriosos privilégios. Todos os que creem na mensagem da breve volta de Cristo sairão para fazer algo pelo Mestre. [...] Através da obediência prática à ordem divina, sua confiança aumentará, e seus talentos se multiplicarão (Signs of the Times, 28 de novembro de 1906).


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O Perdão de Deus Não é Impossível

Quinta, 21 de novembro

 


 

Se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará. Mateus 6:14


Cristo nos ensinou a orar: "Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores" (Mt 6:12). Mas é dificílimo, mesmo para os que afirmam ser seguidores de Jesus, perdoar como Cristo nos perdoa. É tão pouco praticado o espírito do verdadeiro perdão, e são tantas as interpretações acerca do que Cristo requer, que se perdem de vista sua força e beleza. Temos opiniões muito incertas relativas à grande misericórdia e benignidade de Deus. Ele é cheio de compaixão e perdão, e nos perdoa abundantemente quando em verdade nos arrependemos e confessamos nossos pecados. [...] Devemos introduzir em nosso caráter o amor e a compaixão revelados na vida de Cristo. [...] Se recebemos o dom de Deus e o conhecimento de Jesus Cristo, temos uma obra a fazer em favor de outro Devemos imitar a longanimidade de Deus por nós. O Senhor requer de nós, para com os Seus seguidores, o mesmo trato que dEle recebemos. Devemos exercer paciência, ser bondosos, mesmo quando não satisfaçam em todo particular as nossas expectativas. O Senhor espera que sejamos compassivos e amorosos, que tenhamos um coração solidário. Deseja que revelemos os frutos da graça de Deus na conduta de uns para com os outros. Cristo não nos disse para tolerar o próximo. Ele afirmou: "Amarás a teu próximo como a ti mesmo" (Tg 2:8). Isso significa muito mais do que professos cristãos têm praticado em sua vida diária. [...]


Cristo continua a ensinar que os princípios da lei de Deus atingem até mesmo os intentos e propósitos da mente. Claramente afirma que, se fielmente guardarmos os dez preceitos, amaremos nosso próximo como a nós mesmos. [...]


A vida religiosa coerente, a conversação santa, o exemplo piedoso e a benevolência sincera caracterizam os representantes de Cristo. Eles trabalharão para arrancar os pecadores [do poder do mal] como brasas retiradas do fogo. Executarão cada dever fielmente, tornando-se, assim, um farol.


Aproximamo-nos do juízo. Talentos nos foram confiados. Que nenhum de nós, no fim, seja condenado como servo infiel. Proclamemos as palavras de vida aos que estão em trevas. Que a igreja seja fiel ao seu legado. Suas fervorosas e humildes orações tornarão eficaz a apresentação da verdade, e Cristo será glorificado (Review and Herald, 19 de maio de 1910).



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O Trabalho nas Cidades 

Sexta, 22 de novembro

 


 

No sábado seguinte, afluiu quase toda a cidade para ouvir a palavra de Deus. Atos 13:44


A mensagem do terceiro anjo de Apocalipse 14 deve agora ser proclamada não só em países distantes, mas também em lugares negligenciados por perto, em que há multidões não advertidas e perdidas. Deus está chamando Seu povo atual para uma obra longamente adiada. Firmes esforços devem ser feitos para iluminar aqueles que nunca foram advertidos. O trabalho nas cidades deve ser agora considerado de especial importância. Que os trabalhadores sejam cuidadosamente selecionados para trabalhar de dois em dois nas cidades, em harmonia com o conselho de líderes experientes e sob a direção e comissão de Jesus Cristo.


Deus deseja que Seu povo trabalhe em perfeita harmonia no esforço de levar a verdade para as cidades. Fui instruída a chamar a atenção dos crentes para essa questão, até que eles sejam despertados para sua importância. Que lábios imprudentes não expressem palavras de desânimo, mas que todos os responsáveis se unam a fim de planejar o cumprimento dessa obra, cientes de que Aquele que conduziu Seus servos até aqui não os decepcionará neste momento de especial necessidade. Anjos de Deus irão adiante dos trabalhadores e serão seu auxílio. Anjos estarão presentes nas assembleias para impressionar o coração dos ouvintes. [...]


A obra dos apóstolos na igreja cristã primitiva foi caracterizada por manifestações maravilhosas do poder de Deus na vida dos crentes. Por meio da inspiração do Santo Espírito, multidões foram levadas ao conhecimento


da verdade como ela é em Cristo Jesus. As necessidades do mundo atual não são menores do que foram nos dias dos apóstolos. Os que trabalham em favor da salvação de outros, neste tempo de impenitência e descrença, devem se submeter plenamente a Deus e trabalhar em união com a sabedoria celestial. O poder do Espírito Santo acompanhará o trabalho daqueles que dedicam sem restrição suas energias e tudo o que possuem para o cumprimento da obra que deve ser feita nos últimos dias. Anjos do Céu cooperarão com eles, e muitos serão levados ao conhecimento da verdade. Alegremente assumirão sua posição ao lado do povo de Deus, que guarda Seus mandamentos. Recursos afluirão aos tesouros. Vigorosos trabalhadores se levantarão. Os campos inadvertidos das grandes regiões além serão trabalhados. A obra em breve será concluída com triunfo (Review and Herald, 7 de abril de 1910).



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Teorias Especulativas

Sábado, 23 de novembro

 


 

Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não. 2 Timóteo 4:2


A experiência do passado há de se repetir. No futuro, as superstições de Satanás assumirão novas formas. Erros serão apresentados de maneira agradável e lisonjeira. Falsas teorias, revestidas de trajes de luz, serão apresentadas ao povo de Deus. Assim procurará Satanás enganar, se possível, até os escolhidos. As mais sedutoras influências serão exercidas. Mentes serão hipnotizadas.


Corrupções de toda sorte, semelhantes às que prevaleciam entre os antediluvianos, serão introduzidas para levar cativo o entendimento dos homens.


A exaltação da natureza em lugar de Deus, a imoralidade desenfreada da vontade humana, o conselho dos ímpios, disso tudo se serve Satanás para conseguir certos fins. Ele empregará o poder de uma mente sobre outra para realizar seus desígnios. O pensamento mais triste de todos é o de que, sob sua enganosa influência, as pessoas terão uma forma de piedade, sem ter verdadeira ligação com Deus. Como Adão e Eva, que comeram o fruto da árvore da ciência do bem e do mal, muitos estão agora mesmo se alimentando com os enganosos bocados do erro.


Agentes satânicos estão vestindo teorias de roupagens atraentes, do mesmo modo que Satanás, no jardim do Éden, por intermédio da serpente, ocultou de nossos primeiros pais sua identidade. Esses agentes estão incutindo no espírito do ser humano o que na realidade é erro mortífero.


A influência hipnótica de Satanás repousará sobre os que se volvem da clara Palavra de Deus para fábulas agradáveis.
Satanás busca mais insistentemente assolar os que receberam mais luz. Ele sabe que, se conseguir enganá-los sob seu domínio, eles revestirão o pecado com trajes de justiça, levando muitos a se desviar.


Digo a todos: Estejam vigilantes, pois, como anjo de luz, Satanás está percorrendo todas as reuniões de obreiros cristãos. Em cada igreja, procura ganhar para seu lado os membros. Tenho que dar ao povo de Deus a advertência: "Não erreis. Deus não Se deixa escarnecer" (Gl 6:7). [...]


Andem de maneira firme e determinada, calçando os pés com a preparação do evangelho da paz. Estejam certos de que a religião pura e imaculada não é uma religião sensacionalista. Deus não pôs sobre ninguém o encargo de estimular o apetite pelas doutrinas e teorias especulativas. Meus irmãos, não ensinem isso. Não permitam que tais coisas façam parte de sua experiência. Não seja por elas manchada a obra de sua vida (Review and Herald, 3 de março de 1904).

 


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No Poder do Espírito

Domingo, 24 de novembro

 


 

Vi descer do Céu outro anjo, que tinha grande autoridade, e a Terra se iluminou com a sua glória. Apocalipse 18:1


Vemos diante de nós uma obra especial a ser feita. Devemos orar como nunca antes pela orientação do Espírito Santo. Busquemos ao Senhor de todo o coração, para que possamos encontrá-Lo. Recebemos a luz das três mensagens angélicas e precisamos agora tomar decididamente a dianteira, assumindo nossa posição ao lado da verdade. [...]


O conhecimento salvador de Deus realizará sua obra purificadora na mente e no coração de todo crente. A Palavra de Deus declara: "Então, aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados" (Ez 36:25). Esse é o derramamento do Espírito Santo, enviado por Deus para realizar Sua obra. A casa de Israel será cheia do Espírito Santo e batizada com a graça da salvação. [...]


Será apresentada [...] uma mensagem especial de verdade apropriada para este tempo, a qual deve ser recebida, aceita e posta em prática. [...] A verdade eterna da Palavra sobressairá livre de toda forma de erros sedutores e interpretações espiritualistas, livre de todos os quadros atrativos, fascinantes. Ao povo de Deus, serão insistentemente apresentadas falsidades, mas a verdade deve permanecer revestida de seus belos e puros vestidos. A Palavra, preciosa em sua influência santa e própria para elevar, não deve ser degradada ao nível dos assuntos comuns, efêmeros. Deve permanecer sempre afastada das ideias errôneas com que Satanás procura enganar, se possível, os próprios eleitos.


A proclamação do evangelho é o único meio pelo qual Deus pode empregar os seres humanos como Seus instrumentos para a salvação de outros. À medida que homens, mulheres e crianças proclamarem o evangelho, o Senhor abrirá os olhos dos cegos para ver Seus estatutos e escreverá Sua lei no coração do verdadeiro penitente. O vivificante Espírito de Deus, a operar por meio de agentes humanos, conduz os crentes a um só pensamento, um só coração, unidos em amor a Deus e em obediência aos Seus mandamentos – preparando-se aqui para a transladação. [...]


Que a obra de proclamar o evangelho de Cristo seja realizada com eficácia por meio da influência do Espírito Santo. Que nenhum crente, no dia do juízo que já começou, dê ouvidos às invenções do inimigo. A Palavra viva é a espada do Espírito. Misericórdias e juízos serão enviados do Céu. A obra da providência se revelará tanto em misericórdias como em juízos (Review and Herald, 13 de outubro de 1904).



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Um Povo Santo

Segunda, 25 de novembro

 


 

O justo se alegra no Senhor e nEle confia; os de reto coração, todos se gloriam. Salmo 64:10


Essa escritura será literalmente cumprida. Será sacudido tudo quanto possa ser sacudido, para que aquilo que não pode ser sacudido permaneça. Fico maravilhada ao considerar o passado, o presente e o futuro do povo de Deus. O Senhor terá um povo puro e santo que passará a prova. Todos os crentes precisam agora examinar o coração como que com uma vela acesa. [...]


Perante nós se apresenta a maravilhosa possibilidade de sermos semelhantes a Cristo: obedientes a todos os princípios da lei de Deus. Mas, de nós mesmos, somos completamente impotentes para alcançar esse estado. Tudo que existe de bom no ser humano vem a ele por meio de Cristo. A santidade que a Palavra de Deus declara que nós devemos ter antes de podermos ser salvos é resultado da atuação da graça divina, ao nos prostrarmos em submissão à disciplina e à refreadora influência do Espírito da verdade. [...]


A obra da transformação, da profanidade para a santidade, é obra contínua. Dia a dia, Deus atua para a santificação do ser humano, e deve o ser humano cooperar com Ele, empenhando esforços perseverantes no cultivo de bons hábitos. A maneira com que devemos operar nossa própria salvação é claramente especificada no primeiro capítulo da Segunda Epístola de Pedro. Constantemente, devemos acrescentar graça à graça. Assim procedendo em um plano de adição, Deus agirá em um plano de multiplicação. [...]


Deus fará mais do que cumprir as mais elevadas expectativas daqueles que nEle põem sua confiança. Deseja que nos lembremos de que, sendo nós humildes e contritos, estaremos no lugar em que Ele pode Se manifestar a nós, e Se manifestará. Ele Se agrada quando apresentamos misericórdias e bênçãos passadas como motivo para que Ele nos conceda bênçãos mais elevadas e maiores. Ele é honrado quando O amamos e damos testemunho da genuinidade de nosso amor, guardando Seus mandamentos. Sente-Se honrado quando pomos à parte o sétimo dia como sagrado e santo. Aos que isso fazem, o sábado é um sinal, "para que soubessem", diz Deus, "que Eu sou o Senhor que os santifica" (Ez 20:12). Santificação quer dizer habitual comunhão com Deus. Não existe algo tão grande e poderoso como o amor de Deus pelos Seus filhos (Review and Herald, 15 de março de 1906).


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Uma Igreja Aperfeiçoada

Terça, 26 de novembro

 


 

Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia. Colossenses 1:18

 

"Cristo amou a igreja e a Si mesmo Se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a Si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito" (Ef. 5:25-27).


Quando Deus concedeu Seu Filho ao mundo, tornou possível a homens e mulheres serem perfeitos mediante o uso de toda capacidade de seu ser para a glória de Deus. Em Cristo, deu-lhes as riquezas de Sua graça e o conhecimento de Sua vontade. [...]


A igreja ainda é militante em um mundo que está aparentemente envolto pelas trevas da meia-noite, piorando cada vez mais. Enquanto os requisitos de um claro "assim diz o Senhor" são ignorados pelo elemento mundano na igreja, a voz dos fiéis servos de Deus será fortalecida a fim de proclamar a solene mensagem de advertência. As obras da igreja que recebeu a luz para este tempo não correspondem às obras que devem caracterizar a igreja militante. O Senhor roga que os membros da igreja se vistam com as belas vestes da justiça de Cristo. [...]


Deus precisa de homens e mulheres que trabalhem na simplicidade de Cristo, a fim de levar o conhecimento da verdade àqueles que necessitam de seu poder transformador. A mensagem da justiça de Cristo deve ser proclamada desde uma até a outra extremidade da Terra. Nosso povo deve ser despertado a fim de preparar o caminho ao Senhor. A mensagem do terceiro anjo – a última mensagem de misericórdia a um mundo que perece – é altamente sagrada, extremamente gloriosa. Que a verdade vá como uma lâmpada a arder. Mistérios para os quais os anjos desejam bem atentar, que os profetas e reis e justos do passado desejaram conhecer, deve a igreja tornar conhecidos.


O maravilhoso sacrifício de Cristo em favor do mundo testifica o fato de que as pessoas podem ser resgatadas da iniquidade. Se romperem a amizade com Satanás e confessarem seus pecados, há esperança para elas. Pessoas pecadoras, [...] arruinadas podem se arrepender e ser convertidas. Dia a dia, podem formar um caráter semelhante ao de Cristo. Seres humanos podem ser recuperados, regenerados e aprender a viver [...] uma vida preciosa à semelhança de Cristo (Review and Herald, 22 de abril de 1909).



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Um Reflexo de Cristo

Quarta, 27 de novembro

 


 

E vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade. Efésios 4:24


Deus está desejoso de ver revelada em Seu povo a fé que opera pelo amor e purifica o ser, pois unicamente isso o adequará para a vida futura e imortal. Há uma grande obra a ser cumprida, e pouco tempo para realizá-­la. A causa necessita de pessoas convertidas e consagradas que fazem do Senhor sua segurança. Por meio de tais obreiros, o Senhor revelará o poder de Sua graça. [...]


Meus irmãos e irmãs, que a verdade de Deus habite em seu coração por meio de uma fé santa e viva. A verdade bíblica deve ser compreendida antes que possa condenar a consciência e converter a vida. O povo remanescente de Deus deve estar convertido. A apresentação dessa mensagem visa à conversão e à santificação das pessoas. Devemos sentir nesse movimento a virtude do Espírito de Deus. Essa é uma mensagem maravilhosa e definitiva. Significa tudo para quem a recebe e deve ser proclamada em alta voz. Devemos ter fé verdadeira e constante no fato de que essa mensagem há de continuar aumentando de importância até o fim.


Cristo deseja ver Sua imagem refletida em cada coração renovado. Os que permanecem mansos e humildes de coração, Ele os tornará coobreiros de Deus. Nossos conflitos espirituais podem, muitas vezes, ser chamados de rebeliões espirituais. É o coração carente da submissão à vontade de Deus que tantas vezes nos coloca em dificuldade. Queremos seguir nossa vontade, e isso geralmente significa rebelião contra a vontade de Deus. Precisamos agir como Cristo agiu – lutar com o Pai, em oração, por força e poder para torná-Lo conhecido em nossas palavras e ações. [...]


Obedecer à ordem do Mestre e promover Sua obra na Terra deve ser o único objetivo e propósito de nossa vida. Haverá, então, crescimento, e o Espírito Santo trabalhará em nosso coração para transformar o caráter. Um espírito generoso se revelará em bondade e terna consideração pelos outros. O eu estará escondido com Cristo em Deus. Contemplando o caráter de Cristo, seremos transformados à Sua imagem.


Renunciemos ao eu e aceitemos Jesus Cristo como o caminho, a verdade e a vida. A fé nEle é a única ciência de valor. Ele é o representante vivo da obediência perfeita à Palavra eterna (Review and Herald, 26 de agosto de 1909).


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Separados do Mundo

Quinta, 28 de novembro

 


 

Guardai-vos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna. Judas 21


Aqueles que ouvem dos lábios de Cristo as palavras: "Muito bem, servo bom e fiel" (Mt 25:21) serão ministros heroicos da justiça. Pode ser que nunca preguem do púlpito, mas, leais à compreensão das reivindicações de Deus sobre eles, zelosos por Sua honra, ministrarão àqueles que foram adquiridos pelo sangue de Cristo. Verão a necessidade de introduzir em sua obra uma mente voluntária, um espírito diligente, e sincero e abnegado zelo. Não atentarão para o melhor modo de preservar a própria dignidade, mas, mediante atenção e cuidado, procurarão alcançar o coração daqueles a quem servem. [...]


O apóstolo Paulo nos estimula com insistência [a buscar] as vantagens que estão ao nosso alcance: "Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-­nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus" (2Co 7:1). Devemos nos separar do mundo em essência e prática, se desejamos nos tornar filhos e filhas de Deus. Em Sua oração por Seus seguidores, Cristo pediu: "Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal. Eles não são do mundo, como também Eu não sou. Santifica-os na verdade; a Tua palavra é a verdade" (Jo 17:15-17).


Há um trabalho importante diante de cada um de nós. Pensamentos corretos e propósitos puros e santos não nos vêm espontaneamente. Temos que lutar por eles. [...] Os que estão sob controle do Espírito de Deus não buscarão seu prazer ou divertimento. Se Cristo reinar no coração dos membros de Sua igreja, eles atenderão ao apelo: "Saí do meio deles, e apartai-vos" 
(2Co 6:17). "Não sejas participante dos seus pecados" (Ap 18:4).


Deus tem uma obra para Suas fiéis sentinelas ao se colocarem em defesa da verdade. Devem advertir e suplicar, demonstrando sua fé por meio de suas obras. Devem permanecer como Noé, em nobre e dedicada fidelidade, mantendo o caráter livre do mal que os cerca. Devem ser salvadores de pessoas, como foi Cristo. Os trabalhadores que assim são fiéis ao seu legado serão expostos ao ódio e à reprovação. Falsas acusações serão lançadas contra eles a fim de removê-los de sua elevada posição. Eles, porém, estão fundamentados na Rocha. Permanecem inamovíveis, advertindo, suplicando e repreendendo o pecado e o amor ao prazer por meio de sua retidão moral e vida sensata (Review and Herald, 28 de novembro de 1899).



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Templo de Deus

Sexta, 29 de novembro

 


 

O templo de Deus, que sois vós, é santo. 1 Coríntios 3:17


A igreja na Terra é o templo de Deus e deve assumir perante o mundo proporções divinas. Esse edifício deve ser a luz do mundo. Deve ser composto de pedras vivas, estreitamente justapostas, uma pedra encaixando-se na outra, perfazendo um edifício sólido. Nem todas essas pedras são de feitio ou dimensões iguais. Algumas são grandes, outras pequenas, mas cada qual tem seu lugar a preencher. Em todo o edifício, não deve haver uma só pedra malformada. Cada qual é perfeita. E cada pedra é uma pedra viva, que emite luz. O valor das pedras é determinado pela luz que refletem ao mundo.


Agora é o tempo de serem as pedras tiradas da pedreira do mundo e levadas para a oficina de Deus, para serem talhadas, ajustadas e polidas, a fim de que possam brilhar. Esse é o plano de Deus, e Ele deseja que todos os que professam crer na verdade preencham seu respectivo lugar na grande obra para este tempo. [...]


É desígnio de Deus que Sua igreja avance sempre em pureza e conhecimento, de luz em luz, de glória em glória. [...] Sua igreja é a corte de vida santa, cheia de variados dons, e dotada do Espírito Santo. São designados pelo Céu deveres adequados a cada membro da igreja na Terra, e todos devem buscar sua felicidade na felicidade daqueles a quem ajudam e beneficiam.


Através dos séculos de trevas morais, de contenda e perseguição, a igreja de Deus tem sido como uma cidade edificada sobre um monte. De século em século, por sucessivas gerações até ao tempo presente, as puras doutrinas da Bíblia têm se revelado por meio dela. A igreja de Deus, enfraquecida e defeituosa como aparenta ser, é na Terra o único objeto a que Ele consagra em sentido especial Seu amor e atenção. A igreja é o cenário de Sua graça, no qual Ele Se deleita em realizar experiências de misericórdia em corações humanos.


A igreja é a fortaleza de Deus, Sua cidade de refúgio, a qual Ele mantém em um mundo revoltado. Qualquer traição a seu sagrado depósito é traição Àquele que a comprou com o precioso sangue de Seu Filho unigênito. Pessoas fiéis constituíram desde o princípio a igreja de Deus sobre a Terra. Ele pôs essas testemunhas, através do concerto, em contato com Ele mesmo, unindo a igreja da Terra à do Céu. Enviou Seus anjos para cuidar de Sua igreja, e as portas do inferno não puderam prevalecer contra Seu povo (Review and Herald, 4 de dezembro de 1900).


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Colaboradores do Céu

Sábado, 30 de novembro

 


 

Olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé. Hebreus 12:2


Hoje, como no passado, todo o Céu está observando, para ver a igreja se desenvolver na real ciência da salvação. Cristo comprou a igreja com Seu sangue e anseia revesti-la de salvação. Ele a fez guardiã da sagrada verdade e deseja que participe de Sua glória. Mas para que a igreja na Terra seja um poder educador no mundo, ela deve cooperar com a igreja no Céu, representando a Cristo. O coração dos que são membros da igreja deve estar aberto para recebê-la cada raio de luz que Deus escolher conceder. Deus tem luz a nos conceder de acordo com nossa habilidade de recebê-la e, à medida que recebermos a luz, seremos capazes de receber mais e mais os raios do Sol da Justiça.


Necessita-se de um grau mais elevado de espiritualidade na igreja. Necessita-se de uma purificação do coração. Deus conclama Seu povo a assumir o posto do dever. Suplica que se descontamine daquilo que foi revelado como o veneno das igrejas: a exaltação daqueles que são colocados em posição de confiança. Há uma importante obra a ser feita. Ajoelhados, homens e mulheres devem buscar a Deus com fé, e então sair para pregar a palavra com poder enviado do alto. Tais crentes vêm diretamente da câmara de audiência do Altíssimo, e suas palavras e obras promovem a espiritualidade. Ao entrarem em contato com princípios errôneos, fundamentam-se firmemente nas palavras: "Está escrito". [...]


A igreja, atualmente, necessita de pessoas que, como Enoque, andem com Deus, revelando Cristo ao mundo. Os membros de igreja precisam atingir uma norma mais elevada. [...] Cristo é de novo crucificado por muitos que pela condescendência consigo mesmos permitem que Satanás obtenha domínio sobre eles. A igreja necessita de homens e mulheres consagrados para proclamar ao mundo a mensagem de salvação, apontando o Cordeiro de Deus aos pecadores [...].


Com piedade e compaixão, com terno anseio e amor, o Senhor contempla Seu povo tentado e provado. [...] É desígnio de Deus que todos sejam experimentados e provados, para que Ele possa ver se eles são leais ou desleais às leis que governam o reino do Céu. Aos últimos, Deus permite que Satanás se revele como mentiroso, acusador e assassino. Assim, o triunfo final de Seu povo se torna mais acentuado, mais glorioso, mais completo e abrangente (Review and Herald, 4 de dezembro de 1900).



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